Palmeirenses entram em choque com a Polícia antes de Derby disputado em 2015 - Foto: Miguel Schincariol/Divulgação
A onda de violência dentro do futebol paulista recebe outra resposta das autoridades do Estado de São Paulo. Na manhã desta sexta-feira, a mando da Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Civil de São Paulo iniciou a “Operação Cartão Vermelho” com 200 agentes e emitiu 37 mandados de prisão e busca nas torcidas organizadas dos clubes paulistas.
Os alvos foram principalmente integrantes da Gaviões da Fiel e Pavilhão 9, do Corinthians, e Mancha Alvi Verde, do Palmeiras. Além da capital paulista, as ações foram realizadas na Baixada Santista, Campinas e Guarulhos. Ao menos 20 torcedores já haviam sido detidos e levados ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) às 8 horas.
Um dos corintianos apreendidos foi Helder Alves Martins, torcedor que chegou a assumir a autoria do disparo do sinalizador que causou a morte do boliviano Kevin Espada, na Copa Libertadores de 2013, e que também esteve nos conflitos entre torcedores de Corinthians e Palmeiras no último dia 3 de abril, antes da partida válida pelo Campeonato Paulista, no Pacaembu.
Também nesta manhã de sexta, o presidente da Mancha Alvi Verde, Nando Nigro, foi preso por desacato à autoridade após atrapalhar as investigações da Polícia Civil na sede da torcida.
A Secretaria de Segurança Pública tem realizado fortes medidas contra a violência de torcedores organizados. Depois das brigas entre corintianos e palmeirenses, houve a determinação de torcida única nos clássicos disputados em São Paulo.
Ainda nesta sexta-feira, a Secretaria de Segurança Pública irá realizar uma entrevista coletiva para abordar a ação das prisões.
O Secretário de Segurança Pública do Estado de SP, Alexandre de Moraes, falou sobre a ação. "Foi operação rápida, certeira. Tem inúmeras provas mostrando que esses torcedores precisam ficar presos. Tiveram mensagens entre eles se vangloriando, alguns assumindo seus atos, outros com receios de serem identificados", afirmou.
Na operação, 62 mil reais em dinheiro vivo e uma bolsa repleta de facas foram apreendidos na sede da Gaviões da Fiel, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. "A Secretaria da Fazenda vai nos ajudar para dizer de onde vem esse dinheiro das torcidas", completou Alexandre.