COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
O argentino Nestor Pitana, que apitou a abertura da Copa, comandará também a final (Foto: Reprodução/Twitter/Fifa)

Na tarde desta quinta-feira, a Fifa divulgou os árbitros e assistentes escalados para a final da Copa do Mundo, entre França e Croácia, e para a disputa do terceiro lugar, entre Bélgica e Inglaterra. Nestor Pitana, da Argentina, será o árbitro da final, enquanto Alireza Faghani, do Irã, apitará a disputa pelo terceiro lugar.

A final, que acontece às 12 horas (de Brasília) deste domingo, será o quinto jogo de Nestor Pitana nesta Copa do Mundo. Ele também atuou na abertura do Mundial, goleada da Rússia sobre a Arábia Saudita, na vitória da Suécia sobre o México na fase de grupos, no empate entre Croácia e Dinamarca nas oitavas de final e na vitória da França sobre o Uruguai nas quartas. Ele será auxiliado por Hernan Maidana e Juan Pablo Belatti, ambos da Argentina, que o auxiliaram também nos outros quatro jogos.

Na disputa pelo terceiro lugar, às 11 horas deste sábado, o homem do apito será o iraniano Alireza Faghani, que atuará no Mundial pela quarta vez. Sua estreia em solo russo foi na vitória do México contra a Alemanha, na fase de grupos. Ainda na primeira fase, ele apitou a vitória do Brasil sobre a Sérvia antes de comandar o jogo de sete gols entre França e Argentina nas oitavas de final. Ele será auxiliado por Reza Sokhandan e Mohamed Mansouri, ambos do Irã.

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Para Dalic, desgaste físico não é desculpa diante de uma final de Copa do Mundo (Foto: Jewel SAMAD/AFP)

A Croácia fez história nesta quarta-feira e garantiu uma vaga na final de uma Copa do Mundo pela primeira vez. A vitória na semifinal, porém, mais uma vez se deu de forma sofrida. Contra a Inglaterra, a equipe comandada por Dario Salic precisou novamente da prorrogação para avançar no Mundial da Rússia, assim como aconteceu nas oitavas de final, contra a Dinamarca, e nas quartas, contra a seleção anfitriã. Felicidade à parte, o técnico reconheceu o grande desgaste físico de seus jogadores e admitiu que precisará recuperar as energias de seu plantel para a decisão de domingo, contra a França, em Moscou.

“Isso é muito difícil (desgaste). Mas me parece que quanto mais difícil as circunstâncias, melhor nós jogamos futebol. Claro que a França tem um dia a mais, mas nós vamos descansar e nos recuperar a tempo. Não há desculpas, isso é uma final de Copa do Mundo. Temos que dar tudo, estar prontos, estar preparados. É a chance de uma vida. Tem sido difícil para nós, mas vamos achar a força e a motivação”, afirmou, em coletiva de imprensa concedida nesta quinta-feira.

Dalic, inclusive, deu folga aos atletas nesta quinta. Como o próprio comandante aponta, se contados os minutos jogados nas três prorrogações que a seleção croata jogou neste mata-mata, será a única a jogar oito jogos nesta Copa do Mundo. Diante disso, o treinador faz questão de elogiar o comprometimento e a entrega dos jogadores, que não desistiram da partida em nenhum momento e, mesmo desgastados, não queriam sair de campo diante da Inglaterra. Para ele, a experiência também foi um fator essencial para que a virada acontecesse na prorrogação.

“Ontem encontramos um time inglês muito rápido e jovem, mas nossos jogadores usaram a experiência. Temos jogadores que jogaram muitas finais de Liga dos Campeões, de campeonatos em seus países. Talvez jogadores jovens tenham mais ambição e sejam mais rápidos. Mas acho que essas coisas não fazem diferença neste final. Eu espero que eles reajam bem a certos momentos do jogo, mas não estou certo de que isso vai ser decisivo”, apontou.

