O francês Léon Marchand, atual estrela da natação masculina, quebrou o recorde mundial dos 200m medley e chegou à final desta prova nesta quarta-feira, no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos em Singapura.
O francês de 23 anos, tetracampeão olímpico em Paris-2024, venceu as semifinais com o tempo de 1min52s69, melhorando em mais de um segundo a marca do americano Ryan Lochte desde 2011 (1min54s00).
Marchand, que já tinha o segundo melhor tempo da história (1min54s06), conquistado no ano passado em Paris, buscará seu sexto título mundial na quinta-feira.
Primeiro título para o tunisiano Jaouadi
Em um dia em que as grandes estrelas não disputaram medalhas no Mundial de natação, o tunisiano Ahmed Jaouadi conquistou a primeira grande vitória de sua carreira ao conquistar o ouro nos 800 m livre com o tempo excepcional de 7min36s88.
O nadador norte-africano, quarto colocado nesta distância em Paris 2024, superou os alemães Sven Schwarz (7min39s96) e Lukas Maertens (7min40s19) por mais de três segundos, enquanto o americano Bobby Finke, campeão olímpico dos 1500 m, terminou em quarto, logo atrás do pódio.
O italiano Simone Cerasuolo e o americano Luca Urlando se tornaram os novos campeões mundiais nos 50m peito e 200m borboleta, respectivamente.
Campeã olímpica e recordista mundial nos 100m livre, a chinesa Pan Zhanle causou grande surpresa ao ser eliminada da final nesta distância, após terminar em 10º lugar nas semifinais.
Décimo ouro no Mundial de natação para O'Callaghan
Na única final feminina do dia Mundial de natação, a australiana Mollie O'Callaghan conquistou sua 10ª medalha de ouro no Campeonato Mundial ao vencer a final dos 200m livre, prova da qual é a atual campeã olímpica.
Na primeira das duas provas de revezamento misto programadas para este campeonato, o revezamento 4x100m livre, o ouro foi para a equipe de atletas neutros que participou na ausência da Rússia, excluída devido ao conflito na Ucrânia.
A atenção da mídia na quarta-feira também se concentrou em dois eventos fora da competição.
A australiana Sam Short, que buscava um pódio na final dos 800m, não pôde competir, tornando-se a mais recente de uma série de nadadores afetados por problemas estomacais nos últimos dias.
"Neste momento, não está claro onde ele adoeceu e continuamos investigando a causa", afirmou a federação australiana em um comunicado.
"A grande maioria da equipe americana", admitiu esta semana o gerente geral da federação australiana, Greg Meehan, foi afetada por uma crise de gastroenterite durante o treinamento pré-campeonato na Tailândia.
A própria Gretchen Walsh declarou que se sentia "frágil" antes de se tornar campeã mundial dos 100m borboleta na segunda-feira.
Yu Zidi chega à sua segunda final
Outro tópico no Mundial de natação que continua sendo discutido é o da nadadora chinesa Yu Zidi, que na segunda-feira ficou a apenas seis centésimos de segundo do pódio nos 200m medley, apesar de ter apenas 12 anos.
Os regulamentos da federação internacional (World Aquatics) exigem que os participantes desses campeonatos tenham pelo menos 14 anos, mas deixam a porta aberta para nadadores mais jovens competirem.
"Nossas notas mínimas são tão rigorosas que nunca imaginei que uma menina de 12 anos pudesse alcançá-las", admitiu Brent Nowicki, CEO da World Aquatics, em entrevista coletiva.
O dirigente garantiu que a entidade "analisará a situação" para verificar se os critérios de seleção devem ser mais rigorosos ou se a situação atual deve ser mantida.
Yu Zidi se classificou para a final dos 200 m borboleta na quarta-feira com o oitavo melhor tempo e também pretende competir nos 400 m medley no domingo.