COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Ex-técnico da Costa Rica, colombiano Jorge Luis Pinto está na Rússia como espectador (Foto: Divulgação)

O colombiano Jorge Luis Pinto dirigiu a Costa Rica na melhor campanha da seleção centro-americana em uma Copa do Mundo. Quadrifinalista no Brasil em 2014, o treinador alerta para os perigos do próximo adversário da Seleção e crê em uma melhora do time comandado por Tite.

Há quatro anos, após passar invicto por Uruguai, Itália e Inglaterra, todos campeões mundiais, a Costa Rica avançou às oitavas na liderança de seu grupo. O time dirigido por Jorge Luis Pinto bateu a Grécia nos pênaltis e caiu apenas nas quartas diante da Holanda, também nos penais. Assim, encerrou a campanha sem derrotas.

Dos 23 convocados por Jorge Luis Pinto para a Copa do Mundo do Brasil, 12 foram mantidos por Oscar Ramirez, atual comandante da Costa Rica, e 10 participaram da derrota diante da Sérvia. O ex-técnico, portanto, fala com propriedade sobre o próximo rival da Seleção.

“Há momentos em que a Costa Rica faz um bloqueio defensivo muito bom, com linha de cinco. No Mundial do Brasil, sofremos apenas dois gols em cinco jogos, um de pênalti e outro em bola alçada na área. No ataque, há o risco de tomar bolas nas costas em jogadas de contragolpe”, disse Pinto à Gazeta Esportiva.

O confronto entre Brasil e Costa Rica, marcado para as 9 horas (de Brasília) desta sexta-feira, em São Petersburgo, é crucial para as pretensões das duas seleções na Copa do Mundo da Rússia. Em busca do primeiro triunfo, os pupilos de Tite encontrarão adversários rodados, alerta Jorge Luis Pinto.

“A Costa Rica sabe jogar e tem muita experiência, principalmente em atletas como Keylor Navas, Bryan Ruiz, Christian Bolaños e Celso Borges, com passagens pela Europa. Então, isso repercute no campo de jogo. Eles trabalham bem”, declarou o treinador.

No comando de Honduras, Jorge Luis Pinto perdeu a chance de disputar a Copa do Mundo da Rússia ao cair diante da Austrália na repescagem. Atualmente, com recursos próprios, ele acompanha o torneio como espectador e planeja assistir a 20 jogos nos estádios, entre eles o duelo entre Costa Rica e Brasil.

“O Brasil sempre será o favorito, ainda mais com o trabalho do Tite. Não teve um bom começo, a partida contra a Suíça não foi muito boa, mas eu acredito que vai subir de nível e se tornar o protagonista do Mundial”, apostou Pinto, com passagem também pela seleção colombiana.

Amigo de Teixeira (d) e Brandão, Jorge Luis Pinto viu título de 1977 no Morumbi (Foto: Acervo/Gazeta Press)

CARINHO PELO CORINTHIANS

Com uma bolsa do governo colombiano, Jorge Luis Pinto estudou na Universidade de São Paulo (USP) durante os anos 1970. Neste período, virou corintiano ao conhecer o preparador físico José Teixeira e o técnico Oswaldo Brandão, ganhadores do histórico título paulista de 1977.

Apesar da distância, o carinho pelo clube alvinegro continua. “Acredito que o Corinthians vai retomar o ritmo do semestre passado”, apostou, otimista com Osmar Loss. “As mudanças sempre têm problemas, mas ele está fazendo as coisas bem, conhece o trabalho e os jogadores”, analisou.

Atualmente sem vínculo com clubes ou seleções, Jorge Luis Pinto vê com bons olhos a possibilidade de trabalhar no Brasil. “Meu futuro é o futebol, seja onde for. Eu vou avaliar bem minha posição e meu futuro”, declarou o técnico, que aprendeu a torcer pelo Corinthians há mais de 40 anos.



De acordo com um estudo realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), as lesões musculares são as mais comuns na Copa do Mundo, representando 39,2% dos casos. Em segundo lugar, vem as contusões, com 24,1% e das tendinites, 13,4%.

Outro dado importante é que 72,2% delas acontecem em membros inferiores, tendo a coxa com predomínio de 34,5%. Na sequência vem o tornozelo, com 17,6% e o joelho 11,8%.