Segundo o técnico, Modric merece o prêmio de Melhor Jogador da Copa (Foto: Mladen ANTONOV/AFP)

Dalic também destacou um de seus atletas em específico: o craque do time, camisa 10 e capitão Luka Modric, cujas atuações em território russo vem atendendo às expectativas e tem comandado a Croácia nesta campanha histórica. Para o técnico, o meio-campista é “o cara” da competição.

“Cristiano Ronaldo, Neymar, Messi, era normal falar deles antes da Copa. Eles foram para casa, estão na praia. E outros ficaram no campeonato, especialmente Luka Modric. Ele dá piques no minuto 115, ele volta para a defesa, ele lidera a defesa. Ele é o homem do torneio, não importa quem fique com o troféu”, certificou. “É um dos melhores meias do mundo, cobre muito espaço do campo, passa segurança a quem joga com ele. É o mesmo com Kanté e a França. Se ele joga bem, a França joga bem. Eu ficaria feliz ele fosse o melhor jogador do torneio, a Bola de Ouro. Ele já ganhou tudo com seu clube, mas há um armário para troféus com a seleção e seria bom para ele e para nós se ele ganhasse a Bola de Ouro. Ele merece”, completou.

O comandante croata também falou a respeito da surpreendente campanha de sua seleção, que até antes do Mundial não estava nem perto de ser cotada como possível finalista, muito menos como candidata ao título. Segundo o treinador, que comparou a campanha atual de sua equipe com a de 1998, quando a Croácia atingiu seu patamar mais alto em Copas ao chegar à semifinal, trata-se de um milagre.

“Nós somos o menor país desde o Uruguai a chegar na final. E quando olhamos a condição, a infraestrutura que temos em casa, é um milagre. Em três meses vamos jogar contra a Inglaterra pela Liga das Nações da Europa e não temos um estádio apropriado para jogar. Somos um milagre. Talvez um dos grandes feitos esportivos da Croácia. Temos outros esportes. Estou muito orgulhoso de que sob meu comando o futebol croata atingiu este objetivo. O resultado de 1998… aquele era um país jovem, agora é outro tipo de futebol. Estamos felizes de estar aqui na final”, frisou.

O adversário daquela semifinal, por sinal, era o mesmo do próximo domingo: a França, que naquela ocasião venceu por 2 a 0 e avançou à final para, na sequência, conquistar seu primeiro título de Copa do Mundo. Dalic, por fim, projetou o confronto decisivo, admitindo que, dadas as qualidades da equipe comandada por Didier Deschamps, este, com certeza, será o jogo mais difícil deste Mundial.

“Nós estamos jogando a final, os dois melhores times estão na final merecidamente. Vai ser um jogo diferente. Eles são muito diferentes no contra-ataque, em transição. Não vai ser fácil marcá-los, são um time muito rápido, particularmente Mbappé e Griezmann. Mas nossa União, nossa marcação, nossa rápida transição quando perdemos a bola, podem nos ajudar. Mas vai ser nosso jogo mais difícil”, reconheceu. “Deschamps tem continuidade, tem resultados, uma final de Euro, uma grande carreira como jogador. É um privilégio competir com ele na final da Copa, ver no outro lado alguém que foi um grande jogador e um grande treinador”, completou.

No Estádio Luzhniki, na capital Moscou, Croácia e França disputam a taça da Copa do Mundo da Rússia a partir das 15h (no horário de Brasília) do próximo domingo.



Pogba admite que contra Portugal achavam que já estava ganho (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

Depois do técnico Didier Deschamps revelar que não digeriu ainda a derrota francesa na final da Eurocopa de 2016 para Portugal, o vice-campeonato foi pauta também para Pogba. Prestes a jogar a final da Copa do Mundo contra a estreante Croácia, o camisa 6 descarta qualquer favoritismo para evitar o mesmo clima que rondou a seleção antes da derrota para a equipe de Cristiano Ronaldo.

