MP-SP inclui Stabile como investigado em apuração sobre empresa de segurança no Corinthians

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(Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) incluiu o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, na lista de investigados no procedimento criminal que apura eventuais irregularidades na contratação de uma empresa de segurança por parte do clube, registrada em nome de Fábio Soares, ex-diretor administrativo do Timão.

A informação sobre a inclusão de Stabile no processo foi inicialmente divulgada pelo Meu Timão e confirmada pela Gazeta Esportiva.

De acordo com o documento, a decisão de inserir Stabile como investigado se deu após o depoimento de Fábio Soares. Na oitiva, o ex-funcionário alvinegro teria dito à promotoria que a contratação da empresa Mega Assessoria Operacional Ltda foi concluída a pedido do próprio presidente.

(Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

Além disso, a investigação também teria constatado que Fernando José da Silva, proprietário da empresa contratada, era também funcionário do Corinthians à época. Em maio de 2026, Fernando assinou um ofício direcionado à Polícia Militar no qual se identificava como gerente operacional do Timão. Esta versão contraria a apresentada pela própria diretoria, de que ele teria prestado serviços apenas entre setembro e outubro de 2025.

Incluído no processo como investigado, foi convocado a prestar esclarecimentos. O depoimento está agendado para as 11h15 (de Brasília) do próximo dia 23 de junho, uma terça-feira.

Entenda o caso

Durante a gestão Osmar Stabile, o Corinthians contratou a Mega Assessoria Operacional Ltda. A empresa estaria ligada ao gerente operacional do clube, Fernando José da Silva, mas não teria vínculo formal com o Timão. Além disso, o contrato não teria passado por aprovação do Conselho de Orientação (Cori), conforme exigido no Estatuto Social.

A companhia também não teria autorização da Polícia Federal para prestar serviços de segurança. Além disso, para contratar a empresa, a gestão Stabile teria desembolsado valores que totalizam cerca de R$ 676 mil.

A contratação da Mega Assessoria Operacional Ltda. levou a um pedido de impeachment de Osmar Stabile, protocolado nos últimos dias por sócios e conselheiros no Conselho Deliberativo do clube. A solicitação também cita a contratação da empresa Bear Security Ltda., esta para a segurança pessoal do presidente corintiano.

Segundo o documento, tal companhia, fundada em 2025, também não possui licença da PF para atuar no ramo e não possui registro formal. As notas teriam sido emitidas somente após a eleição de Stabile para o cargo de presidente. De acordo com o documento, o Corinthians teria pago cerca de R$ 586 mil à empresa.

Em abril deste ano, vale lembrar, conselheiros e associados do Corinthians já haviam protocolado um primeiro pedido de impeachment contra Osmar Stabile.

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