COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A Rússia encerrou um longo jejum na tarde desta quinta-feira. No Estádio Luzhniki, a seleção anfitriã abriu a Copa do Mundo de 2018 com uma vitória por 5 a 0 sobre a Arábia Saudita e, diante de sua torcida, voltou a ganhar após uma série de sete partidas consecutivas.

Com o primeiro triunfo desde outubro do ano passado, a Rússia marca três pontos e lidera provisoriamente o Grupo A da Copa do Mundo. No outro jogo da chave, previsto para as 9 horas (de Brasília) de sexta-feira, o Uruguai encara o Egito, em Ecaterimburgo.

Pela segunda rodada da Copa do Mundo, às 15 horas desta terça-feira, a Rússia volta a campo para enfrentar o Egito, em São Petersburgo. A Arábia Saudita, por sua vez, busca a reabilitação no campeonato a partir das 12 horas de quarta, contra o Uruguai, em Rostov.

O Jogo – Apoiada pelo público, a Rússia marcou o primeiro gol da Copa do Mundo logo aos 11 minutos da etapa inicial. Após cobrança de escanteio, a bola voltou para o lado esquerdo e sobrou para Golovin levantar na área. De cabeça, Gazinskiy completou para o gol.

Embora tivesse menos posse de bola, a Rússia era muito mais objetiva do que a Arábia Saudita. Em uma jogada pelo lado direito, Mario Fernandes, em posição de impedimento, recebeu nas costas da marcação e cruzou para finalização perigosa de Dzagoev.

Colocado no lugar do lesionado Dzagoev, Cheryshev aumentou a vantagem da Rússia aos 43 minutos do segundo tempo. Zobnin recebeu de Smolov e acionou Cheryshev pela esquerda. Com categoria, o ex-jogador do Real Madrid limpou a marcação e fuzilou o goleiro Abdullah.

Na tentativa de diminuir a vantagem russa, a Arábia Saudita levou algum perigo no começo da etapa complementar. Alburayk desceu pela direita e cruzou. Alsahlawi conseguiu apenas um leve desvio e a bola passou em frente ao gol, fora do alcance de Taiseer.

O ritmo do jogo caiu no segundo tempo, e o técnico Stanislav Cherchesov apostou na troca de Smolov por Dzyuba. Instantes depois de entrar em campo, aos 25 minutos, o gigante de 1,96m recebeu cruzamento vindo da direita de Golovin e cabeceou com competência para marcar o terceiro.

Em um dos camarotes do Estádio Luzhniki, o príncipe árabe Mohammad bin Salman foi consolado por Vladimir Putin e Gianni Infantino, presidentes da Rússia e da Fifa, respectivamente. Aos 46 minutos, Cheryshev entrou na área pela esquerda e marcou um golaço. Três minutos depois, em cobrança de falta, Golovin fechou o placar.

FICHA TÉCNICA
RÚSSIA 5 x 0 ARÁBIA SAUDITA

Local: Estádio Luzhniki, em Moscou (Rússia)
Data: 14 de junho de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 12 horas (de Brasília)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Pablo Belatti (Argentina)
Cartões amarelos: Golovin (RUS); Taiseer (ARA)
Público: 78.011 pessoas
Gols:
RÚSSIA: Gazinskiy, aos 11 minutos do 1º Tempo, Cheryshev, aos 43 minutos do 1º Tempo e aos 46 minutos do 2º Tempo, Dzyuba, aos 25 minutos do 2º Tempo, e Golovin, aos 49 minutos do 2º Tempo

RÚSSIA: Akinfeev; Fernandes, Kutepov, Ignashevich e Zhirkov; Samedov (Kuzyaev), Gazinskiy, Dzagoev (Cheryshev), Zobnin e Golovin; Smolov (Dzyuba)
Técnico: Stanislav Cherchesov

ARÁBIA SAUDITA: Abdullah; Alburayk, Osama, Omar e Yasser; Salem, Otayf (Fahad), Salman, Taiseer e Yahia (Hatan); Alsahlawi (Muhannad)
Técnico: Juan Antonio Pizzi



Guerrero é o maior artilheiro da história do Peru (Foto: YURI CORTEZ/AFP)

Técnico da seleção do peruana, Ricardo Gareca surpreendeu a todos no treino desta quinta-feira, na Arena Khimki, nos arredores de Moscou. O treinador optou por deixar Paolo Guerrero, maior estrela da equipe, no banco de reservas em jogo-treino contra a seleção sub-20 do país.