A França havia chegado na final após eliminar a atual campeã do Mundo, Alemanha. “Na Euro, nós pensávamos que já estava feito depois da vitória contra a Alemanha. Pensamos que Portugal estava derrotado antes. Dessa vez, estamos todos concentrados em não cometer o mesmo erro. Estamos felizes por nossa campanha, mas ainda não ganhamos a Copa do Mundo”, afirmou.

Com uma parte do elenco tendo participado do jogo contra Portugal, a experiência negativa é vista como aprendizado pelos jogadores. O autor do gol sobre a Bélgica que classificou a seleção para a final do Mundial, Umtiti também falou sobre a diferença das finais.

“Cada um de nós é diferente e se prepara de uma forma. Coletivamente, sabemos o que fizemos de errado e o que devemos fazer agora. Isso é conversado entre nós. Criamos uma boa imagem, mostramos agressividade e solidez. Há muita seriedade”, declarou.



Nesta sexta-feira, a Bélgica realizou o último treinamento antes da disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo. Os belgas, reencontrarão a Inglaterra neste sábado. No primeiro duelo entre as duas equipes, vitória por 1 a 0 dos Diabos Vermelhos, gol marcado por Januzaj.

Roberto Martínez poupou nove titulares das atividades desta sexta. Apenas o goleiro Courtois e o volante Chadli aparecerem no gramado para as atividades com bola. Mesmo assim, o treinador garantiu força máxima para o duelo com o English Team. Porém, ressaltou que isso só acontecerá se os atletas estiverem em boas condições físicas.

Roberto Martínez deve usar os titulares contra a Inglaterra (Foto: Alexander Nemenov/AFP)

Na última coletiva concedida no centro de treinamentos, o meia Tielemans, reserva durante toda a campanha garantiu que a Bélgica lutará para garantir a terceira colocação no Mundial.

“Nós estamos decepcionados e isso é normal, porque queríamos ir até o fim. Mas temos o último objetivo, que é sair com a cabeça em pé e ganhar o último jogo. É importante para a nossa honra, por nós, mas também para a Bélgica”, afirmou o jogador.

Bélgica e Inglaterra se enfrentam neste sábado, às 11h00 (horário de Brasília), em São Petersburgo. Quem vencer, ficará com a terceira colocação da Copa do Mundo de 2018.





Carlos Alberto Parreira, ex-técnico da Seleção, junto de Van Basten, Milutinovic, Amunike e Roxburgh, do TSG, da Fifa (Foto: Reprodução)

Carlos Alberto Parreira atualmente faz parte do grupo de estudos técnicos da Fifa (TSG, em inglês) e concedeu uma entrevista coletiva na manhã de quinta-feira. Técnico no tetracampeonato em 1994, ele apontou a falta de experiência, tanto de jogadores quanto da comissão técnica, em um Mundial, e que a equipe não soube lidar com alguns detalhes importantes para conseguir seguir em frente na Copa da Rússia. Além disso, Parreira defendeu Neymar quando ele foi criticado pelo ex-jogador e agora técnico Van Basten, também da comissão.

“Faltou experiência de Copa, tínhamos bons jogadores, mas poucos com Copa (no currículo), assim como o estafe técnico. O Brasil poderia ter ido mais longe… Fomos melhores no segundo tempo, controlamos o jogo, tivemos chance de marcar, mas a Copa é decidida no detalhe”, iniciou Parreira. “Continuamos sonhando em ganhar no Catar. Estamos sempre em busca de ganhar uma Copa do Mundo, é como uma religião para nós”.

“O Brasil poderia ter ido mais longe…”

Além disso, o ex-técnico disse que é preciso resolver o problema que assombra a Seleção Brasileira, que não chega a uma final desde 2002, quando sagrou-se pentacampeã contra a Alemanha. Também falou sobre a necessária permanência de Tite no comando e que não é só o talento que alimenta um time vencedor: vai muito além disso.

