Edílson descarta pedir desculpas a Dourado; Aylon chama gremista de covarde

Do correspondente Fábio Saltiél - Porto Alegre,RS

24/10/16 | 22:08

Parece longe de terminar o debate acerca do lance-chave que provocou o desentendimento e posterior expulsão de Edílson, do Grêmio, e Rodrigo Dourado, volante do Internacional, no Gre-Nal deste domingo. Depois das manifestações de dirigentes e treinadores de ambos os clubes após o clássico, hoje foi a vez dos jogadores: do lado gremista, o lateral Edilson – um dos protagonistas do episódio, e pelo Colorado, o atacante Aylon, falaram do assunto.

Em coletiva nesta tarde, o lateral Edilson desconsiderou a possibilidade de se desculpar com Dourado, apesar de reconhecer o erro. Embora na súmula da partida o juiz tenha registrado que o jogador colorado teria revidado, o lateral gremista insinuou que foi atingido primeiro e que por isso perdeu o controle.

“O braço dele pegou no meu nariz, comecei a sangrar e revidei”, relatou o jogador gremista, que limitou seus pedidos de desculpas: “Errei e já pedi desculpas para os meus companheiros, ao Renato e me desculpo com a torcida, que fez uma festa maravilhosa”, afirmou. “A respeito do Dourado, não sou amigo dele, então sei lá. Deixa para lá”, completou. O lateral contou ainda que conversou com o árbitro Francisco Carlos do Nascimento e reconheceu que errou e que merecia ser expulso. Porém, ao mesmo tempo, cobrou a expulsão do volante colorado.

Edilson teve lances ríspidos durante todo o jogo (Foto: Ricardo Duarte/Divulgação)
Edilson teve lances ríspidos durante todo o jogo (Foto: Ricardo Duarte/Divulgação)

O atacante Aylon, do Inter, censurou intensamente o lateral do Grêmio pela agressão em seu companheiro de clube. "Foi uma infelicidade do Edilson, foi uma atitude covarde", enfatizou o jogador. E foi além, para Aylon, o lateral pode até ter suas razões, mas não explicariam "dar três ou quatro socos num cara de costas para ele. Creio que vai pegar uma suspensão", pontuou.

Ainda assim, o atacante considerou que todos devem pensar e impedir um aumento da violência em Gre-Nais. "Precisa dar uma amenizada nesse caso do clássico", projetou.

Edilson ponderou que os jogadores se perdem com a arbitragem brasileira: “A gente fica sem entender os critérios. Uns deixam o jogo correr, outros não”, afirmou ele. “Por mais que os árbitros errem hoje em dia, a gente vê muita cena dos jogadores, até mesmo cavando falta. Isso atrapalha a arbitragem”, opinou, dessa vez defendendo os juízes.

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Ainda sobre o Gre-Nal, chamou a atenção que os “nervos estavam à flor da pele”, mas que vai evitar brigar novamente. Por fim, mesmo reconhecendo que tenha feito alguns erros por conta de disciplina, Edilson concluiu: “Não me considero um jogador violento”.

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