Presidente não vê "baladeiros" no Timão; concentração é antecipada

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(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, foi um dos mediadores da reunião do elenco com a torcida nesta quarta-feira, mas não enxergou problemas de comprometimento entre os atletas. Na avaliação do mandatário corintiano, que aprovou a antecipação da concentração do elenco para sexta-feira antes da partida contra a Ponte Preta, neste domingo, às 17h (de Brasília), no Moisés Lucarelli, todos estão comprometidos com o objetivo de serem campeões.

"Não tem nenhum atleta no alerta com relação a isso. Pessoal vem mais para cuidar da alimentação, isso é uma decisão do treinador. É corriqueiro, sempre que tem um jogo importante é normal trazer os atletas. A preocupação não é que ninguém saia, é cuidar da alimentação, que durmam cedo e tenham o melhor desempenho possível", comentou Roberto, defensor do papo com os aficionados.

"Acho que o torcedor é parte integrante do processo do futebol, faz parte ter esse relacionamento. Às vezes a gente explica aqui muitas coisas que talvez vocês não tenham conhecimento do que acontece. É uma oportunidade que vocês (jornalistas) têm de falar que não é isso", observou, lembrando da presença constante de torcedores em treinamentos, com liberdade para conversar e pedir autógrafos assim que as atividades no CT se encerram.

"Todos os torcedores estão aqui assistindo treino e recebem jogadores. Temos isso quase diariamente, não é diferente, é que esses que vieram para a conversa representam a uniformizada. Nunca tive um problema, nada passou de conversa quando nós os recebemos aqui", informou, colocando-se em posição para cobrar uma melhora no desempenho do clube.

"Eu acho que a função do treinador é treinar, do atleta é jogar, e da diretoria é dar total apoio quando solicitado. Mas, em certos momentos, acho que a fala do presidente, a fala do diretor, pode se chamar de cobrança. Em qualquer empresa existem objetivos e correção de rumos para alcançá-los", disse ele, que está no cargo desde fevereiro de 2015 e sempre aprovou o contato direto entre torcida e atletas.

"Sempre conversei com os atletas, não só nesse grupo, mas outros também. Acho que eles respondem sempre. Mas não podemos esquecer que o atleta é um ser humano, não é porque eu apertei que as coisas vão melhorar. Ninguém mais do que o atleta quer ganhar o título. Isso enriquece o currículo, o bolso, deixa o atleta com uma vitrine muito maior, que é o trabalho como profissional. Isso aconteceu aqui, de atleta ser valorizado pelo título que ganhou. A cobrança existe, mas é uma cobrança com respeito", concluiu.

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