Se for olhar apenas para os jogadores brasileiros, encontramos dois casos recentes: Neymar, fraturou o quinto metatarso do pé direito. Fez a operação e conseguiu se recuperar a tempo da Copa do Mundo. Daniel Alves, com uma desinserção no ligamento cruzado anterior do joelho direito e de uma entorse no joelho. O lateral-direito, no entanto, não conseguiu disputar o Mundial.

Pelé, sofria com uma artrose e acabou sendo submetido a uma cirurgia de prótese no quadril. Atualmente, sofre para conseguir se locomover.

Neymar conseguiu se recuperar para a disputa da Copa do Mundo (Foto: Jewel Samad/AFP)



Piqué tem diversas polêmicas com a maior parte da Espanha (Foto: Roman Kruchinin/AFP)

Gerard Piqué soma 100 partidas vestindo a camisa da Espanha. Diante do Irã, o jogador do Barcelona foi novamente titular e conquistou seu primeiro triunfo na Copa do Mundo após um empate por 3 a 3 com Portugal na estreia.

“A seleção fez parte importante de toda a minha carreira. Tenho mais de 15 anos desde que estreei nas categorias de base. Tomei a decisão de deixar a seleção, o que foi algo muito penado e era normal que isso acontecesse. Mas não é o momento de pensar nisso”, afirmou o camisa 3

Assim, Piqué se torna o 13º espanhol a alcançar a histórica marca pela Fúria. O recordista é Iker Cassilas, ex-goleiro do Real Madrid, que soma 167 duelos. Apesar dos números expressivos, a carreira do catalão na seleção de seu país sempre teve controvérsias.

Piqué é famoso por dizer coisas que são interpretadas como uma falta de respeito aos espanhóis. Por exemplo, quando depois de um jogo contra o Real Madrid gritou: “¡Españolitos, ahora os vamos a ganar la Copa de vuestro Rey!” (“Espanholzinhos, agora vamos ganhar a Copa do Rei de vocês”).

E continuou dizendo ironicamente: “¡Viva España! ¡Viva la Liga española! ¡A ocho puntos! ¡Que os den!” (“Viva a Espanha, viva a Liga espanhola, estamos a oito pontos, vão se fu…”). Por este e outros episódios, o zagueiro não é querido por torcedores fora da Catalunha – não apenas os colchoneros e merengues.

Piqué fez sua estreia pela Fúria em 2009 e participou das vitoriosas campanhas no Mundial de 2010 e na Eurocopa de 2012.



A Costa Rica entrou na Copa do Mundo da Rússia com esperanças de igualar o desempenho do último Mundial, onde fez a melhor campanha de sua história ao chegar às quartas de final. Porém, a derrota na estreia para a Sérvia brecou o ânimo dos costarriquenhos e evidenciou alguns problemas da equipe, que terá de vencer Brasil e Suíça caso queira se classificar para as oitavas de final.

O time comandado por Óscar Ramírez se classificou para a maior competição de futebol do planeta através do segundo lugar conquistado nas Eliminatórias da América Central e do Norte. Na trajetória continental, inclusive, a seleção só conheceu duas derrotas, uma para o Panamá e outra para o México. Ao todo, foram 11 vitórias, três empates e duas derrota, com 27 gols marcados e 10 sofridos.

Se o desempenho contra países de seu continente é bom, o mesmo não acontece contra seleções de mais tradição internacional. Em amistosos contra Espanha, Bélgica e Inglaterra, os costarriquenhos demonstraram dificuldades e saíram de campo derrotados em todas as oportunidades. Aliás, a goleada sofrida para os belgas gerou certa desconfiança da torcida em relação ao técnico, que disse após o jogo não conhecer o camisa 10 da seleção belga. Na partida, o camisa 10 dos belgas foi Eden Hazard, um dos principais jogadores do Chelsea, da Inglaterra.

Durante o ciclo de quatro anos entre o Mundial do Brasil e o da Rússia, a seleção costarriquenha passou por mudanças no comando técnico. Após o bom desempenho na Copa de 2014, Jorge Luís Pinto deixou a equipe, sendo substituído pelo ídolo Paulo Wanchope, que durou no cargo até agosto de 2015. Óscar Ramírez, que era auxiliar técnico até então, assumiu em seu lugar. A primeira mudança do novo treinador foi direcionada ao esquema tático, deixando o 4-5-1 de Wanchope e retornando ao 5-4-1 da grande campanha na Copa de 2014.

