A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, classificou nesta terça-feira (9) como "provocação" os protestos de professores que bloqueiam ruas da capital mexicana a dois dias do início da Copa do Mundo de 2026 no México.
Um grupo dissidente do sindicato da educação, a CNTE, está em greve desde a semana passada para exigir um aumento salarial e a revogação de uma lei de pensões, considerada inviável pelo governo.
Como forma de pressão, o grupo bloqueia ruas diariamente e chegou a derrubar um conjunto de estátuas alusivas à Copa do Mundo no movimentado Paseo de la Reforma, na Cidade do México.
Os professores também instalaram um acampamento a poucas quadras da praça central do Zócalo, onde ficará o principal 'fan fest' da capital.
"Nós vemos isso como uma provocação, como se fosse para dizer: 'olhem como está ruim a situação no México'", disse Sheinbaum em sua entrevista coletiva diária. "No México não há problema... há muitos problemas, mas nós os enfrentamos. Não há uma questão relacionada a um descontentamento social".
A presidente mexicana reiterou, além disso, que a abertura do evento, na quinta-feira, no estádio Azteca, "está garantida".
"Não há problema, a abertura vai acontecer e não vamos cair em nenhuma provocação", disse, ao descartar o uso da polícia para reprimir os manifestantes. "A Copa será aproveitada da mesma forma", garantiu.
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É a terceira vez que o México organiza uma Copa do Mundo, desta vez em conjunto com Estados Unidos e Canadá. O torneio começa em 11 de junho e terminará em 19 de julho.
O governo afirma que melhorou as condições dos professores e defende o diálogo.
A CNTE convocou novas manifestações para quinta-feira, quando o México enfrenta a África do Sul na abertura do torneio.
Familiares de pessoas desaparecidas também planejam sair às ruas nesse dia.
"Querem fazer parecer que no México temos uma ebulição social muito grande, e isso não é verdade", insistiu Sheinbaum.
A presidente não comparecerá à abertura no Azteca e agora pôs em dúvida sua presença, inicialmente prevista, no fan fest do Zócalo, onde também fica o Palácio Nacional.
"Vamos ver como se desenvolve o que está acontecendo com os professores", esclareceu sobre sua presença. "Tenho que estar atenta a isso".
*Por AFP