COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A comemoração do croata Domagoj Vida após a classificação da Croácia para a semifinal da Copa do Mundo rendeu ao zagueiro uma advertência formal da Fifa. Por um vídeo vazado nas redes sociais, onde dedica o triunfo ao povo da Ucrânia, o zagueiro está sendo investigado pela entidade máxima do futebol e corre o risco de ser punido até mesmo com a perda de jogos.

Desde 2014, Rússia e Ucrânia vivem uma crise política decorrente de questões territoriais e após a partida o zagueiro gravou um vídeo, divulgado no Instagram do ex-jogador e atual membro da comissão técnica, Ognjen Vukojevic, onde ambos gritavam “Glória a Ucrânia”. A Fifa já avisou que está investigando as imagens para decidir sobre a aplicação de punições ao atleta.

Vida marcou um dos gols da Croácia contra a Rússia (Foto: Nelson Almeida/AFP)

“A Comissão Disciplinar da Fifa enviou uma advertência a Domagoj Vida por sua declaração filmada”, indicou um porta-voz da organização futebolística a AFP.

A frase dita por ambos os atletas (“Glória à Ucrânia!”) faz referência ao slogan da revolução pró-europeia que levou à destituição do presidente ucraniano pró-Rússia Viktor Yanukovich em 2014 e a uma enorme crise na relação entre os dois países. Após o fato envolvendo o zagueiro croata, parlamentares russos pediram à Fifa duras sanções contra a seleção classificada à semifinal.

“Atos assim deveriam ser punidos”, declarou Dmitry Svischyov, membro do comitê parlamentar sobre Esporte, à agência oficial RIA Novosti. “Os lemas políticos, nacionalistas e racistas não são bem-vindos na Copa”, disse.

Diante da grande repercussão, Vida se manifestou frente à imprensa ressaltando não ter tido a intenção de atacar o país anfitrião do Mundial. “Adoro o povo russo, era só uma brincadeira”, afirmou o zagueiro, que teve seu discurso corroborado pela Federação Croata em um comunicado oficial.

“Não era absolutamente nada político, só uma simples mensagem de agradecimento pelo apoio que recebemos da Ucrânia, onde Vukojevic e eu passo vivemos vários anos. Espero sinceramente que a mensagem seja interpretada como uma expressão de gratidão com nossos amigos da Ucrânia por seu apoio, não apenas na partida contra a Rússia, mas durante todo o Mundial”, continuou.

No entanto, a Federação Croata detalhou que que pediu a Vida e a Vukojevic, “assim como aos outros jogadores da seleção, que se abstenham no futuro de qualquer mensagem que possa ser interpretada politicamente”, ressaltou.




A Croácia segue viva na Copa do Mundo. Depois de dois jogos complicados na fase de mata-mata, vencendo Dinamarca e Rússia nos apenas nos pênaltis, os croatas terão uma pedreira pela frente: a Inglaterra. Os ingleses estão de volta a uma semifinal depois de 28 anos e querem provar que estão prontos para serem campeões. E para tanto, tem em seu capitão e artilheiro, Harry Kane, o principal trunfo. Mas, isso não assusta Zlatko Dalic, técnico da Croácia.

“Harry Kane é o artilheiro da Copa do Mundo, tem todo o mérito, marcou seis gols. Mas Lovren o conhece bem do Campeonato Inglês e não tenho medo disso. Não é fácil, mas temos bons zagueiros e mostramos que éramos bons em defender. Tenho confiança neles. Ele não é fácil, mas conseguimos parar Messi. Tentaremos fazer o mesmo”, pontuou.

Zlatko Dalic comanda a Croácia desde outubro de 2017 (Foto: Adrian Dennis/AFP)

Quanto ao jogo em si, Dalic afirmou que talvez promova mudanças na equipe e espera um duelo difícil contra os Three Lions: “Vou pensar na melhor solução para esse jogo. Talvez precise mudar algo, mas nada muito diferente do que estamos adaptados. Se mudar algo, não podemos arriscar algo que não seja 100%. Não podemos permitir nenhum erro neste sentido”, avaliou.

