Marcelo Oliveira tentou passar despercebido, seguido por seguranças (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
O Palmeiras teve mais seguranças do que é comum ao chegar de Santa Catarina na manhã desta segunda-feira, menos de 12 horas depois de levar 5 a 1 da Chapecoense. Alguns jogadores até abriram mão de usar os uniformes da delegação. Mas não houve protestos.
O local de desembarque do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, tinha quase tantos seguranças quanto jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos. E nenhum torcedor para xingar, apoiar ou simplesmente tirar fotos e pegar autógrafos dos jogadores.
Os zagueiros Jackson e Victor Ramos preferiram nem ser reconhecidos. Os dois saíram antes dos colegas e com roupas pessoais, passando praticamente despercebidos. O mesmo teria ocorrido com o técnico Marcelo Oliveira, também sem uniforme, não fossem tantos seguranças a acompanhá-lo.
O treinador não concede entrevistas no aeroporto e o acordo foi que apenas Fernando Prass atenderia a imprensa. Enquanto o goleiro falava, o restante do elenco passava por trás, acelerando o passo em direção ao ônibus. Alguns demonstravam abatimento ou cansaço, já que iniciaram a viagem de volta no início da manhã desta segunda-feira.
O time volta a treinar somente na quarta-feira. O restante desta segunda-feira e a terça-feira serão de folga geral, já que o próximo compromisso do clube será apenas no dia 14, contra a Ponte Preta, pelo Campeonato Brasileiro – as competições que envolvem o clube ficam paralisadas por conta das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.