Outra característica do trabalho de Óscar Ramírez é a continuidade para os jogadores. Não por coincidência, apenas três jogadores têm menos de 20 partidas com a camisa da seleção. Dentro desse critério, a espinha dorsal do último mundial foi mantida, no entanto, quatro anos depois, os jogadores não têm o mesmo vigor físico.

Principal virtude dos costarriquenhos, a defesa conta com três atletas que foram titulares há quatros anos, no Brasil. Os remanescentes são os zagueiros Giancarlo González e Óscar Duarte, além do ala-direito Cristian Gamboa. O trio defensivo se junta ao outro zagueiro Johnny Acosta e o ala-esquerdo Francisco Calvo, caras novas nesse ciclo pré-Mundial da Rússia, formando uma linha de defesa com cinco atletas. Aliás, o lado esquerdo se tornou uma dor de cabeça para Óscar Ramírez. Matarrita, defensor pelo setor, sofreu uma lesão muscular e foi cortado a três dias do início do Mundial.

A dupla de volantes é composta por Celso Borges e David Guzmán, que são fortes fisicamente, mas fracos tecnicamente, comprometendo a qualidade da saída de bola. A partir disso, surge a dificuldade da Costa Rica na criação de jogadas trabalhadas fazendo com que o time abuse das ligações diretas e foque apenas em contra-atacar o adversário. O terceiro homem de meio campo é uma incógnita. O veterano Christian Bolaños fraturou o tornozelo e se recuperou pouco antes do começo do torneio. Sem ritmo, o jogador do Deportivo Saprissa, principal clube da Costa Rica, ficou na reserva no primeiro jogo. O atacante Venegas foi recuado e atuou como titular diante da Sérvia.

Na parte ofensiva do meio de campo, o respiro técnico: Bryan Ruiz. O jogador do Sporting tem liberdade para flutuar por todos os setores e apoiar o ataque, uma vez que serve de saída para um ponto fraco da equipe: a falta de um centroavante matador. Urenã foi o titular na maioria dos jogos das Eliminatórias, no entanto, não tem como principal característica a finalização. O jogador do Los Angeles, da Liga Norte-Americana, funciona melhor como um passador do que um finalizador. Joe Campbell, outra opção para a posição, é mais um ponta do que um atacante de área.

Diante de um cenário pouco animador ofensivamente, os costarriquenhos devem seguir seu modelo de jogo baseado no contra-ataque e na ligação direta para enfrentar o Brasil. E caso algo dê errado no povoado sistema defensivo, Keylor Navas é a esperança. Campeão nas últimas três edições da Liga dos Campeões pelo Real Madrid, o goleiro é o jogador de mais renome da seleção costarriquenha e terá de mostrar toda sua qualidade diante da seleção brasileira para repetir o feito de 2014 e deixar para trás um campeão mundial.



Dele Alli sentiu a coxa na estreia, em Volgogrado, e teve de ser substituído (Foto: NICOLAS ASFOURI/AFP)

Um dos principais jogadores da seleção inglesa, Dele Alli não treinou nesta quinta-feira com os demais companheiros. O jogador sentiu o músculo da coxa na partida de estreia contra a Tunísia, na última segunda, e acabou substituído na etapa complementar. Embora esteja trabalhando para se recuperar a tempo, sua presença no próximo compromisso dos Three Lions ainda não é dada como certa.

O jogador do Tottenham é a principal esperança dos ingleses na armação. O técnico Gareth Southgate, inclusive, aposta no entrosamento que o meia possui com Harry Kane, seu companheiro nos Spurs, para que o setor ofensivo possa ser ainda mais eficiente neste Mundial.

Caso ele não possa realmente ir a campo contra o Panamá, uma vez que o duelo mais importante do grupo ainda está por vir, contra a Bélgica, na próxima quinta-feira, Dele Alli deve ser substituído por Loftus-Cheek, que entrou no confronto de estreia com a Tunísia, ou Fabian Delph, do Manchester City.

Mesmo não atuando contra o Panamá, Dele Alli também pode perder o duelo decisivo ante os belgas. Se não reunir condições de jogo, Southgate será forçado a fazer o que seria sua segunda mudança no time para a partida, uma vez que também planeja colocar Eric Dier, outro jogador do Tottenham, como titular como forma de fortalecer o meio-campo e neutralizar nomes como Hazard, De Bruyne e Mertens.



