Duilio renuncia ao título de sócio e se afasta do Corinthians: "Não tenho vaidade"

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Foto: Ag. Corinthians

Em carta aberta publicada nas suas redes sociais nesta quinta-feira, o ex-presidente do Corinthians, Duilio Monteiro Alves, anunciou sua renúncia ao título de sócio e afastamento do clube. Com isso, Duilio também abre mão do seu cargo como membro vitalício do Conselho Deliberativo e sua participação no Cori (Conselho de Orientação).

"Com minha saída, talvez muita gente finalmente abra os olhos para os três grandes problemas realmente preocupantes do presente, que tantos fingem não enxergar:
1. A reforma tributária tornará a vida dos clubes associativos mais cara do que a das SAFs.
2. A dívida que estava controlada em 2023, com três superávits sucessivos nos anos da minha gestão, foi catapultada em mais R$ 1 bilhão nos anos Augusto/Osmar, com aprovação de gente que agora deseja se candidatar.
3. E a agência de fair play financeiro implementada pela CBF prevê penas como transfer ban e até rebaixamento para clubes que contratam sem pagar — ainda mais para aqueles que se comportam como se não precisassem pagar.", analisou.

“Minha retirada do quadro associativo não resolve nada disso. Mas ao menos comprova que não tenho vaidade, estou desapegado e disposto a ver o Corinthians discutir, de fato, o seu futuro.", completou.

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Processo interno

Em meio a um processo de investigação dos órgãos internos do clube, que buscava o afastar das suas funções, a renúncia do ex-presidente deve fazer com que o processo perca seu objeto e deixe de existir.

Duilio é alvo de questionamentos relacionados ao uso de cartão corporativo e a suspeitas de notas irregulares, casos que estão sob análise da Justiça, do Ministério Público e também de órgãos internos do Corinthians.

"A guerra política do Corinthians deixou muita gente cega. O clube se tornou ingovernável. E, em vez de debater regras, responsabilidades e mecanismos de controle, preferiram criminalizar práticas próprias da vida de uma empresa que fatura R$ 1 bilhão, como renegociação de dívidas e o uso do cartão corporativo.", declarou Duilio.

"No meu caso, com o valor total utilizado nos 3 anos de gestão com média inferior a R$35,00 por dia e com uso estritamente institucional, ou seja, transformaram atos administrativos ordinários em narrativas criminais, sem o devido contexto técnico e contábil.", se defendeu.

Veja carta aberta na íntegra:

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