Conselho do São Paulo marca reunião para votar contrato com a Ticketmaster

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(Foto: Jhony Inacio/Ag.Paulistão/Sua Foto No Jogo)

Nesta sexta-feira, o Conselho Deliberativo do São Paulo, presidido por Olten Ayres de Abreu Júnior, marcou a data para votar o contrato firmado pelo clube com a empresa Ticketmaster, escolhida para gerir os ingressos do Morumbis.

O dia escolhido para definir a troca na gestão de ingressos do estádio foi o dia 29 de setembro, uma terça-feira. O processo se dá após a análise do documento por parte da Comissão instituída por Olten Ayres, formada por quatro conselheiros e responsável por avaliar o contrato.

A votação será feita de forma eletrônica. A reunião se iniciará às 19h (de Brasília) para avaliação dos termos. O pleito terá início às 22h, com encerramento previsto para as 17h do dia seguinte, 30 de setembro (quarta-feira).

O São Paulo abriu um edital público em abril para a troca da gestão de ingressos do Morumbis e recebeu propostas de seis empresas interessadas em substituir a Total Acesso, cujo contrato se encerra no fim deste ano. Duas delas foram levadas adiante: a Ticketmaster e a NewC. As duas, porém, apresentaram cláusulas distintas, e a Ticketmaster foi a escolhida por propor as melhores condições ao São Paulo no entendimento da diretoria executiva.

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Olten criou comissão para analisar contrato

Presidente do CD, Olten Ayres criou uma comissão para analisar o documento final da parceria, recebido pelo Conselho no último dia 27 de agosto. No dia seguinte, a NewC procurou o órgão com questionamentos sobre as regras da concorrência, o acesso às informações e a condução das negociações.

O contrato com a Ticketmaster já foi aprovado pelo Conselho Administrativo do São Paulo. Contudo, diante das alegações da NewC, o presidente do CD delegou a criação da comissão especial, com quatro conselheiros, para analisar todo o documento com a proposta final da ticketeira escolhida pela gestão de Harry Massis, presidente do clube.

O que motivou o presidente do Conselho a criar tal comissão foi um e-mail recebido de Cesar Sbrighi, gerente de país da NewC no Brasil. A empresa estava na disputa para gerir os ingressos do Morumbis. Em contato com Olten, o representante da companhia questionou como se deu o processo de disputa e da escolha final pela Ticketmaster, que venceu a concorrência para substituir a Total Acesso.

A decisão de Olten de criar uma comissão para analisar o contrato com a Ticketmaster não caiu bem na diretoria executiva do São Paulo. Em áudio vazado no dia primeiro de setembro e cuja veracidade foi confirmada pela reportagem, Massis pediu o apoio de grupos políticos para apressar o presidente do Conselho a colocar a pauta em votação, uma vez que a quitação dos atrasados dependia dos R$ 140 milhões de adiantamento previstos em contrato.

A antecipação dos recursos é vista pela diretoria como fundamental para reforçar o caixa do clube no curto prazo. Atualmente, o São Paulo possui pendências relacionadas ao pagamento de direitos de imagem do elenco, com alguns casos acumulando mais de três meses de atraso.

A proposta da Ticketmaster

A proposta da Ticketmaster, escolhida pelo São Paulo, abrange a possibilidade de uma antecipação de R$ 110 milhões para o clube utilizar como bem entender. A liberação do valor seria feita 45 dias após a assinatura do contrato. O acordo funcionará como uma espécie de empréstimo, uma vez que o montante adiantado será devolvido pelo Tricolor à empresa em cinco anos, com taxa de juros seguindo o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) mais 1,99%.

Além disso, a nova empresa pagará cerca de R$ 30 milhões pelo uso de um camarote no Morumbis, e investirá R$ 6 milhões para reformar o museu do São Paulo no local.

O novo contrato com a ticketeira também adiciona um "limite" da verba a ser devolvido pelo São Paulo: apenas R$ 1,8 milhão por mês será retornado à empresa, independente do valor total da renda somada ao fim do mês. Contudo, esse repasse também será feito em meses sem grandes rendas com bilheteria no estádio, como aconteceu durante a pausa da Copa do Mundo este ano, por exemplo.

A negociação entre as partes envolveu, ainda, a gestão do programa de sócio-torcedor do São Paulo, que atualmente é administrado pela Feng. Com isso, a diretoria tende a reduzir custos, além de entender que pode oferecer um serviço melhor aos torcedores.

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