COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A estreia ruim do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, empatando com a Suíça de forma surpreendente, serviu para aumentar a confiança dos próximos oponentes da Amarelinha na primeira fase da competição. Pelo menos é o que mostrou o atacante Marcos Ureña, da Costa Rica, adversário dos brasileiros na segunda rodada do Grupo E.

“O grupo está com muita confiança. A Suíça conquistou um ponto, então os brasileiros não são invencíveis. Vamos com tudo para conquistar um bom resultado contra o Brasil”, afirmou o jogador, em coletiva de imprensa.

Contra a Sérvia, Ureña foi substituído no segundo tempo (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

Ureña ainda acredita que os comandados de Tite chegarão pressionados para o confronto, algo que deve facilitar o trabalho dos costarriquenhos em busca do resultado, até então considerado improvável.

“Esperávamos mais do Brasil, mas dá para ver que estão lidando com muita pressão. Vamos aproveitar. Eles têm que atacar e vão abrir espaços”, completou.

Brasil e Costa Rica duelam a partir das 9h (no horário de Brasília) de sexta-feira, em partida que será realizada em São Petersburgo. Enquanto os brasileiros dividem a segunda posição do grupo com a Suíça, com um ponto cada, os costarriquenhos, derrotados na estreia pela líder Sérvia, se encontram na lanterna, com nenhum ponto somado.

 



Carlos Sánchez, sentado, se tornou o colombiano mais rápido a ser expulso em Copas do Mundo (Foto: Filippo MONTEFORTE / AFP)

Com menos de três minutos de jogo, aos exatos 2 minutos e 56 segundos, o volante Carlos Sánchez colocou a mão na bola e saiu bem antes da derrota sofrida pela Colômbia diante do Japão, pelo placar de 2 a 1. Além de ter “atrapalhado” sua equipe, o jogador agora tem uma marca negativa na sua carreira: é o segundo atleta mais rápido a levar um cartão vermelho na história das Copas do Mundo.

A única marca que Sánchez não conseguiu “destronar”, foi a do lateral-esquerdo uruguaio José Batista, que no Mundial de 1986, disputado no México, foi expulso com apenas 54 segundos na partida diante da Escócia. O jogo, que era válido pela fase de grupos daquela Copa do Mundo, terminou em 0 a 0, mas a seleção do Uruguai teve muita dificuldade de segurar o placar após a saída do defensor.

No jogo entre Colômbia e Japão, o volante foi expulso ao tentar evitar o gol japonês, diferentemente do lance de Batista, quando deu um carrinho violento em uma jogada sem perigo no lado do campo. No duelo desta terça-feira, os japoneses fizeram uma bela jogada na entrada da área e tiveram a chance de marcar, já que o goleiro Ospina estava fora do gol. Mesmo com Sánchez evitando num primeiro momento, Kagawa marcou de pênalti em seguida. A Colômbia até conseguiu o gol de empate aos 38 minutos, em cobrança de falta de Quintero. Com a superioridade numérica, contudo, os japoneses eram melhores na partida, e fecharam a vitória por 2 a 1 com gol de Osako, de cabeça, aos 31 minutos do segundo tempo.

 



Neuer é o capitão da seleção alemã que tentará conquistar o pentacampeonato na Rússia (Foto: Patrik STOLLARZ/AFP)

A seleção alemã não estreou na Copa do Mundo da maneira que todos esperavam no último domingo, perdendo para o México por 1 a 0. Agora, os atuais campeões mundiais já estão com o alerta ligado. Capitão da equipe, o goleiro Manuel Neuer garantiu que o elenco está considerando os dois próximos jogos pela fase de grupos como verdadeiras finais.

Não bastasse a derrota inusitada para o México, a Suécia acabou vencendo a Coreia do Sul na outra partida do Grupo F, resultado que colocou ainda mais pressão na ‘Mannschaft’, que terá pela frente na próxima rodada, marcada para sábado, justamente os suecos.

“A partir de agora, todas as partidas que temos são finais. Os jogadores têm que mostrar que podem fazer, mas estamos convencidos de que podemos conseguir”, afirmou Manuel Neuer, capitão da seleção alemã.

“Reclamar do que aconteceu não vai mudar as coisas, todos sabemos disso. Temos que deixar para trás o mais rápido possível”, completou o goleiro do Bayern de Munique, que voltou a atuar recentemente após um longo período fora dos gramados em decorrência de uma lesão de uma lesão no pé esquerdo, que chegou, inclusive, a ser operado.





Jesse Lingard durante a partida contra a Tunísia, na última segunda-feira (Foto: Nicolas Asfouri/AFP)

O jogo entre Inglaterra e Tunísia, pelo Grupo G da Copa do Mundo, marcou o início da caminhada dos ingleses em busca de seu segundo título mundial. Para Jesse Lingard, no entanto, o peso da camisa não é só pelo país que ela representa, mas também por todos os antecessores de seu número: o 7.

Em suas redes sociais, o meia, que atualmente joga pelo Manchester United, postou uma sequência de jogadores que já vestiram esta combinação pela seleção inglesa. Alan Ball, Bryan Robson, Keegan e Bechkam foram os homenageados da vez.

“Ontem à noite foi um dos momentos mais marcantes da minha vida. Número 7 da Inglaterra em uma Copa do Mundo! Ball, Robson, Keegan, Bechkam… Lendas”, disse o craque na publicação.

A Inglaterra venceu a Tunísia por 2 a 1 com dois gols de Harry Kane, jogador do Tottenham. Na próxima rodada, os ingleses encaram o Panamá, no domingo, às 9h (de Brasília).