Crédito: Laurence Saubadu, Marimé Brunengo, Maria-Cecilia Rezende/AFP

Um duelo que promete ser muito disputado vai movimentar a segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2018. Nesta quinta-feira, às 12 horas (de Brasília), o Peru desafia a poderosa seleção da França em choque programado para a Arena Central, em Ekaterimburgo. Os franceses iniciaram a caminhada derrotando a Austrália por 2 a 1 e vão encaminhar a classificação para as oitavas de final em caso de triunfo. A vaga será garantida se, além do triunfo, os franceses foram beneficiados pela derrota da Austrália, que um pouco mais cedo pega a Dinamarca.

A seleção peruana, que estreou perdendo de 1 a 0 para a Dinamarca, precisa vencer para manter vivo o sonho da classificação. Para isso o técnico Ricardo Gareca conseguiu colocar na cabeça de seus jogadores que é possível jogar de igual para igual com a campeã mundial de 1998.

“O futebol é um jogo entre homens, portanto, qualquer coisa pode acontecer. Vamos a campo pensando que temos condições de jogarmos de igual para igual com a França e tentarmos a vitória”, explicou o lateral-direito Luis Advincula.

Guerrero entrou no segundo tempo contra a Dinamarca e deve ser titular contra a França (Foto: Filippo Monteforte/AFP)

Para este jogo o Peru terá desde o começo o atacante Paolo Guerrero, a estrela da companhia, preservado diante da Dinamarca por conta da falta de ritmo de jogo. Ele ganha a vaga de Jefferson Farfán.

“Guerrero está em boas condições físicas e pode fazer um grande jogo”, disse Gareca.

Pelo lado da França, o técnico Didier Deschamps cobrou uma melhora na qualidade de jogo de sua equipe, que esteve longe dos bons momentos contra a Austrália.

“Podemos e devemos fazer um jogo melhor contra a seleção peruana. Vamos encarar um adversário que vai exigir ainda mais da gente pela qualidade e velocidade com que joga. Precisamos ficar atentos”, disse Deschamps.

Em termos de escalação a França terá duas mudanças para esta partida. O meia Blaise Matuidi e o atacante Olivier Giroud entram na equipe, respectivamente, nas vagas de Corentin Tolisso e Ousmane Dembelé. Assim, o time reforça a marcação.

A França pode garantir vaga nas oitavas de final já na segunda fase se vencer o Peru (Foto: Franck Fife/AFP)

O Peru também entra em campo modificado. O volante Renato Tapia, que levou um choque na cabeça contra a Dinamarca, não se recuperou e fica de fora. Pedro Aquino assume o posto. Andy Polo entra na vaga de André Carrillo, que perdeu posição por conta de dores na coxa direita.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA X PERU

Local: Arena Central, em Ekaterimburgo (Rússia)
Data: 21 de junho de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 9h(de Brasília)
Árbitro: Moham Abdulla (Emirados Árabes Unidos)
Assistentes: Mohamed Alhammadi (Emirados Árabes Unidos) e Hasan Almahri (Emirados Árabes Unidos)

FRANÇA: Hugo Lloris; Benjamin Pavard, Raphaël Varane, Samuel Umtiti e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Blaise Matuidi e Paul Pogba; Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud
Técnico: Didier Deschamps

PERU: Pedro Gallese; Luis Advíncula, Christian Ramos, Alberto Rodríguez e Miguel Trauco; Pedro Aquino, Yoshimar Yotún, André Carillo (Andy Polo), Renato Tapia (Edison Flores) e Christian Cueva; Paolo Guerrero
Técnico: Ricardo Gareca



Escalações prováveis de Argentina e Croácia (Arte: Laurence Saubadu, Maria-Cecília Rezende/AFP)

Após estrear empatando com a Islândia por 1 a 1 sob um festival de críticas, a Argentina precisa reagir. A primeira oportunidade será o duelo contra a Croácia, nesta quinta-feira, às 15h00 (de Brasília), no Estádio Nizhny Novgorod, em Nizhegorodskaya, na Rússia, em choque válido pela segunda rodada do Grupo C. Os argentinos aparecem com um ponto, ao lado dos islandeses.

