Loss defende atuação do Corinthians e tenta negar ansiedade por vitória

Helder Júnior - São Paulo,SP

31/05/18 | 21:05 - 31/05/18 | 22:32

Substituto de Fábio Carille vinha de duas derrotas e estava pressionado (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Tite e o seu pupilo Fábio Carille gostam de dizer que privilegiam desempenho a resultado. Nesta quinta-feira, o Corinthians enfim teve um bom resultado sob o comando de Osmar Loss, mas não com um grande desempenho. O time que vinha de derrotas para o Millonarios e o Internacional ganhou por 1 a 0 do América-MG em Itaquera.

“Eu me sinto no direito de discordar”, rebateu Loss, quando ouviu que o Corinthians não havia jogado bem no primeiro tempo. “O time teve um volume de jogo muito alto contra uma equipe que estava bem compacta, o que gerou dificuldades. Mesmo assim, encurralamos o América e finalizamos de fora da área e em situações não tão claras”, acrescentou.

Quando deixava o campo, a maioria dos jogadores do Corinthians reconheceu que a atuação não havia sido das melhores. Loss ponderou outra vez: “O desempenho foi de acordo com o que o América nos proporcionou de dificuldades. Quando você encontra uma equipe comprometida e bem treinada, tem dificuldades. Quem não viu tudo o que o Corinthians pode produzir foi em função da qualificação do América”.


Seja como for, Loss precisava mais de um bom resultado do que de um grande desempenho. O Corinthians não tinha um técnico com um início de trabalho tão ruim – duas derrotas – desde que Júnior considerou o time que comandava em 2003 incapacitado e pediu demissão prematuramente.

“Eu não me sentia ansioso, mas com um desejo muito grande de que as coisas acontecessem. O Corinthians não tem o hábito de ficar tantos jogos sem vencer. Isso não é o Osmar”, disse o treinador novato.

Um dos líderes do elenco, porém, o meia Rodriguinho declarou que Osmar Loss estava, sim, ansioso para vencer e amenizar a pressão. “Os jogadores já me conhecem há um ano e meio (ele era auxiliar de Carille), então talvez possam ler alguns traços do meu rosto durante a semana. Talvez eu tenha traduzido esse grande desejo de vencer a primeira partida em ansiedade, e eles perceberam”, sorriu o técnico vitorioso diante do América-MG.

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