Jorginho exalta entrega do Flamengo, mas lamenta "gosto amargo" com o vice do Intercontinental

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Foto: Adriano Fontes/Flamengo

Ele foi a imagem da frieza e da esperança ao converter o pênalti que levou o Flamengo de volta ao jogo no tempo regulamentar. Mas ao final da batalha, foi a voz da maturidade e do orgulho ferido. O volante Jorginho, um dos líderes do elenco e que foi substituído antes da disputa de penalidades, resumiu o sentimento que tomou conta do lado rubro-negro após a derrota para o PSG na final da Copa Intercontinental.

Na saída de campo, em meio à frustração visível, o jogador fez questão de exaltar a entrega de um grupo que lutou e pediu para que a campanha de um ano quase perfeito não seja esquecida.

Ano vitorioso com um final amargo

Para Jorginho, a palavra que define a jornada do Flamengo, apesar da derrota nos pênaltis, é "orgulho". Ele reconheceu os erros na disputa final, mas focou na dedicação e na honra com que o time vestiu a camisa durante os 120 minutos da final.

"Foi um ano incrível. Erros acontecem, eu já errei pênalti, mas não tem outra palavra que não seja orgulho. O que o time se entregou, guerreou mesmo, deu tudo, deixou tudo em campo pra honrar a camisa que veste e honrou", declarou o volante, com a voz embargada.

A dor, segundo ele, vem da proximidade com a glória. O Flamengo esteve a poucos detalhes de conquistar o mundo, e essa sensação torna o revés ainda mais amargo.

"É uma pena acabar assim, obviamente acaba tendo um gosto amargo porque estivemos tão perto. Se tivesse ganho ninguém poderia falar nada, absolutamente nada. Então, é sair daqui orgulhoso do que a gente fez", completou.

O peso do cansaço na "loteria" dos pênaltis

Questionado se o cansaço de uma partida tão intensa e de uma temporada com mais de 70 jogos pesou na hora das cobranças de pênaltis, Jorginho admitiu que o desgaste físico e mental pode ter sido um fator. O placar baixo na disputa (2 a 1) e os quatro pênaltis desperdiçados pelos jogadores do Flamengo refletem a exaustão dos atletas.

"Pode ter sido um reflexo disso também. Chega depois de ter corrido tanto, o time entregou muito", analisou. O volante revelou a conversa que teve com os companheiros antes das cobranças, pedindo um último esforço de concentração. "Eu entro ali antes da disputa por pênaltis e falo para os meninos que era a hora de tentar recuperar o máximo de energia possível, porque dizem que é só um chute, mas é um momento que precisa ter lucidez".

Apelo por memória e reconhecimento

Ao final, Jorginho fez um apelo emocionado. Ele pediu para que, apesar da derrota no jogo mais importante do ano, a trajetória vitoriosa e a entrega de todo o grupo não sejam esquecidas pela história.

"Com certeza esse grupo de jogadores, todas as pessoas envolvidas, espero que não sejam esquecidos tão cedo", finalizou.

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