No último teste antes da partida de estreia na Copa do Mundo, que acontece no sábado, a partir das 13h (no horário de Brasília), contra a Dinamarca, O time titular contou com: Gallese; Advíncula, Ramos, Rodríguez e Trauco; Tapia, Yotún, Carrillo, Flores e Cueva; Farfán. O último foi o escolhido de Gareca para exercer a função normalmente desempenhada pelo camisa nove.

A probabilidade de Guerrero figurar entre os suplentes no sábado, porém, é baixa. O atacante de 34 anos de idade é o maior artilheiro da história da seleção nacional, com 35 gols anotados, e maior ídolo da torcida peruana. Ademais, quase não pôde disputar o torneio em função do caso de doping que o afastou dos gramados desde novembro de 2017.

Nesta sexta-feira, os peruanos, que estão de volta a um Mundial após 36 anos de ausência, farão um breve trabalho de reconhecimento na Arena Mordovia, em Saransk, o palco do confronto de estreia. No Grupo C, além dos dinamarqueses, o Peru também terá como adversários a França e a Austrália.





Perto de fazer sua estreia em Copa do Mundo, a seleção da Islândia encara logo a Argentina de Messi em seu primeiro jogo no torneio. Apesar de ter um recente histórico bom em torneios internacionais, após chegar às quartas de finais na Eurocopa de 2016 e se classificar em primeiro do grupo nas eliminatórias, os islandeses admitem a ansiedade para estrear.

Magnnusso revelou que time está muito ansioso (Foto: Jonathan NACKSTRAND/AFP)

Hodor Magnusso, um dos mais novos da seleção acha que a sensação é positiva para o time. “Estamos roendo as unhas de ansiedade nos últimos dias. Acho que é assim que tem que ser. Há uma grande motivação em todo o grupo no momento, e vai ser ainda maior quando chegarmos a Moscou. A expectativa aumenta a cada minuto. Mas estamos tranquilos”.

Entre os mais velhos do elenco, mesmo com a ansiedade, o fato do time ter jogado partidas importantes nos últimos anos, com alto grau de pressão envolvido ajuda para que a concentração seja mantida. Hallfredsson, destaca a motivação em partidas como essa.

“Você começa a sentir o frio na barriga que acontece antes de todos os jogos. Vai virar realidade quando chegarmos em Moscou. Vamos treinar no estádio amanhã e sentir que está chegando o dia. Mas jogamos várias partidas de alto nível. Vai ser como todos os jogos importantes que já jogamos. Nosso grupo vai manter o nível de motivação”, disse o jogador de 33 anos.



Tido como um dos homens de confiança do técnico Tite, Renato Augusto recordou o tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira, nos EUA, em 1994. Embora muito novo, o camisa 8 do time canarinho recordou a euforia de seu pai logo após o Brasil superar a Itália nos pênaltis e dar fim a um jejum de 24 anos.

“No tetra, em 1994, eu era bem moleque, lembro do meu pai comemorando bastante. Não entendia muito o porquê, mas com certeza é uma memória muito agradável. Lembro do meu pai, a gente no sofá. Quando o Baggio bate o pênalti para fora, ele levanta comemorando, gritando, vi que o Brasil tinha vencido, mas não entendia o que era o Mundial. Hoje acho que tem uma grande ideia do que é isso”, afirmou Renato Augusto.

Campeão olímpico com a Seleção Brasileira, o jogador revelado pelo Flamengo sabe bem o que é conquistar um título de extrema relevância. Renato Augusto foi um dos comandados do técnico Rogério Micale que entraram para a história ao faturarem o único título que ainda faltava em sua galeria de troféus, as Olimpíadas.

Agora, o volante espera repetir o mesmo sucesso na Copa do Mundo. Fora do time titular após ser um dos pilares do time de Tite durante as Eliminatórias Sul-Americanas, Renato Augusto começará o Mundial torcendo pelos seus companheiros do banco de reservas, mas, ainda assim, espera dar alguma contribuição para que, enfim, o hexacampeonato seja conquistado.

“São coisas que a ficha demora a cair. Há pouco tempo estava na torcida, agora estou aqui. No futebol as coisas acontecem muito rápido. Espero poder trazer alegria”, concluiu.







Apesar de a atividade desta quinta-feira ter sido aberta aos jornalistas somente nos primeiros 20 minutos, o técnico Tite sinalizou mais uma vez que a equipe que deverá estrear na Copa do Mundo, no próximo domingo, contra a Suíça, será composta por Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Willian, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Havia uma grande dúvida se Tite iria manter o quarteto formado por Coutinho, Gabriel Jesus, Willian e Neymar, que fizeram um bom jogo contra a Áustria, no último domingo, ou optar por uma maior segurança defensiva, com três volantes, como a Seleção Brasileira se acostumou a atuar durante as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo e como foi a campo contra a Croácia, em Liverpool.