O cenário é complicado para os hermanos pois a Croácia lidera a chave com os três pontos conquistados após o triunfo por 2 a 0 sobre a Nigéria na estreia. Por isso mesmo os atletas argentinos sabem que vão precisar se doar ainda mais.

“A Argentina poderia ter vencido na estreia pois criou oportunidades para isso. Mas não podemos ficar pensando no que passou, pois, o intervalo entre os jogos é muito curto e temos que ganhar da Croácia, um time experiente e com jogadores atuando em clubes de ponta do futebol mundial. Além disso, que chega embalado pelo triunfo na estreia. A nossa doação em campo será enorme e estou confiante”, disse

Jorge Sampaoli, treinador da Argentina, passou a adotar a estratégia de proteger o aspecto psicológico de seus atletas. Principalmente do craque Lionel Messi, que desperdiçou um pênalti contra a Islândia e vem sendo muito criticado pelo baixo rendimento com a camisa da seleção.

“Não acho confortável ficarem criticando o Leo. Quando você faz um gol com a camisa argentina, comemorarmos todos. E quando não ganharmos é responsabilidade de Leo? Me sinto responsável por Leo ter perdido o pênalti e vou gritar com ele quando fizer um gol. É o melhor do mundo, mas não é só um jogador que vai mudar uma partida ou ser responsável pelo fracasso”, avisou Sampaoli.

Messi vem sendo cobrado na Argentina (Foto: Mladen Antonov/AFP)

A Croácia chega para este jogo com um clima um pouco pesado apesar da estreia vitoriosa. Isso porque o atacante Nikola Kalinic foi cortado após se recusar a entrar nos minutos finais do jogo contra a Nigéria. O técnico Delic Zlatko não confirmou o gesto de indisciplina e alegou que o jogador deixou a delegação por conta de dores nas costas.

Apesar desses problemas, os jogadores croatas garantem que vivem um excelente momento e prometem uma boa atuação contra diante do adversário: “O ambiente é bom e nós queremos muito a classificação para as oitavas de final. Se perdermos para a Argentina vamos deixar de lado um pouco da importância do triunfo sobre a Nigéria. Temos que pontuar e acredito que podemos fazer um jogo de igual para igual se deixarmos o nosso máximo dentro das quatro linhas. Confio em nosso time”, afirmou Rakitic, um dos líderes do elenco.

Em termos de escalação, Sampaoli vai modificar o time, mas faz mistério. Os meias Enzo Pérez e Maximiliano Meza disputam um lugar no meio. Pior para Lucas Biglia, barrado. Outro que perde o posto é o lateral-esquerdo Marcos Rojo, assim como o meia Ángel Di María. O primeiro será substituído por Gabriel Mercado, com a zaga sendo fortalecida para liberar a entrada do atacante Cristian Pavón.

Já a Croácia, satisfeita com a estreia, vai repetir a escalação. Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
ARGENTINA X CROÁCIA

Local: Estádio Nizhny Novgorod, em Nizhegorodskaya (Rússia)
Data: 21 de junho de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 15h(de Brasília)
Árbitro: Ravshan Irmatov (Uzbequistão)
Assistentes: Abduxam Rasulov (Uzbequistão) e Jakhongir Saidov (Uzbequistão)

ARGENTINA: Willy Caballero, Gabriel Mercado, Nicolás Otamendi e Nicolás Tagliafico; Eduardo Salvio, Javier Mascherano, Enzo Pérez (Maximiliano Meza), Marcos Acuña e Lionel Messi; Cristian Pavón e Sergio Agüero.
Técnico: Jorge Sampaoli

CROÁCIA: Danijel Subasic, Sime Vrsaljko, Dejan Lovren, Domagoj Vida e Ivan Strinic; Ivan Rakitic, Luka Modric, Ivan Perisic, Milan Badelj, Marcelo Brozovic e Mario Manzukic.
Técnico: Delic Zlatko



Crédito: Laurence Saubadu, Marimé Brunengo, Maria-Cecilia Rezende/AFP

Embalada pela vitória de 1 a 0 sobre o Peru na estreia, a Dinamarca busca o segundo triunfo consecutivo nesta quinta-feira, às 9 horas (de Brasília), quando vai medir forças com a Austrália na Cosmos Arena, em Samara, na Rússia, em choque válido pela segunda rodada do Grupo C. Os dinamarqueses dividem a liderança com a França, que fez 2 a 1 nos australianos. Assim, enquanto os europeus tentam encaminhar a vaga nas oitavas, os Cangurus tentam os primeiros pontinhos.

