A brasileira Luisa Stefani fez história no tênis mundial nesta segunda-feira. Após alcançar a semifinal do US Open, a paulistana subiu para a terceira colocação do ranking de duplas da WTA e se tornou a primeira brasileira a ocupar um lugar no top 3 da lista desde sua criação, em 1974.
Maria Esther Bueno, multicampeã de Grand Slam, chegou a ser considerada a melhor tenista do mundo durante parte da década de 1960. Na época, porém, ainda não existia um ranking oficial da WTA.
A nova posição coroa uma temporada de destaque de Stefani. A brasileira disputou quatro semifinais de Grand Slam, chegou à decisão de Wimbledon e conquistou três títulos ao lado da canadense Gabriela Dabrowski. A parceria também ocupa a segunda colocação na classificação da temporada.
"Dois anos atrás se me dissessem que eu teria o ano que estou tendo hoje, perdendo na semifinal com vantagem no tie-break, eu assinaria mesmo assim sem pensar duas vezes. Tenho que levar por esse lado, entender o que acontece. Às vezes é indescritível, não consigo explicar, às vezes assisto ao jogo, pergunto como que perdeu, mas ao mesmo tempo é o que deixa o esporte tão maravilhoso e legal ao mesmo tempo e tenho sorte de me colocar nessas posições", afirmou Luisa.
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Agora, Stefani volta suas atenções para o SP Open, torneio WTA 250 disputado em sua cidade natal. A brasileira defende o título conquistado no ano passado ao lado da húngara Timea Babos e, nesta edição, terá Dabrowski como parceira.
"Existem grandes torneios pela frente, mas, no momento, valorizo imensamente a chance de jogar em casa. A recepção do público tem sido extremamente positiva e é um privilégio compartilhar tudo isso", apontou.
Stefani e Dabrowski chegaram à final de Wimbledon nesta temporada e também alcançaram as semifinais do Australian Open, Roland Garros e US Open. Além disso, conquistaram três títulos em 2026.
"Vir a São Paulo é muito mais do que buscar um resultado. No ano passado, tivemos uma semana incrível e compartilhar aquele título com as brasileiras na final foi memorável. Para mim, este evento celebra a grandiosidade do tênis feminino, a união dos torcedores e a importância de inspirar as próximas gerações. Como tenista profissional, espero retribuir esse apoio e mostrar o que vivemos para alcançar o sucesso. O papel da imprensa em promover essas oportunidades é fundamental para que o público conheça nossa realidade", completou.
Novas tenistas no cenário
A brasileira também ressaltou o momento do tênis feminino no país e citou o crescimento de novas jogadoras no circuito. "É incrível. Temos torcedores brasileiros por todos os lugares do mundo e ouso dizer que temos grandes personalidades do tênis feminino, entre elas a Naná e a Vitorinha que são estrelas que mesmo começando a carreira estão fazendo muita coisa e tendo sucesso em nível mundial. Elas super agregam no crescimento do tênis feminino para as meninas mais novinhas se espelharem nelas também, são super carismáticas, autênticas e nós no profissional tentando retribuir para conseguir os melhores resultados", afirmou.
"Pra mim é bom ter representatividade nos maiores torneios do ano, levar o Brasil nos Grand Slams, Olimpíadas, Pan, BJK Cup para a gente conquistar nosso espaço e assim, como eu individualmente, continuamos batendo na porta que uma hora ela vai abrir. O importante é estar na direção correta, sonhar grande que uma hora as coisas vão vir, se não vier de primeira, segue tentando, que uma hora vai dar", concluiu a tenista.
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Stefani e Dabrowski estreiam no SP Open contra a dupla brasileira formada por Marjorie Souza e Rebeca Pereira. A partida ainda não tem data definida.