Torcida do Corinthians cobra expulsão de Augusto Melo em ato no Parque São Jorge

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(Foto: Thais Bueno / Gazeta Press)

A torcida do Corinthians, após convocação das principais organizadas do clube, cobrou a expulsão do ex-presidente Augusto Melo em ato pacífico realizado nos arredores do Parque São Jorge nesta segunda-feira.

A manifestação da Fiel Torcida aconteceu poucas horas antes da votação que irá definir o futuro de Augusto Melo no clube. O ex-presidente é acusado de uma tentativa de golpe após a invasão ao andar da presidência no Parque São Jorge no dia 31 de maio de 2025.

O caso foi apurado internamente pelos órgãos do clube, e a Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo sugeriu a expulsão de Augusto no parecer final.

A concentração nos arredores do Parque São Jorge começou por volta das 16h (de Brasília), mas o ato ganhou força por volta das 17h30. Membros das principais organizadas do Corinthians, como Gaviões da Fiel e Camisa 12, marcaram presença, trazendo bandeiras de haste e faixas.

A torcida do Corinthians tem se mobilizado para pedir a expulsão de ex-presidentes que teriam causado prejuízo ao clube, seja em termos financeiros ou até mesmo de imagem. Andrés Sanchez, por exemplo, foi excluído do quadro associativo na semana passada por uso irregular do cartão corporativo na sua última gestão, entre 2018 e 2020.

Nesta segunda-feira, torcedores penduraram bandeiras com as imagens de Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves (que renunciou ao cargo de sócio remido) e de Augusto Melo, apontando que o presidente destituído é o próximo a ser excluído do quadro associativo e chamando o trio de "ratazanas".

Outras faixas também foram colocadas na frente do Parque São Jorge, direcionadas principalmente a Augusto Melo, com os seguintes dizeres: "Augusto Melo traidor" e "Tem coisa boa vindo aí: a sua expulsão", fazendo referência à frase muito dito pelo presidente durante seu mandato.

Além disso, torcedores entoaram cantos como: "C..., fora Augusto Melo, ladrão", "Ei, você aí, c... Augusto Melo as coisas boas vem aí" e "Augusto Melo, seu otário, pega suas coisas e vai pra casa do c...".

Relembre o caso

No último dia 31 de maio, Augusto Melo, então afastado da presidência do Corinthians pelo Conselho Deliberativo, se dirigiu ao Parque São Jorge com alguns aliados e tentou reassumir o cargo através de um documento, assinado por Maria Ângela de Souza Ocampos, mas não reconhecido por Osmar Stabile, presidente em exercício na ocasião, que chamou a Polícia.

Ela, que atua como 1ª vice secretária do Conselho, se intitulava presidente interina do órgão já que, em seu entendimento, Romeu deveria estar afastado e o sucessor imediato do posto, o vice Roberson de Medeiros, o ‘Dunga’, estava de licença médica. Na ocasião, a conselheira dizia ter anulado todos os atos conduzidos por Tuma desde o dia 9 de abril de 2025, dentre eles, a votação que aprovou o impeachment de Augusto pelo caso VaideBet, determinando que o presidente afastado deveria ser reconduzido à função.

Para defender a tese, os aliados de Augusto voltaram a sustentar a ação com os Artigos 28, letras D e E, e 30 do estatuto do Corinthians. No entanto, como publicou a Gazeta Esportiva, estes artigos são pertinentes aos associados do clube social, e não aos conselheiros eleitos.

Além disso, a Gazeta Esportiva revelou irregularidades do ato liderado por Augusto Melo que foram expostos por Rodrigo Bittar. Ele, inclusive, votou contra o afastamento de Tuma em reunião do dia 9 de abril.

Augusto Melo chegou a ser ouvido pela Comissão de Ética e Disciplina do CD do Corinthians, em sessão presidida por Leonardo Pantaleão. O ex-presidente se defendeu e disse que foi convencido a ir à sala da presidência por seus aliados, que afirmaram que ele era o legítimo presidente. Pivô do ato, Maria Ângela de Souza Ocampos também prestou seu depoimento, assim como outros conselheiros envolvidos. Diante disso, o órgão alvinegro emitiu um parecer, tratando cada caso de forma individual.

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