Neste sábado, às 13h (de Brasília), na Puskás Arena, Paris Saint-Germain e Arsenal decidem a final da Liga dos Campeões. Em entrevista coletiva nesta sexta, véspera da partida, Luis Enrique e Mikel Arteta, treinadores das duas equipes, projetaram o confronto decisivo.
Para exorcizar os fantasmas do passado, o time de Mikel Arteta deu o primeiro passo ao conquistar o Campeonato Inglês após três vice-campeonatos consecutivos.
A conquista pode aliviar a pressão sobre os jogadores, que sabem que, independentemente do resultado em Budapeste, participarão de uma celebração em Londres na próxima semana, diante de seus torcedores.
“A ambição é ainda maior. Conquistamos um título e agora queremos o segundo”, afirmou Arteta.
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Além dessa motivação, o Arsenal conta com a solidez defensiva, sustentada por números expressivos: apenas seis gols sofridos em 14 jogos nesta edição da Champions. Com a zaga formada pelo brasileiro Gabriel Magalhães e pelo francês William Saliba, além da segurança do goleiro espanhol David Raya, a equipe tem na bola parada sua principal arma ofensiva.
É nesse contexto que se destaca Declan Rice e a precisão de seu pé direito. O meio-campista da seleção inglesa é considerado por Arteta como o "farol" da equipe.
“Chegar à final já é um feito. Mas vencê-la...”, declarou Rice recentemente, em entrevista à Uefa.
O outro lado da moeda
Se há um time com potencial ofensivo para superar a defesa londrina, é o PSG. A equipe soma 44 gols em 16 jogos nesta Champions e está a apenas um de igualar o recorde estabelecido pelo Barcelona na temporada 1999/2000.
“Eles também são um time que marca gols, e nós também defendemos bem”, ressaltou Luis Enrique nesta sexta-feira.
Enquanto o Arsenal apresenta evolução constante, com quartas de final, semifinal e agora a decisão nas últimas três edições do torneio, o PSG também demonstra crescimento sustentado por um estilo ofensivo, em contraste com o rigor tático dos Gunners.
“Mostramos que podemos vencer qualquer equipe, desde que joguemos o nosso estilo e nos entreguemos ao máximo em campo”, afirmou o atacante georgiano Khvicha Kvaratskhelia, autor de dez dos gols do PSG na campanha.
O time de Luis Enrique busca o bicampeonato consecutivo da Champions, algo alcançado apenas pelo Real Madrid de Zinedine Zidane na era moderna da competição (2016, 2017 e 2018).
Já o Arsenal, campeão inglês após 22 anos, tenta conquistar a cobiçada “Orelhuda” e virar a página das finais europeias perdidas desde o título da Recopa, em 1994.
*Com conteúdo da AFP