Futebol

Animado com a Bélgica, Leandro Pereira não esconde saudades do Verdão

Gustavo Boldrini * - São Paulo , SP
16/11/2015 12:00:37

Em: Entrevistas, Futebol, Futebol Internacional, Palmeiras
(Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press)
“É claro que penso: ‘Podia estar lá, ajudando de alguma forma’, mas a realidade hoje não é essa”, disse o atacante sobre a má fase do Palmeiras (Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press)

“Um dia voltarei”, disse o bem-humorado Leandro Pereira ao final do contato por telefone com a reportagem da Gazeta Esportiva. O atacante, que deixou o Palmeiras em agosto rumo ao Club Brugge, da Bélgica, não esconde o sentimento de “dever não cumprido” com a camisa alviverde, principalmente pela maneira como se deu sua saída do Palestra Itália. Leandro era artilheiro do Verdão no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, com sete gols, a dois de alcançar o goleador Ricardo Oliveira, do Santos.

No entanto, a concorrência após a chegada de Alecsandro e o acerto com o paraguaio Lucas Barrios, somada a um jejum de cinco jogos sem marcar, acabaram fazendo o então camisa 17 ir ao banco e ser preterido pela diretoria do Verdão, mesmo com os bons números.

“Vivia uma das melhores fases minhas no Palmeiras, estava ajudando e atingindo meus objetivos individuais. Foi um momento que eu nem sei explicar o que aconteceu, foi tudo muito rápido e muito estranho. Simplesmente saí do time e pronto. Não consigo explicar o porquê”, desabafou Leandro.

Os acontecimentos, porém, são águas passadas. O atacante vem se adaptando ao futebol da Bélgica e ganhando suas chances como titular no Club Brugge, segundo maior vencedor da liga local e um dos três times considerados grandes. “Estou muito feliz aqui. Venho aprendendo coisas que jamais vi antes”, contou o atacante, que vive sua primeira experiência fora do país.

Apesar da animação com a nova casa e o contato com uma cultura diferente, Leandro pereira ainda não conseguiu desencantar com a camisa azul e negra do Brugge. “Falta o gol ainda. Porém, quando sair o primeiro, virão os outros”, brincou, aos risos.

Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, o atacante contou sobre os primeiros meses na Bélgica, os objetivos e sonhos da carreira, e não deixou de demonstrar o carinho com o Palmeiras, clube para o qual Leandro vem torcendo, mesmo de longe, e espera retornar quando houver a oportunidade.

(Foto: Divulgação/Club Brugge)
Leandro ainda busca seu primeiro gol com a camisa do Club Brugge (Foto: Divulgação/Club Brugge)

Gazeta Esportiva: Como está sendo a experiência de atuar fora do país?

Leandro Pereira: É a primeira vez que eu venho jogar fora do país, em um lugar do qual não conhecia absolutamente nada. Tinha algumas informações de amigos que jogaram aqui, mas nada de especial. Eu vim e estou conhecendo o jeito de jogar, a cultura do país, das pessoas, e em relação ao futebol também. Estou me adaptando, eles têm uma maneira de jogar bem diferente da brasileira então estou me adaptando.

Gazeta Esportiva: E o idioma?

Leandro Pereira: Eles falam um holandês meio dialeto, aqui em Bruges eles falam o flamengo e francês. Mas como é uma cidade turística, todos falam inglês. Então me viro no inglês e no espanhol (risos).

Gazeta Esportiva: Você vem recebendo chances de atuar como titular?

Leandro Pereira: Eu venho jogando. Eles têm uma cultura bem diferente da brasileira, não existe um time titular. O treinador aqui ele sempre muda o time a cada dois, três jogos. Eu jogo alguns, o outro atacante joga outros. Em decorrer disso, a gente acaba tendo mais chance de jogar.

Gazeta Esportiva: E o gol, já saiu?

Leandro Pereira: Ainda não (risos). Falta o gol ainda, mas daqui a pouco sai o primeiro, e aí vão vir os outros.

Gazeta Esportiva: Como é o futebol belga? A liga, as torcidas, a organização…?