“O fato de estarem na semi já mostra a força do time, jovem, com qualidade e lidou relativamente fácil com a Suécia. Vai ser um jogo difícil para nós. Sabemos que eles estão analisando a gente também. Vamos falar mais sobre eles aos jogadores. Por mais que respeitemos a Inglaterra, respeitamos a nós mesmos e nossa forças”, acrescentou.

Por fim, Dalic exaltou a campanha croata até aqui, que é melhor do que diversas potências do futebol mundial, e deu a dimensão do que significará eliminar os ingleses: “Já é um grande feito para nós. Já temos alguns países como Argentina, Brasil e Alemanha de férias e estamos aqui. Parar a Inglaterra seria um feito. Estamos lutando, mostrando nossa qualidade. Se tivéssemos o dinheiro da Inglaterra, quem sabe qual seria nosso fim”, concluiu.

A semifinal entre Croácia e Inglaterra acontece na próxima quarta-feira, às 15h (de Brasília), em Luzhniki, na capital Moscou.



Após ser recepcionada de forma calorosa na manhã deste domingo, no Rio de Janeiro, parte da delegação da Seleção Brasileira fez conexão para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Caso do zagueiro Pedro Geromel, que se mostrou impressionado com o apoio da torcida.

“A gente sabe do comprometimento de cada um. Todo mundo se doou. Infelizmente, o objetivo não foi alcançado, mas vamos seguir em frente. O carinho da torcida é muito importante, foi emocionante o pessoal batendo palma, foi de arrepiar”, disse o defensor, referindo-se à chegada na capital fluminense.

O coordenador de seleções da CBF, Edu Gaspar, também fez a ponte aérea. Diante dos jornalistas, o dirigente reiterou que ainda não há uma definição de Tite sobre a sua continuidade no cargo de técnico do time canarinho. Além disso, exaltou a campanha do elenco nacional.

“Mensagem para os jogadores é que eles têm que ficar orgulhosos da competição que fizeram, do comprometimento que tiveram. É continuar da forma que estão, de resgatar esse orgulho da Seleção Brasileira”, disse Gaspar ao canal Fox Sports.

Eliminado pela Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo, o Brasil já tem um compromisso para o segundo semestre. Com ou sem Tite, a Seleção enfrentará os Estados Unidos em amistoso a ser disputado no dia 8 de setembro, em Nova York.



A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu um comunicado neste domingo repudiando as manifestações racistas contra Fernandinho, após a derrota do Brasil por 2 a 1 para a Bélgica, na última sexta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia.

“A CBF repudia os ataques racistas sofridas pelo jogador Fernandinho e seus familiares. O futebol representa a união das cores, gêneros, culturas e povos. Estamos com vocês. Racistas não passarão!”, escreveu a entidade em sua conta no Instagram.

No Twitter, o volante foi chamado de macaco por ser apontado como principal culpado pela eliminação do Brasil no Mundial. Fernandinho também teve de fechar o seu Instagram para comentários em função das ofensas.

Na manhã deste domingo, parte do elenco da Seleção e membros da comissão técnica desembarcaram no Rio de Janeiro, onde foram recepcionados calorosamente. O jogador do Manchester City não fez parte deste grupo, já que mora na Europa.

De volta às semifinais da Copa do Mundo após 32 anos, a Bélgica enfrentará a França por uma vaga na decisão. O duelo europeu está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.



Eliminada com uma derrota por 2 a 1 na última sexta-feira, a Seleção Brasileira virou motivo de piadas e zombarias. Especialmente dos belgas, algozes do time canarinho nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia.

A histórica classificação dos Diabos Vermelhos ainda repercute no país europeu. No último sábado, o site local Vtm Nieuws publicou a seguinte manchete: “Brasileiros caem com o rabo entre as pernas”.

