Flamengo critica arbitragem e cita "erros graves" em empate contra o Santos

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Foto: Raul Baretta/ Santos FC

O Flamengo publicou nesta sexta-feira uma nota oficial com duras críticas à arbitragem do empate por 2 a 2 diante o Santos, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, realizada na última quinta-feira.

O clube apontou erros da equipe liderada por Anderson Daronco e pelo árbitro de vídeo Rodolpho Toski Marques, alegando prejuízos diretos durante o confronto na Vila Belmiro.

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Segundo o Rubro-Negro, um dos lances reclamados ocorreu ainda no primeiro tempo, quando Barreal atingiu Carrascal em uma entrada considerada pelo clube como passível de cartão vermelho. Apesar da reclamação, Daronco aplicou apenas advertência com cartão amarelo, e o VAR não recomendou revisão da jogada.

Na segunda etapa, o Flamengo contestou a marcação do pênalti que originou a expulsão de Jorginho. De acordo com a nota, o toque de braço do volante teria sido involuntário. O clube ainda destacou que a paralisação de quase dez minutos para avaliação do lance expôs insegurança da equipe de arbitragem e teve impacto direto no resultado da partida.

O Rubro-Negro também criticou o segundo pênalti assinalado para o Santos. Segundo o comunicado, a infração que originou a jogada não existiu, o que teria resultado em nova decisão equivocada da arbitragem.

O Flamengo chegou a abrir 2 a 0 no primeiro tempo, com gols de Danilo e Paquetá, porém com os dois pênaltis assinalados, ambos convertidos por Neymar, viu o Santos chegar ao empate.

Além dos lances específicos, o Flamengo acusou a arbitragem de adotar critérios diferentes ao longo da partida. O clube argumentou que houve mudanças de interpretação ao longo da partida e questionou a atuação de Daronco e Toski, que estão escalados para trabalhar no clássico entre Palmeiras e Corinthians, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, no próximo domingo.

Na nota, o Flamengo ainda utilizou estatísticas do Campeonato Brasileiro para sustentar sua argumentação. O clube destacou que ocupa uma das últimas posições no ranking de faltas cometidas, mas aparece entre as equipes com mais expulsões na competição, totalizando sete.

O Rubro-Negro segue na disputa pelo título do campeonato nacional, onde ocupa a liderança, com 61 pontos. Entretanto, com a vitória do Palmeiras por 1 a 0 diante do Bahia, o Alviverde chegou a 60 pontos e colou na equipe carioca.

Veja a nota divulgada pelo Flamengo na íntegra:

"A atuação de Anderson Daronco, árbitro de campo na partida entre Flamengo e Santos, e Rodolpho Toski Marques, responsável pelo VAR, foi marcada por erros graves, falta de critério e completa ausência de autoridade para conter a pressão exercida pelos jogadores do Santos ao longo do jogo.

Ainda no primeiro tempo, Barreal protagonizou uma entrada violenta sobre Carrascal, em lance claro de jogo brusco grave, com as travas da chuteira em força alta atingindo a parte posterior da perna. Em qualquer campeonato do mundo resultaria em expulsão. Daronco aplicou apenas o cartão amarelo, enquanto o VAR sequer recomendou uma revisão.

Na segunda etapa, o Flamengo foi triplamente prejudicado em um único lance. Após um toque de braço de Jorginho, sem qualquer movimento deliberado, Daronco marcou falta e aplicou cartão amarelo. Depois de uma intervenção desastrosa do VAR, a decisão foi alterada para pênalti e expulsão. Além das duas punições discutíveis, a partida ficou paralisada por 9 minutos e 56 segundos, recorde de interrupção em um lance com intervenção do VAR na história do Brasileirão.

A demora expôs a insegurança da arbitragem, prejudicou o andamento do jogo e trouxe consequências que vão além da partida. O Flamengo não apenas ficou com um jogador a menos em campo, como também perderá Jorginho para o próximo compromisso, em plena reta final da disputa pelo título. Como justificar tamanha punição em um lance que gerou tantas dúvidas, a ponto de exigir quase dez minutos para uma decisão? Uma arbitragem cercada de incertezas não pode impor consequências tão severas a um clube e seu jogador em um momento decisivo da competição.

Poucos minutos depois, um novo pênalti foi marcado para o Santos, desta vez por infração de Luiz Araújo. No entanto, a falta que deu origem à jogada simplesmente não existiu. As imagens são claras e comprovam o erro, que acabou resultando no segundo gol de pênalti do adversário.

Além dos lances citados, Daronco e Toski demonstraram falta de uniformidade nos critérios, alternando o rigor ao longo da partida, aparentemente em reação às mudanças no placar. As regras não podem mudar de acordo com as circunstâncias do jogo. Curiosamente, os mesmos profissionais estão escalados para atuar no próximo domingo, no clássico entre Palmeiras e Corinthians, partida de um concorrente direto do Flamengo na disputa pelo título.

Os números do Brasileirão ajudam a dimensionar as distorções e a falta de critério. Em 29 jogos, o Flamengo acumula sete expulsões, sendo o segundo clube com mais cartões vermelhos na competição. Ao mesmo tempo, ocupa a 17ª posição no ranking de faltas cometidas e lidera a média de tempo de bola rolando. Os dados evidenciam, no mínimo, uma incoerência nas punições: o Flamengo é um dos três times que menos cometem faltas no campeonato e, ainda assim, o segundo que mais recebe cartões vermelhos.

O Flamengo trabalha com seriedade e trata o futebol com a responsabilidade que ele merece. Não reivindica privilégios. Exige apenas que as regras sejam cumpridas com rigor, coerência e imparcialidade. Neste ano, o clube representa o Brasil e a América do Sul entre os cinco finalistas ao prêmio de Melhor Clube Masculino do Ano da Bola de Ouro (Ballon d’Or), a mais prestigiada premiação do futebol mundial. Um reconhecimento que simboliza o retorno da imagem do futebol brasileiro ao lugar de destaque que jamais deveria ter perdido.

Não é aceitável que, em um campeonato tão equilibrado, erros de arbitragem continuem interferindo diretamente nos resultados da competição e manchando a imagem do futebol brasileiro dentro e fora do país."

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