Age Hareide, comandante da Dinamarca, solicitou a seus jogadores um melhor desempenho, pois, apesar do triunfo na estreia, os dinamarqueses foram dominados pelos peruanos. O discurso foi assimilado.

“Sabemos que precisamos melhorar e apresentar um bom futebol, pois nem sempre a bola vai entrar quando a gente estiver em um mau dia. Temos que fazer um jogo melhor contra a Austrália, que tem um bom time”, disse o meia Christian Eriksen.

O camisa 10 Christian Eriksen é o grande jogador da Dinamarca (Foto: Filippo Monteforte/AFP)

Já Bert Van Marwijk, comandante da Austrália, planeja fechar os espaços para o adversário ficar vulnerável nos contra-ataques.

“Vamos tentar congestionar o meio-de-campo e impedir o toque de bola da Dinamarca, a forçando a apelar para a precipitação. Se retomarmos a posse de bola podemos partir em busca de contra-ataques mortais”, disse Bert Van Marwijk.

Em termos de escalação, a Austrália vai manter a base que atuou contra a França, uma vez que a atuação foi considerada positiva.

Mile Jedinak marcou o gol da Austrália sobre a França na primeira rodada da Copa (Foto: Saeed Khan/AFP)

Já na Dinamarca uma péssima notícia. O volante William Kvist fraturou a costela contra o Peru e já foi até cortado da delegação para iniciar tratamento. Lasse Schöne assume a sua vaga diante da Austrália.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
DINAMARCA X AUSTRÁLIA

Local: Cosmos Arena, em Samara (Rússia)
Data: 21 de junho de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 9 horas (de Brasília)
Árbitro: Antonio Mateu (Espanha)
Assistentes: Pau Cebrian Devis (Espanha) e Roberto Díaz Pérez (Espanha)

DINAMARCA: Kasper Schmeichel; Henrik Dalsgaard, Simon Kjaer, Andreas Christensen e Jens Larsen; Lasse Schöne, Thomas Delaney, Yussuf Poulsen, Christian Eriksen e Pione Sisto; Nicolai Jorgensen
Técnico: Age Hareide

AUSTRÁLIA: Mathew Ryan; Joshua Risdon, Mark Miligan, Trent Sainsbury e Aziz Behich; Mile Jedinak, Aaron Mooy, Matthew Leckie, Tom Rogic e Robbie Kruse; Tomi Juric (Andrew Nabbout)
Técnico: Bert van Marwijk



Thiago Silva é um dos poucos atletas no elenco da Seleção que já disputaram uma Copa do Mundo (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O técnico Tite já definiu quem será o próximo capitão de sua equipe nesta Copa do Mundo. Após Marcelo vestir a braçadeira na estreia, chegou a vez de Thiago Silva assumir a condição de líder oficial do time canarinho nesta sexta-feira, contra a Costa Rica, em São Petersburgo.

Essa é a segunda vez que Thiago Silva assumirá a condição de capitão do Brasil. O zagueiro do Paris Saint-Germain também vestiu a braçadeira em junho do ano passado, no amistoso contra a Argentina, em Melbourne, na Austrália.

Após iniciar a Era Tite como reserva de Marquinhos, que formava dupla com Miranda, o experiente defensor, que disputa sua terceira Copa da carreira, acabou convencendo Tite de que poderia assumir a condição de titular. Criticado pelo seu descontrole emocional no Mundial de 2014, Thiago Silva tem a chance de reconstruir sua imagem agora na Rússia.

O último jogador que ainda não havia sido capitão da Seleção Brasileira era Gabriel Jesus, premiado no amistoso contra a Croácia, em Liverpool. Depois, Miranda vestiu a braçadeira contra a Croácia, porém, o zagueiro da Inter de Milão já havia desempenhado tal papel anteriormente, assim como seu companheiro de zaga Thiago Silva.

O Brasil entra em campo contra a Costa Rica nesta sexta-feira, às 9h (de Brasília), no estádio Krestovsky, em São Petersburgo.