Abaixo do título da matéria, o veículo postou um vídeo em que mostra a delegação brasileira no aeroporto de Kazan embarcando de volta para a casa. Parte dos jogadores e membros da comissão técnica chegaram ao Rio de Janeiro na manhã deste domingo e foram recepcionados calorosamente no aeroporto.

Principal nome da Seleção Brasileira, Neymar não escapou das brincadeiras. Horas após o triunfo da equipe europeia, o mesmo site divulgou um vídeo em que torcedores belgas gritam o nome do atacante no ritmo da canção “Aquarela do Brasil” e logo em seguida caem no chão, ironizando o jogador criticado por supostamente ter forjado faltas durante o torneio.

De volta às semifinais do Mundial após 32 anos, a Bélgica enfrentará a França por uma vaga na decisão. O duelo está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.



Jogadores russos foram aclamados pela torcida em Moscou (Foto: Maxim ZMEYEV/AFP)

A eliminação diante da Croácia, nesta quarta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo 2018, frustrou o sonho da seleção russa em conquistar um heroico título mundial em casa. Porém, o revés não manchou a campanha histórica da equipe anfitriã, que não chegava tão longe no torneio desde 1966, quando ainda formava a União Soviética. A prova disso é a festa feita pela torcida neste domingo, em uma Fan Fest” de Moscou.

Uma multidão vermelha, azul e branca invadiu a “Fan Zone” localizada em Vorobiovy Gory, próxima à Universidade Estatal de Moscou, para saudar os jogadores que tanto orgulharam o país nas últimas semanas. A seleção nacional subiu ao palco e, fazendo uso de um microfone, pôde participar do clima festivo e ter um contato maior com os torcedores.

 

Nesta Copa, a Rússia se classificou em segundo lugar do Grupo A, atrás apenas do Uruguai. Os uruguaios, por sinal, foram os únicos a derrotarem a seleção anfitriã, a qual venceu Arábia Saudita e Egito nas primeiras duas rodadas. Se a campanha na primeira fase já havia sido considerada surpreendente, a vitória sobre a toda poderosa Espanha nas oitavas de final, após disputa de pênaltis, levou o país à loucura. Porém, também foi através de penalidades que os russos se despediram do torneio, contra a Croácia, neste sábado, e viram o sonho de ir às semifinais escapar por muito pouco.



Enquanto parte de seus companheiros desembarcou no Rio de Janeiro durante a manhã deste domingo, Marcelo permaneceu na Europa, onde mora. E, de lá, o lateral esquerdo se pronunciou para exaltar os sacrifícios feitos pelos jogadores na Copa do Mundo, da qual a Seleção Brasileira foi eliminada na última sexta-feira, em derrota por 2 a 1 para a Bélgica.

“É de cabeça erguida que a gente sai dessa copa! Tentamos, lutamos, brigamos, tivemos lesões, recuperamos, jogamos com dores e assim vai… Fizemos de tudo para chegar o mais longe possível”, escreveu o jogador, em sua conta no Instagram.

Após mostrar todo o seu abatimento pela eliminação em sua segunda Copa e lamentar uma “noite horrível” na sexta-feira, Marcelo adotou um discurso mais otimista neste domingo.

“A vida nos proporciona coisas maravilhosas, mas às vezes nos deixa triste por não conseguirmos alguns objetivos. Agora seguimos juntos em busca de outros objetivos e sonhos. Isso é o futebol que para muita gente é só um jogo”, prosseguiu o atleta, que ainda fez agradecimentos.

“Agradeço a minha família por sempre estar ao meu lado em todos os momentos, e agradeço a todos os brasileiros que nos deram força e torceram de verdade. Tenho muito orgulho de ser brasileiro e representar meu país”, afirmou o jogador do Real Madrid.

Com o revés, o Brasil completou quatro edições ou 16 anos sem conquistar uma Copa do Mundo. Apesar do jejum, Marcelo acredita que o time canarinho está se aproximando de seu hexacampeonato. “Esse sonho foi adiado, mas tenho muita confiança de que o Brasil está muito perto de conquistar esse título novamente!”, pressentiu.

