Carlitos Tévez deu o que falar nesta segunda-feira. Ao conceder entrevista à emissora argentina TyC Sports, o atacante argentino falou sobre o momento atual da carreira, e abriu o jogo a respeito da má relação que levava com Guillermo Barros Schelotto, ex-técnico do Boca Juniors que agora comanda o Los Angeles Galaxy, dos Estados Unidos
Aos 34 anos de idade, o ex-Corinthians, Manchester United e Juventus admitiu que este deve ser seu último ano como jogador de futebol profissional.
"Creio que esse é o último ano, é o último ano de contrato com o Boca e creio que é meu último ano como jogador", declarou o atleta, que faz questão de elogiar a chegada de Gustavo Alfaro ao comando do Boca. "Ele está tratando de devolver a alegria que preciso para voltar a jogar futebol, voltar a me sentir importante", completou.
Aos 34 de idade, Tévez projeta apenas mais um ano de carreira (Foto: Divulgação/CABJ)
A boa impressão deixada por Tévez em relação ao novo treinador xeneize, porém, não se repete quando o assunto é Guillermo Schelotto. Para o atacante, o ex-comandante faltou com respeito e passou dos limites em diversas ocasiões na última temporada.
"São coisas que ficaram no vestiário, que não fazem falta se não contadas. Continuei treinando, nunca me atrasei, nem fui rebelde. Sempre priorizei a instituição e me calei pelo bem do grupo. O Boca vem antes do meu nome e do Guillermo. Mas houveram coisas que não aguentaria em outro clube", disse. "Quando ele trouxe o Zárate, sabia que era para me tirar. Senti que, fizesse o que fizesse, rendesse o que rendesse, não ia me colocar. Se Guillermo tivesse seguido no clube, eu ia embora", completou.
Com Tévez no banco, o Boca de Schelotto foi vice-campeão da última Copa Libertadores, sendo derrotado pelo River Plate na grande decisão, realizada no Santiago Bernabéu, em Madrí, graças ao episódio de violência envolvendo torcedores dos Millonarios e o ônibus dos Xeneizes.