Leandro Pereira: Em termos de organização, é excelente. É um país muito organizado não só no futebol. A liga belga não é tão forte, porém é uma liga bem disputada. Tem os três maiores times – Standard Liége, Brugge e Anderlecht –, mas também outras equipes que sempre chegam nas primeiras colocações, é um campeonato bacana de disputar. A torcida é bem diferente. Não tem aquele calor da torcida do Palmeiras, por exemplo. Aqui eles são mais educados, mais tranquilos, não tem aquela vibração como no Brasil.

Gazeta Esportiva: E a cobrança, as vaias?

Leandro Pereira: É difícil. Vaias até tem, mas é bem difícil, normalmente acontece quando nós estamos perdendo um jogo considerado fácil. Mas é bem raro, não tem um grande clima de cobrança. A gente fica bem tranquilo para trabalhar.

(Foto: AFP)
Para Leandro Pereira, torcida belga é mais “educada” (Foto: AFP)

Gazeta Esportiva: Se arrepende de ter ido?

Leandro Pereira: Não, não me arrependo. Dei algumas entrevistas falando que não queria ter saído do Palmeiras, mas não que eu me arrependa de ter saído. Foi uma oportunidade nova que tive na minha carreira, de jogar em outro país. Quando eu decidi sair do Palmeiras, existia uma série de fatores que estavam me incomodando e que ao meu ver não eram justos, então foi mais ou menos por aí que saí. Não me arrependo de forma alguma, são coisas novas que eu estava preparado para acontecer.

Gazeta Esportiva: Qual o grande objetivo da sua carreira?

Leandro Pereira: Meu grande objetivo no momento é chegar à Seleção. O Palmeiras me abriu essa porta, é um grande clube não só brasileiro, mas mundial, Quando estive aí, tive a chance de ser visto e lembrado. Vindo para a Europa, foi um passo a mais para conquistar esse objetivo.

Gazeta Esportiva: Sonha em jogar em algum campeonato grande europeu?

Leandro Pereira: Com certeza, foi para isso que vim à Europa. Talvez ir para a Inglaterra, Itália, Espanha, grandes clubes daqui.

Gazeta Esportiva: Em qual grande centro da Europa você acha que se daria melhor com suas características?

Leandro Pereira: Acho que a liga espanhola seria a primeira. Tem um estilo de jogo muito parecido com o brasileiro e com o meu. Na Itália acho que iria bem, também.

Gazeta Esportiva: Você recebeu contato de algum outro clube, sabe se vem sendo observado?

Leandro Pereira: Por enquanto ainda não, até porque eles só começam a fazer sondagens em dezembro, quando abre a janela de transferências. Por enquanto tenho que fazer bastante coisa aqui ainda.

Gazeta Esportiva: Se voltasse para o Brasil, o Palmeiras seria a primeira opção?

Leandro Pereira: Com certeza, seria minha primeira opção hoje. É um clube com o qual criei identidade, clube que abriu as portas para mim. Tem uma torcida com quem também criei identidade.

Gazeta Esportiva: Continua acompanhando o time e torcendo?

Leandro Pereira: Continuo, acompanho sempre que dá. Coloco aqui na TV e fico torcendo com a minha mulher.

Gazeta Esportiva: Está chateado com a situação?

Leandro Pereira: Eu assisti uns pedaços do jogo contra o Vasco, não conseguiu ganhar dentro de casa. É chato, com o time que tem você acha que as coisas vão acontecer. O elenco do Palmeiras, no meu ponto de vista, é o melhor do Brasil., Não tá conseguindo resultados, mas tem que seguir trabalhando e sem baixar a cabeça. Tem aí uma oportunidade grande na Copa do Brasil de conseguir título, e se Deus quiser vai conseguir.

(Foto: Divulgação/Club Brugge)
Apesar da distância, Leandro afirmou que segue acompanhando jogos do Verdão (Foto: Divulgação/Club Brugge)

Gazeta Esportiva: Com os atacantes do Palmeiras em má fase e a torcida pressionando, bate um sentimento de que você poderia estar aqui ajudando?

