O confronto entre Chapecoense e Palmeiras, disputado na tarde deste domingo, foi marcado por uma trapalhada da arbitragem. O lateral esquerdo Egídio recebeu o cartão vermelho, mas o juiz Jailson Macedo Freitas anulou a decisão e mandou o jogador retornar ao gramado.
Com o placar já em 1 a 0 para a Chapecoense, William Barbio passou por Vitor Hugo com um drible da vaca e, na entrada da grande área, foi desarmado por Egídio com um carrinho. O baiano Jailson Macedo Freitas viu falta inexistente e mostrou o cartão vermelho para o lateral do Palmeiras.
Inconformados, os jogadores do Palmeiras reclamaram. Após quatro minutos de paralisação, orientado pelo assistente Bruno Boschilia e pelo quarto árbitro Daniel Nobre Bins, Jailson anulou a decisão. Em uma cena inusitada, o lateral voltou pelo túnel que dá acesso ao gramado e retornou ao campo. A falta acabou cancelada e Fernando Prass reiniciou o jogo.
Torcedores e jogadores da Chapecoense reclamaram intensamente, mas a decisão foi mantida pela arbitragem. Pouco depois, em jogada iniciada por Barbio pelo lado esquerdo da defesa do Palmeiras, setor ocupado por Egídio, o time da casa marcou o segundo com Camilo.
“Eu fui na bola e depois toquei no jogador. A regra é clara: se toca na bola primeiro, não é falta. Estava esperando para ver a cobrança da falta, quando o Dudu veio e me chamou”, contou Egídio ao Sportv. “Ele (árbitro) disse que errou e dei os parabéns por reconhecer o erro”, completou.
A decisão, evidentemente, deixou os atletas da Chapecoense insatisfeitos. “A maior autoridade do jogo é o árbitro. Ele estava perto e expulsou com convicção. Isso prejudicou e muito a nossa equipe. Acho que não foi de má-fé, mas são erros como esse que atrapalham todo o campeonato”, reclamou Neto, autor do primeiro gol.
No segundo tempo, o assistente Ivan Carlos Bohn marcou impedimento inexistente de Barbio no terceiro gol da Chapecoense, convertido por Túlio de Melo. Após alguma hesitação, Jailson Macedo Freitas validou a jogada. Lambanças à parte, a Chapecoense ganhou por 5 a 1.