Advogado da Chapecoense reprova sistema jurídico da Conmebol

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Argentina's Lanus forward Jose Sand (L) vies for the ball with Brazil's Chapecoense defender Luiz Otavio during their Copa Libertadores football match at the Lanus stadium in Lanus, Buenos Aires, on May 17, 2017. Otavio should have been suspended for the game due to a red card receivied earlier in the tournament, and while Chapecoense has claimed they were not told about the ban, Lanus has filed an official complaint and could be awarded the points despite having lost 2-1. / AFP PHOTO / Eitan ABRAMOVICH

O advogado de defesa da Chapecoense no "caso Luiz Otávio", Mário Bittencourt, criticou a maneira com que são conduzidos os processos jurídicos pela Conmebol. Em entrevista à ESPN, o profissional - o mesmo que defendeu o Fluminense no caso contra a Portuguesa em 2013 - demonstrou sua insatisfação com a entidade sul-americana e pediu maior transparência por parte da instituição no momento de administrar as suas ações jurídicas.

Luiz Otavio em ação na partida contra o Lanús (Foto: Eitan ABRAMOVICH/AFP PHOTO)

"Todo sistema jurídico brasileiro é muito diferente da Conmebol. Aqui, no STJD, você é intimado, comparece ao julgamento, apresenta sua defesa oral, conhece o resultado no mesmo dia, e no dia seguinte a CBF ainda publica a decisão. Na Conmebol você só é intimado a entregar a defesa escrita por e-mail, daí em diante o clube fica no escuro. Ele não sabe o dia do julgamento, este é feito por uma decisão monocrática, e o resultado fica a critério da Conmebol, que publica quando ela quiser publicar", explicou Mario Bittencourt.

"Nós não estamos acusando a Conmebol de má-fé, mas queremos informá-los que é um sistema que vai gerar falhas o tempo todo, porque é um sistema muito fechado. Eu sou o advogado da causa e não tenho ideia de que horas sairá decisão. Esta briga por uma mudança desse sistema é uma briga que não deve ser só da Chapecoense, mas de todos os clubes brasileiros", analisou.

O clube catarinense é acusado de ter escalado o zagueiro de maneira irregular na partida contra o Lanús-ARG, válida pela 5ª rodada da Copa Libertadores, quando os brasileiros venceram pelo placar de 2 a 1. O jogador estaria, segundo informa a Conmebol, punido por três partidas devido à expulsão na partida anterior. Entretanto, a equipe alega que não recebeu nenhum ofício informando esta sanção e argumenta que só foi informada da condenação minutos antes da partida na Argentina.

"Se a Conmebol entender que esta notificação minutos antes da partida é válida, ela deveria ter autorizado a troca do atleta naquele momento, o que não aconteceu. Além disso, no regulamento da Conmebol, ela diz que notificações só passam a ter valor no dia seguinte. Os jogos que Luiz Otávio ficaria de fora, então, seriam contra o Zulia e caso a Chapecoense avançasse na Libertadores", analisou.

Ainda sem saber o  resultado do caso Luiz Otávio, os brasileiros voltam a campo nesta terça-feira para encarar o Zulia, às 19h30 (de Brasília), na Arena Condá, pela última partida da fase de grupos. Levando só em consideração os resultados em campo, a Chapecoense depende de uma vitória simples para avançar à próxima fase da competição.

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