Magic Paula destaca importância da LBF na TV aberta: "É muito valioso"

Fernanda Lucki Zalcman* - São Paulo,SP

08-03-2018 09:00:00

“Unir forças é maravilhoso”. A fala é da campeã Mundial com Seleção Brasileira de basquete, Magic Paula e se refere à parceria entre a Liga de Basquete Feminino com a TV aberta. A partir desta temporada, a TV Gazeta é a emissora oficial da competição e transmite ao vivo os jogos das nove equipes participantes.

A LBF foi criada em 2010. Em sua terceira edição, em 2012, devido a uma crise financeira, não houve jogos, que foram retomados em apenas em 2013. Oito anos depois, o basquete feminino volta a ganhar visibilidade e, desta vez, em rede nacional.

“Acho isso super importante. O basquete feminino sempre teve essa dificuldade nas transmissões na TV fechada, na aberta pior ainda. Desde a nossa época, em que a TV aberta passava os jogos, nunca mais teve essa oportunidade de ter uma transmissão ao vivo, como com a Gazeta agora. Isso é muito valioso. É bom para o campeonato, bom para o basquete feminino. Bom também para a próxima temporada, para de repente crescer mais e poder fortalecer ainda mais a competição”, destacou Magic Paula em entrevista à Gazeta Esportiva durante debate sobre mulheres no esporte realizado na noite desta quarta-feira.


Sobre o nível do basquete feminino, a multi-campeã reconheceu que o Brasil ainda está muito atrás. ”A gente precisa ter um plano, uma meta de montar uma Seleção mais jovem, fazer essas meninas jogarem. Porque elas jogam três, quatro meses um campeonato internamente e ficam anos sem jogar internacionalmente”, avaliou. “E aí se cobra, se exige que tenha um desempenho fora da curva do que na verdade se oferece. Essa régua (alto nível) ainda está muito alta para o basquete feminino brasileiro. E nós precisamos correr contra o tempo, justamente porque perdemos muito tempo”.

E nesta quinta-feira, é comemorado o Dia Internacional da Mulher e Magic Paula pontuou a importância de ser um exemplo e das mulheres continuarem buscando seu espaço: “A gente precisa incentivar outras mulheres. E mostrar também que ninguém nasce campeã. A gente tem que buscar nossos espaços. São histórias de vida, experiências que cada uma teve. E é uma questão de tempo, de paciência. A gente precisa continuar trabalhando, nos preparando, nos capacitando para chegar lá”.

*Exclusivo para a Gazeta Esporitva

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