À espera da definição sobre a permanência de Tite no comando técnico, a Seleção Brasileira já tem um compromisso para o segundo semestre. Trata-se do amistoso contra os Estados Unidos, no dia 8 de setembro, em Nova York.

“Viramos a página e pegamos as coisas boas e levamos para a próxima convocação. Já, já tem seleção outra vez!”, concluiu.



Um dos poucos destaques da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, o volante Casemiro foi o único jogador a atender a imprensa no desembarque da delegação na manhã deste domingo, no Rio de Janeiro.

Ainda com o semblante sisudo, o jogador relembrou o momento difícil em que Tite assumiu a equipe e pediu a continuidade do trabalho, apesar da derrota para a Bélgica nas quartas de final. Com o treinador, o time canarinho ostenta um aproveitamento de 85%, com 20 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas.

“O pessoal pode até dizer que o Brasil tem que vencer sempre, mas o balanço é positivo. Ainda mais que tem muitas coisas boas. Há dois anos, o Brasil corria sério risco de nem se classificar e agora estava como favorito. Não é o fim de uma era”, argumentou Casemiro.

Bem avaliado pela CBF, Tite disse após o revés da última sexta-feira que o momento era “inapropriado” para falar sobre o futuro. No entanto, o comandante já tem em mãos uma proposta de renovação e deve estudá-la nos próximos dias, durante um período de descanso com a sua família.

“É um cara humano, um cara excepcional para nós. Da minha parte é difícil falar, porque só tenho coisas boas para falar dele. É mais do que merecido e com certeza está fazendo um grande trabalho”, avaliou o meio-campista, que também saiu em defesa de Fernandinho, apontado como principal culpado pela eliminação brasileira.

Suspenso pelo acúmulo de dois cartões amarelos, Casemiro foi obrigado a cumprir suspensão contra a Bélgica. De fora do campo, ele viu o companheiro de posição marcar contra o primeiro gol belga e não fazer a falta para cortar o contra-ataque que originou o segundo.

“Primeiro falando da atuação do jogador, ele teve a infelicidade de acontecer isso num lance, mas nos outros jogos provou que estava à disposição. É um grande jogador, todos temos a confiança dele, mas é futebol”, concluiu.



França e Bélgica prometem travar um dos duelos mais equilibrados desta Copa do Mundo da Rússia. São duas das melhores campanhas da competição, e as equipes chegam embaladas pelas significativas vitórias nas quartas de final, contra Uruguai e Brasil, respectivamente. Lateral da Les Bleus, Benjamin Pavard concedeu coletiva de imprensa neste domingo, projetando a partida e a difícil missão de parar o melhor ataque do torneio, formado por um trio de peso.

“Sabemos que a Bélgica é uma ótima equipe, com ótimos atacantes. Mas não é uma pressão particular. Já jogamos contra Messi, contra Suárez. Não temos medo de ninguém. Vamos trabalhar com os analistas de vídeo para saber como pará-los”, afirmou o jogador, que atualmente defende o Stuttgart, da Alemanha.

Pavard mostrou confiança para encarar o poderoso ataque belga (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

Contra Romelu Lukaku, Eden Hazard e Kevin De Bruyne, a atenção terá de ser redobrada, vide a facilidade com que os três jogaram contra a defesa da Seleção Brasileira, até então a melhor do Mundial. Pavard sabe disso, mas também faz questão de exaltar a qualidade da seleção francesa,

“Com certeza, a Bélgica tem agressividade, tem grandes jogadores. Será muito complicado. Mas temos consciência de nossa qualidade. Temos um grupo excepcional, com qualidades diferentes. Não temos medo de ninguém”, completou.

Na luta por uma vaga na grande final da Copa do Mundo da Rússia, França e Bélgica entram em campo na próxima terça-feira, a partir das 15h (no horário de Brasília), em São Petersburgo. Quem vencer decide o torneio contra quem levar a melhor na outra semifinal, entre Croácia e Inglaterra. Quem perder, por outro lado, terá de se contentar com a disputa pelo terceiro lugar.