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(Foto: Nelson Terme/ CBF)

Melhor do mundo em 2024, Emilly revela dificuldades antes de despontar no futsal

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Da Redação 16/08/2025 às 15:07
São Paulo, SP

Melhor jogadora do mundo no ano passado, Emilly é um dos principais nomes do futsal feminino do Brasil na atualidade. No entanto, para despontar como uma das grandes jogadores do esporte, a atleta teve que superar dificuldades e o preconceito.

Em entrevista à CBF, Emilly revelou que sofria com o preconceito dentro de casa e detalhou as dificuldades no início de sua trajetória no futsal profissional, ainda aos 14 anos. Seu primeiro clube foi o Telêmaco Borba, onde permaneceu por cinco anos.

"Minha mãe tinha esse preconceito de não aceitar porque, para ela, bola não era para menina. Meu irmão, às vezes, me levava para os campeonatos escondido, de bicicleta. Até os 14 anos foi bem difícil ela superar que eu queria isso. Sempre tive boas notas, mantive a disciplina na escola, e acho que minha mãe deu um voto de confiança", disse.

"Às vezes, tinha mês que eu não tinha nada. Minha avó, aposentada, ajudava a complementar a renda em casa. Éramos em 12 pessoas. Pedia 50 reais para o treinador para comprar itens de higiene. O clube tinha patrocínio de restaurante, então, pelo menos, conseguia a alimentação do dia, o almoço. Às vezes, tinha patrocínio de padaria, então era lá que eu comia também", afirmou.

Apesar de atuar como profissional, o salário não era o suficiente para sobreviver, e Emilly decidiu abrir uma hambúrgueria. O empreendimento, contudo, não deu certo, e atleta resolveu retornar ao futsal.

 

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Aos 21 anos, Emilly chegou ao Torreblanca, da Espanha. A atleta começou a se destacar e foi convocada para a Seleção Brasileira, onde joga há nove anos. Pelo Brasil, conquistou a Copa América três vezes e é bicampeã do Torneio Internacional de Xanxerê.

"Chegar na Seleção Brasileira e estar aqui há 9 anos é o maior sonho da minha vida. Poder ajudar minha família é o maior título que tenho até hoje", disse.

A jogadora também atuou pelo Burela, também da Espanha, e neste ano retornou ao Torreblanca. Hoje, aos 30 anos, Emilly consegue viver apenas com o futsal.

"Hoje em dia, melhorou muito. Hoje eu vivo do futsal, consigo manter minha família", destacou.

Emilly e o Brasil se preparam para a disputa do Torneio Internacional de Xanxerê. A primeira fase da competição acontece nos dias 20, 21 e 22 de agosto, e a final está marcada para o dia 24.

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