“Não é só saber que há um problema, mas como resolvê-lo também. Vamos para 20 anos sem título, não é fácil ser um campeão do mundo. Não precisa ser só talentoso, se não ganharíamos todas as Copas. Precisa ter fome, ter paixão, ter organização. É muito diferente quando isso tudo está lá, quando há organização e talento, vamos ganhar. Quando falta algo, falhamos. Em 2006 não tínhamos a mesma fome, porque ganhamos em 2002. Os melhores jogadores não foram em sua melhor forma”, observou.

“Vamos continuar com o trabalho de Tite. Quero que ele continue. É o melhor caminho para o hexa. Precisamos dos dois: Tite e Neymar”

Falando no camisa 10, ao lado de Parreira estavam os outros membros do TSG, sendo que o holandês Van Basten resolveu criticar o brasileiro por suas encenações. “Eu acho que simular não é uma boa atitude. Você tem que ter espírito e isso não vai te ajudar. Eu acho que ele pessoalmente deveria entender essa situação”, disparou.

Parreira, entretanto, saiu em defesa do craque. “Ele é muito agredido também. Ele atrai essa mídia toda contra ele. O importante é que ele pode nos ajudar”, finalizou.



Após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo nas quartas de final contra a Bélgica, o craque Neymar não foi visto sequer no desembarque da Seleção em solo brasileiro. Na última quarta-feira, no entanto, ele fez sua primeira aparição pública desde o confronto em um bar da capital paulista, onde jogou pôquer com amigos e alguns jogadores, como o volante Moisés, do Palmeiras.

Imagem publicada por internauta onde é possível ver Neymar jogando pôquer em bar (Foto: Reprodução)

Neymar não deu nenhuma entrevista após a eliminação do Brasil e não foi visto junto da delegação no desembarque, que aconteceu há quatro dias, no Rio de Janeiro. Desde então, ele não havia aparecido nem nas redes sociais, onde frequentemente é visto, e restou a dúvida se ele teria vindo com o restante dos jogadores no mesmo voo e se teria descido mesmo na capital carioca.

Confira a opinião de Michelle Giannella no blog Bela Jogada.

Desde o início do Mundial, o camisa 10 sofreu com algumas brincadeiras devido à fama de “cai cai”, no entanto, ele realmente foi um dos jogadores que mais recebeu falta na competição. Mesmo assim, questionado e cobrado, ele somente falou com a imprensa após ter conquistado o prêmio de melhor da partida contra o México, dia 2 de julho.

Mais cedo na quarta-feira, o atacante Gabriel Jesus também havia publicado que Neymar e outros amigos estavam jogando Counter-Strike, jogo que marcou os períodos de descanso durante a concentração da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

Gabriel Jesus marcou Neymar em jogo na internet. “Vício” (Foto: Reprodução)



O futebol não voltou para casa. A Inglaterra surpreendeu a muitos chegando à semifinal da Copa do Mundo, mas espantou a muitos outros sofrendo a virada para a Croácia. Abatido, Kane comentou a queda na semifinal do Mundial da Rússia.

“Estamos arrasados porque não chegamos onde queríamos hoje. Ficamos decepcionados. Mas a gente tem que sacudir a poeira e dar a volta por cima”, afirmou o centroavante.

A história poderia ser diferente se o principal jogador da seleção inglesa tivesse caprichado um pouco mais na finalização. Antes de Perisic e Mandzukic marcarem, quando os Lions ainda venciam por 1 a 0, Kane desperdiçou grande chance de ampliar e acertou a trave.

“Na Inglaterra, vão falar muito daquela oportunidade perdida. Eles jogaram bem e fizeram um bonito jogo. É difícil dizer exatamente o que aconteceu. Foi excelente ter chegado até esta fase, mas claro que a gente queria continuar e ganhar”.

“Até eles marcarem o gol, a gente estava ali esperando. Depois que eles fizeram o gol, eles voltaram para a partida. Podíamos ter feito muita coisa melhor. Mas faltou esse pouquinho. Dói. Eu não sei mais o que dizer”, finalizou.