São Paulo atrasa salários do elenco profissional; veja detalhes

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Foto: Rubens Chiri e Paulo Pinto / São Paulo FC

Por Thais Bueno

O São Paulo atrasou os salários em carteira do elenco profissional referentes ao mês de agosto. Os vencimentos deveriam ter sido pagos na última terça-feira, dia 8. Com problemas no fluxo de caixa, o clube não conseguiu efetuar o pagamento aos atletas.

A informação foi publicada inicialmente pelo ge e confirmada pela Gazeta Esportiva.

A diretoria tricolor ainda não tem previsão para regularizar os salários em carteira do plantel. O clube alega que o novo contrato com a Ticketmaster, plataforma global de venda e distribuição de ingressos que assumiria a gestão de bilhetes do Morumbis, é fundamental para equacionar compromissos financeiros de curto prazo.

A proposta da empresa, no entanto, ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Deliberativo do São Paulo. O acordo já recebeu o aval do Conselho de Administração, mas ainda não foi colocado em pauta pelo presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior. O documento final está nas mãos do CD desde o dia 27 de agosto, mas se transformou em uma guerra política com o conflito de versões entre Olten e Massis.

Além dos salários, o São Paulo também possui direitos de imagem em atraso com jogadores do elenco profissional. Há casos em que os pagamentos estão pendentes há mais de dois meses.

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Contrato com a Ticketmaster

A Ticketmaster foi escolhida pelo São Paulo para assumir a operação de venda e distribuição de ingressos do clube. O novo acordo prevê uma antecipação de R$ 110 milhões aos cofres tricolores, com liberação do valor 45 dias após a assinatura do contrato.

O montante funcionará como uma espécie de empréstimo. O São Paulo deverá devolver os R$ 110 milhões à empresa ao longo de cinco anos, com juros calculados com base no CDI (Certificado de Depósito Interbancário) mais 1,99%.

Além da antecipação, a Ticketmaster pagará cerca de R$ 30 milhões pelo uso de um camarote no Morumbis. A empresa também prevê um investimento de R$ 6 milhões para a reforma do museu do São Paulo no estádio.

Dessa forma, o negócio pode representar aproximadamente R$ 140 milhões em recursos relacionados à antecipação e ao pagamento pelo camarote, além do investimento destinado ao museu.

O contrato também estabelece um limite para o valor que será repassado mensalmente pelo São Paulo à Ticketmaster. O clube devolverá no máximo R$ 1,8 milhão por mês, independentemente da arrecadação total com bilheteria no período.

O repasse, porém, continuará sendo realizado mesmo em meses com baixa arrecadação no estádio. Um exemplo citado na negociação é o período de paralisação do futebol durante a Copa do Mundo deste ano, quando o Morumbis teve uma redução significativa no número de partidas.

A negociação entre as partes envolveu, ainda, a gestão do programa de sócio-torcedor do São Paulo, que atualmente é administrado pela Feng. Com isso, a diretoria tende a reduzir custos, além de entender que pode oferecer um serviço melhor aos torcedores.

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