Última adversária do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo, no 24 de junho, a Escócia chega ao Mundial embalada por uma campanha consistente nas Eliminatórias da Europa — ainda que dentro de um grupo sem a presença de potências do futebol mundial. O rival mais forte da chave foi a Dinamarca, colocando os números escoceses, de certa forma, em dúvida.
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Em seis partidas nas Eliminatórias, a Escócia somou 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota, desempenho que garantiu 72,2% de aproveitamento e a liderança do seu grupo. O ataque correspondeu bem ao longo do ciclo, com 13 gols marcados e eficiência elevada: a equipe precisou, em média, de 5,2 finalizações para balançar a rede, segundo dados do SofaScore.
Na defesa, os números são mais equilibrados. A Escócia sofreu 7 gols e terminou apenas duas partidas sem ser vazada. Ainda assim, mostrou poder de marcação ao permitir 13,6 finalizações para sofrer um gol, o que aponta organização e capacidade de proteger a área em momentos de pressão.
O dado mais destoante é o de posse de bola. Com média de 44,7%, a Escócia assumiu de vez o perfil de seleção reativa: marca forte e busca jogar no erro do adversário. Foram 17 grandes chances criadas, com 7 convertidas, números que reforçam o estilo direto e objetivo da equipe.
Para o Brasil, o duelo promete um cenário claro: um adversário disciplinado e competitivo, mas que deve entregar terreno e a iniciativa do jogo. A Escócia não chega como favorita, mas tem atributos suficientes para exigir atenção do técnico Carlo Ancelotti.