Neste domingo, na Arena UniBH, em Belo Horizonte, o Esporte Clube Pinheiros (SP) venceu o Minas Tênis Clube (MG) por 4x3 e sagrou-se campeão do CBI Grand Prix Nacional de judô, voltando ao topo do pódio da competição após duas edições batendo na trave.
O confronto chegou no sorteio pela luta desempate, com destaque para Eduardo Santos (90kg) virando e decidindo o placar para os paulistas.
A trajetória do Pinheiros começou nas oitavas, com vitória por 4x1 sobre a Umbra Vasco da Gama (RJ). Depois, nas quartas, passaram pelo Athletico Paulistano (SP) por 4x0 e, na semifinal, novamente marcaram um 4x0, desta vez contra o Flamengo (RJ).
Na final, o time cruzou contra o Minas Tênis Clube (MG), anfitriões do evento. Antes, eles venceram o IDEC (RJ) por 4x1, nas oitavas; o SESI-SP (SP) por 4x3, nas quartas; e o Instituto Reação (RJ) por 4x1, na semifinal.
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Como foi a final?
Quem começou abrindo o placar foi o Pinheiros, que fez 2x0 com Rafael Buzacarini (+90kg) sobre Juscelino Nascimento, nas punições; e Bianca Reis (-57kg), sobre Maria Taba, também nas punições. Mas, o Minas correu atrás e conseguiu uma sequência de três vitórias seguidas, levando o placar para 3x2. Primeiro, Júlio Koda (-73kg) venceu Willian Lima por yuko; depois, Kaillany Cardoso (-70kg) passou por Ellen Froner também por yuko; e Matheus Oliveira (-90kg) conseguiu um waza-ari em Eduardo Santos.
Com o placar, o Minas precisava marcar um ponto para sair com o título de campeão, e o Pinheiros para empatar o confronto e forçar o sorteio da luta desempate. E quem fez isso foi a campeã olímpica Beatriz Souza (+70kg), que venceu Millena Silva nas punições e colocou os paulistas no jogo.
O sorteio caiu na categoria -90kg, e Eduardo e Matheus voltaram outra vez ao tatame. Mas, desta vez, o atleta do Pinheiros resolveu tudo rapidamente, conseguindo um ippon aos 19 segundos para confirmar a medalha de ouro do clube paulista.
Na história do Grand Prix Nacional misto, o Pinheiros é o maior campeão da história, agora com três títulos. Eles foram campeões em 2019, 2022 e 2025; vices em 2018 e 2023; e bronze em 2024.
Instituto Reação e Flamengo ficam com os bronzes
O Instituto Reação conseguiu vitórias rápidas contra o Athletico Paulistano (SP), com Gabriel Santos (+90kg), Jéssica Pereira (-57kg), Aristides Lucena Júnior (-73kg) e Gabrielle Ferreira (-70kg).
Antes de chegar ao bronze, os cariocas ainda passaram pelo Jequiá Iate Clube (RJ), por 4x0; pela Sociedade Morgenau (PR), também por 4x0, nas quartas; e caíram na semifinal por 4x1 contra o Minas Tênis Clube (MG).
Já na segunda disputa, o Flamengo (RJ) superou o SESI-SP também por 4x0 para levar sua primeira medalha em um Grand Prix Nacional misto. Eles estrearam contra a Sogipa (RS), atual campeã da competição, e fizeram um confronto emocionante, vencendo por 4x2. Depois, nas quartas, passaram pelo Paineiras do Morumby (SP) por 4x0 e, na semifinal, levaram a pior diante do Pinheiros (SP), por 4x0.
No confronto pela medalha, quem marcou os pontos do rubro-negro foi Daniel Nazaré (+90kg), Yasmim Lima (-57kg), Leonardo de Arruda (-73kg) e Rafaela Silva (-70kg).