Leandro Pereira: Às vezes eu fico olhando os jogos, e me dá um gostinho de: ‘Poxa, poderia estar lá ajudando’. Mas futebol é momento. Eu tive meu momento no Palmeiras, foi muito bom, mas meu momento hoje é o Brugge, é a Bélgica, não dá para fugir disso. Como eu criei uma boa identidade com o clube, é claro que olho e penso: ‘Podia estar lá, podia estar ajudando de alguma forma, aqui e ali’, mas a realidade hoje não é essa.
Eu estou feliz pra caramba aqui, estou aprendendo coisas que jamais imaginei aprender. Não sei, talvez daqui a pouco as coisas mudem, mas hoje minha cabeça está no Brugge.

Gazeta Esportiva: Nenhum ressentimento do Palmeiras?

Leandro Pereira: Não vou esconder que fiquei chateado. Não queria sair do time da forma que saí. Era artilheiro do time, estava a apenas dois gols do Ricardo Oliveira, viva uma das melhores fases minhas no Palmeiras, estava ajudando e atingindo meus objetivos individuais. Foi um momento que eu nem sei explicar o que aconteceu, foi tudo muito rápido e muito estranho. Simplesmente saí do time e pronto. Não consigo explicar o porquê.
Se eu falar que não fiquei chateado e com algum ressentimento, estaria mentindo. Mas hoje esqueci. Futebol é assim, são águas passadas, nem sempre as coisas acontecem como a gente quer. É bola pra frente!

* Especial para a Gazeta Esportiva




  • CORINTHIANS BI-CAMPEÃO MUNDIAL

    Segundo o contrato, o Palmeiras Precisa reembolsar a WTorre dos custódio e despesas em Energia, Segurança, Água e seguros when o clube EUA o estádio, todos devidamente comprovados. No Meio do ano, uma construtora entregou uma Conta dos Primeiros 26 Jogos sem Allianz, OS cobrando R $ 4 Milhões. PESSOAS ligadas Ao clube ouvidas Pela reportagem explicam that o Verdão concorda em Pagar, Mas Não concorda com OS Números justamente POR NÃO ter Recebido comprovantes dos gastos, Além de questionar algumas Cobranças.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    O PARMERA PENSOU QUE PODERIA JOGAR NA ARENA CHIQUEIRÃO “DA WTORRE” DE GRAÇA ????????????
    SR. Paulo Nobre. PAGUEM A WTORRE ?????????
    SEU ENGANADOR DE PARMERENSE!
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • JOÃOSANTA ROSA

    Leandro P é uma nhaca,mas era melhor do que Alcsandro, e Barrios,Diretoria pisou na bola !!!!
    Ora a onde esse Mattos acerto ? muito pouco pra ser badalado..

  • JOÃOSANTA ROSA

    Gabriel de Jesus e Barrios precisa para da fala,e volta a balança a rede,lero-lero-não ganha nada,Não exista mais no Palmeiras jogador que entra com a bola dominada a área, falta de
    qualidade,isso sim..

  • pork delayed

    CHAMA O VALDÍVIA QUE RESOLVE!!!!

  • tonynho

    Falta um meia armador caramba!Meia armador era função do valdivia e agora estamos sem.O Cleiton Xavier é meia armador mas nunca sai do hospital caramba.Armar jogada desde a defesa é brincadeira né?Por isso que o time esta lento e fácil de marcar o ataque.

  • Le

    A pior decisão que o palmeiras teve foi vender o Leandro Pereira, ele fazia a função de pivô, tabelava, armava jogadas chutava tinha coragem, coisas que nenhum faz, O Leandro, tinha raça brigava la na frente, coisa que Barrios não faz e tem medo, o argentino froxo, mole de mais, Porém sabemos que tudo foi proposital para que o Barrios pudesse ter chances, por que se tivessem deixado ele jogar com certeza o Barrios não seria titular, e por que ele é titular, por ganha muito foi muito caro, foi investidor, por isso, o Leandro foi barato salario baixo, dai daria prejuizo da contratação do Barrios, somente isso. Por isso, hoje estamos nessa fase horrivel, nao foi so porque Gabriel ta fora e sim porque o Leandro saiu. com ele saia gols olha o paulista e o brasileiro era o centroavante de verdade. O que digo, ele é bom, melhor que muitos no Brasil, por isso contrate-o de novo. Antes que os times porcarias faça antes.

×
Quer receber notícias do Palmeiras?