Abrindo mão de Fernandinho para reposicionar Coutinho no meio-campo e manter Willian entre os titulares, Tite aparentemente crê que com uma maior força de ataque terá mais possibilidades de quebrar a linha defensiva da Suíça, uma das características mais temidas pela comissão técnica canarinho.

Se o time titular parece bem claro na cabeça de Tite, por outro lado o treinador ainda tem de lidar com algumas incertezas envolvendo a condição física de um de seus jogadores. Nesta quinta-feira Fred novamente trabalhou à parte, em um campo ao lado, e ainda não se sabe se ele terá condições de ficar à disposição contra a Suíça.

Sob o forte sol de Sochi, o elenco foi ao gramado para o seu penúltimo treino no balneário russo antes de viajar a Rostov, local onde irá estrear no Mundial. Durante o aquecimento, alguns atletas disputaram partidas de ‘fut-mesa’, enquanto outros ainda chegavam ao complexo de treinamento ouvindo algumas músicas.

Como vem fazendo durante toda a preparação do Brasil para a Copa do Mundo, Tite optou pela privacidade novamente e não exibiu a ninguém jogadas específicas, além do posicionamento ofensivo e defensivo de sua equipe.

Após reunir todos os atletas no meio-campo para uma rápida conversa e, posteriormente, posicionar os titulares e reservas no gramado para um trabalho tático, a imprensa teve de se retirar e aguardar a entrevista coletiva de Gabriel Jesus do lado de fora.





Fifa elenca cinco motivos pelos quais o Brasil reconquistou a confiança e todos eles passam por Tite (Foto: Jewel Samad/AFP)

O Brasil é um dos favoritos ao título da Copa do Mundo da Rússia de 2018, mas para isso acontecer, foi um longo caminho. Apesar dos cinco títulos mundiais conquistados até agora, a atuação na última edição do torneio, em pleno solo brasileiro, e a má colocação da equipe nas Eliminatórias até a chegada de Tite não davam a segurança e a confiança necessárias para o torcedor verde e amarelo.

Quem disse isso resumidamente foi a Fifa em seu site oficial na última quarta-feira, um dia antes da estreia da Copa do Mundo. A publicação listou as razões pelas quais o Brasil voltou a conquistar bons resultados após a saída de Dunga, que deixou a equipe em sexto colocado nas Eliminatórias para o Mundial, fora da zona da classificação.

Com Tite, a história mudou: depois da anfitriã Rússia, o Brasil foi o primeiro a conquistar uma vaga para a edição de 2018 e, por meio do técnico, a Fifa indicou os cinco principais motivos para a retomada de confiança da Seleção. Confira abaixo:

1 – Relação honesta: o diálogo sempre esteve presente na Era Tite, assim como o senso de justiça – ninguém está acima de ninguém e todos estão sujeitos a críticas.

No início de junho, em jogo amistoso contra a Áustria (Foto: Joe Klamar/AFP)

 

2 – Porta aberta: desde que assumiu, Tite e sua equipe fizeram viagens pelo Brasil e mundo afora para observar e conversar com jogadores. Além disso, por conta do diálogo proposto desde o início, o comandante deu espaço para que cada jogador dissesse em qual posição se destaca mais.

Tite e seu estafe fizeram viagens mundo afora para observar jogadores. Em abril, foi a vez de ver a partida entre São Paulo e Atlético-PR, no Morumbi (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

 

3 – Unidade: falar é uma coisa, fazer é outra, mas Tite transformou a Seleção e restaurou cada posição, sem contar dos jogadores habilidosos que fazem parte do plantel brasileiro – mas a unidade é quem faz a força. Com ou sem Neymar, a equipe é ofensiva e defensiva em igual intensidade.

Apesar dos talentos individuais, a Fifa indica a unidade como uma das características da “nova” Seleção Brasileira (Foto: Nelson Almeida/AFP)

 

4 – Decisões corretas: Tite fez escolhas certas ao chamar Gabriel Jesus em sua estreia como técnico, na partida das Eliminatórias, contra o Equador; ao pedir a volta de Casemiro e chamar novamente Thiago Silva e Marcelo.

Tite fez uma série de apostas em suas convocações, entre elas o jovem Gabriel Jesus (Foto: AFP)

 

5 – Base sólida: ao anunciar os 23 convocados para a competição, Tite se mostrou coerente com as decisões tomadas quando foi anunciado técnico do Brasil – dos 23, 15 estavam com ele desde o começo do seu trabalho.

A maior entidade do futebol acredita que Tite foi muito coerente em suas ações até agora (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)