Em uma revelação sincera, Sebastian Vettel abordou um dos períodos mais complexos de sua carreira na Fórmula 1: sua passagem pela Ferrari e a rivalidade com Charles Leclerc. O tetracampeão mundial confessou que, nos seus dois últimos anos na escuderia italiana, já se encontrava em um momento de declínio pessoal e profissional, o que contribuiu para sua saída.
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Charles Leclerc enters a new era with his third Ferrari team mate 🤝#F1 @ScuderiaFerrari pic.twitter.com/2N4XEmqhsH
— Formula 1 (@F1) February 2, 2025
Declínio na reta final da Ferrari
Vettel reconheceu abertamente que a chegada de Charles Leclerc em 2019 marcou um ponto de desvio em sua trajetória na Ferrari. Enquanto Leclerc rapidamente se estabeleceu como uma força, Sebastian sentiu sua motivação diminuir.
"Para ser justo, eu estava em declínio", afirmou o piloto em uma entrevista ao podcast oficial da F1, 'Beyond the Grid'. Ele detalhou que a constante busca por vitórias e a autossuperação que o impulsionaram em sua época de ouro na Red Bull, onde conquistou quatro títulos mundiais, começaram a se desaparecer.
A ascensão de Leclerc e a luta interna
As temporadas de 2019 e 2020 foram difíceis para Vettel na Ferrari. Em 2019, Leclerc o superou em pontos por uma margem considerável (264 a 240). No ano seguinte, com um carro menos competitivo, a diferença se acentuou ainda mais, com Leclerc somando 98 pontos contra 33 de Vettel.
"Charles tinha muita energia... Eu estava acostumado a ganhar", explicou Vettel, contrastando a satisfação de Leclerc com um quinto ou sexto lugar com sua própria necessidade de pódios e vitórias.
Reflexões sobre carreira e vida pessoal
Além da dinâmica com Leclerc, Vettel também refletiu sobre o impacto da pandemia de covid-19 e o crescimento de seus filhos em sua perspectiva. O período de isolamento em 2020, embora tenha permitido um descanso inédito, também o fez ponderar sobre questões globais e o futuro.
"Comecei a perceber os problemas do mundo e como eles começavam a me afetar", disse.
Essa mudança de foco coincidiu com seu declínio na performance e, eventualmente, com sua saída da Ferrari para a Aston Martin, onde suas convicções ecologistas ganharam ainda mais força, em contraste com a indústria automobilística.