O presidente do Ceará, João Paulo Silva, denunciou um novo ato de intimidação hostil recebido durante o mandato do clube. O executivo compartilhou que, na tarde desta quinta-feira, uma bomba foi enviada por meio de um “presente” deixado na escola de teatro de uma de suas filhas. O explosivo vinha acompanhado de flores, uma caixa de bombons e uma mensagem com os dizeres “Fora JP” e ‘Safado”.
“Isso é algo totalmente inadmissível e que ultrapassa qualquer limite, envolvendo a integridade física até mesmo de minha filha. Vamos seguir adiante para que esses atos criminosos sejam devidamente punidos. Faço o meu melhor pelo Ceará todos os dias e a pressão é natural, mas esses atos criminosos são inaceitáveis”, desabafou João Paulo.
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As polícias civil e militar já foram acionadas. No momento, ainda não há a identificação dos autores. Nas redes sociais, o presidente do Ceará também se manifestou sobre o tema, condenando o envio do explosivo.
"Esse só mais um que se soma aos vários que já fizeram a mim e à minha família. Eu sou presidente do Ceará. Aguento as porradas, o meu cargo exige isso. Mas mexeram com inocentes. E isso tudo somente pelo poder. Essa covardia não pode ser considerada normal. Já estou tomando as devidas providências legais para proteger a minha família e o Ceará, publicou.
O Ceará também divulgou uma nota de repúdio sobre o caso, destacando que esta não é a primeira vez que o presidente e sua família são alvos de ações dessa "natureza".
Momento de pressão
O envio do explosivo ocorre em meio a um contexto de pressão política no Ceará, com manifestações da oposição e de torcedores contra o mandato de João Paulo. Entre os casos mais recentes, no final de maio, um protesto organizado em frente à sede do Vozão terminou em confusão e intervenção da Polícia Militar.
Dias depois, o Ministério Público classificou o ocorrido como incitação à violência e prática de atos de desordem, o que resultou em punição às torcidas organizadas e suspensão de outros cinco torcedores, entre eles conselheiros do clube e líderes da oposição.
Confira a nota do Ceará na íntegra:
"O Ceará Sporting Club repudia atos criminosos cometidos contra o presidente João Paulo Silva e seus familiares nesta quinta-feira, 25. Diante dos graves episódios, entre os quais o envio de uma bomba endereçada à filha do dirigente alvinegro, o Clube repudia de forma veemente qualquer manifestação de violência, ameaça ou intimidação, independentemente de sua motivação."
"Não é a primeira vez que o presidente e sua família são alvos de ações dessa natureza. Esses acontecimentos revelam o que há de mais condenável em nossa sociedade e utilizam o futebol como pretexto para a prática de crimes como ameaça, injúria, perseguição, exposição a perigo e exposição indevida da vida privada."
"Críticas, cobranças e pressão fazem parte do ambiente esportivo. Quem ocupa a presidência de um clube da grandeza do Ceará sabe que estará exposto às adversidades inerentes ao cargo, contudo, há limites que não podem ser ultrapassados. Ameaças, intimidações e qualquer forma de violência são inaceitáveis e jamais devem ser normalizadas."
"O Ceará Sporting Club informa que foi instaurado inquérito pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) para apuração dos fatos e providências. O clube confia que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados com a máxima brevidade."
"Bem como todos aqueles que compõem o corpo diretivo do Ceará Sporting Club, o presidente João Paulo Silva está imbuído no trabalho de dia a dia em Porangabuçu, dedicando-se na busca de todos os objetivos alvinegros, em especial ao do retorno à elite do futebol nacional."