Renato Augusto entrou no decorrer do jogo contra os suíços e foi elogiado por Tite (foto: Pascal Guyot/AFP)

Antes mesmo de a Seleção Brasileira estrear na Copa do Mundo da Rússia com um frustrante empate por 1 a 1 com a Suíça, no domingo, na Arena Rostov, o técnico Tite já havia ressalvado que poderia fazer mudanças na sua formação para a sequência do torneio. A ideia ganhou força em função do desempenho da equipe na primeira rodada do grupo E.

Um dos cotados a ganhar espaço é justamente um jogador que estava em baixa. Atuando em um futebol menos exigente – defende o Beijing Guoan, da China –, o meia Renato Augusto se apresentou à Seleção Brasileira em piores condições do que os seus companheiros. O ex-jogador do Corinthians compensou a defasagem com uma sobrecarga de treinamentos, contraiu uma inflamação no joelho esquerdo e acabou poupado dos amistosos contra Croácia e Áustria.

Diante da Suíça, porém, Renato foi a campo no segundo tempo, substituindo o volante Paulinho, e melhorou a articulação ofensiva da Seleção Brasileira. Foi dele, por exemplo, o passe para o centroavante Gabriel Jesus no lance em que o time nacional reclamou de pênalti no ex-palmeirense, por agarrão de Akanji.

“O Renato é um articulador, e o Paulo não estava no seu melhor dia. Trouxe um pensador para a equipe, até com a possibilidade de ele trocar de lugar com o Coutinho”, comentou Tite, que sentia necessidade de convocar mais um atleta com essas características antes da Copa. Os meias Diego, Rodriguinho e Lucas Lima, porém, acabaram preteridos na lista brasileira.

Renato Augusto é uma opção para a armação central de jogadas do Brasil (Tite também testou o volante Fernandinho no posto, sem sucesso), utilizada no início do trabalho do treinador. A entrada dele poderia custar a vaga de Willian, isolado e inoperante na ponta direita contra a Suíça, entre os titulares.

O meio-campo não é o único setor que gera dúvidas. No comando ofensivo, Tite tem gostado de ver Roberto Firmino na vaga de Gabriel Jesus. A troca foi feita também no decorrer da partida de estreia. “O Firmino está muito bem, apesar de o Gabriel se movimentar, ter confiança”, disse o treinador.

A outra alteração feita por Tite contra a Suíça foi a do volante Casemiro por Fernandinho. O primeiro deles, contudo, é titular absoluto do Brasil. “O Casemiro tinha tomado um cartão amarelo. Não substituo um atleta só por isso, porém ele fez momentos perigosos em seguida, dando carrinhos”, explicou. “Os três que entraram, para mim, foram bem. O Fernandinho entrou em um momento difícil, e o Renato pode dar ainda mais porque está em um processo de retomada”, indicou.

Seja como for, a escalação da Seleção Brasileira para a segunda rodada do grupo E da Copa do Mundo da Rússia ainda está indefinida. Tite deverá mostrar nos próximos dias quem entrará em campo contra a Costa Rica, na manhã de sexta-feira, em São Petersburgo.




 

Polônia e Senegal se enfrentam nesta terça-feira, às 12 horas (de Brasília), no Estádio Spartak, em Moscou, na Rússia, pelo Grupo H da Copa do Mundo, que conta ainda com Colômbia e Japão, que se enfrentam mais cedo. Os poloneses foram cabeça-de-chave por conta da boa campanha recente, tendo inclusive se classificado nas Eliminatórias européias sem a necessidade de repescagem. Já os senegaleses querem repetir o feito do único Mundial que participaram, o de 2002, na Ásia, onde foram para as quartas de final e terminaram na sétima colocação.

Adam Nawalka, treinador da Polônia, acredita que um duelo muito equilibrado nesta estreia.

“São dois times que se equivalem em termos de fraquezas e forças, apesar dos estilos diferentes. Portanto, acredito em um duelo muito equilibrado e decidido na base dos detalhes. A concentração será importante”, disse Nawalka.

Robert Lewandowski, atacante do Bayern de Munique, é o craque da Polônia (Foto: Alexander Nemenov/AFP)

Comandante de Senegal, Aliou Cissé promete uma postura ousada.

“Mesmo sendo estreia, o primeiro jogo é para ousar, para se buscar a vitória e a tranquilidade dentro da chave”, disse Cissé.

Em termos de escalação a Polônia conseguiu recuperar a tempo o meia Jakub Blaszczykowski, que chegou a ser dúvida poe conta de uma lesão no joelho direito. Mas a estrela da companhia é sem dúvida nenhuma o artilheiro Robert Lewandowski, que terminou a Bundesliga na arttilharia pelo Bayern de Munique e também foi artilheiro da Polônia nas Eliminatórias européias com 16 gols.

Já a seleção de Senegal conta seu maior craque. A principal estrela de Senegal é o atacante Sadio Mane, que forma com o egípcio Salah e com o brasileiro Roberto Firmino o infernal trio de atacantes do Liverpool. O desfalque é o lateral direito Saliou Ciss, cortado por lesão neste domingo.

Já o atacante Sadio Mané, do Liverpool, é o grande jogador de Senegal (Foto: Issouf Sanogo/AFP)

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
POLÔNIA X SENEGAL

Local: Estádio Spartak, em Moscou (Rússia)
Data: 19 de junho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 12h(de Brasília)
Árbitro: Shukralla (Bahrein)
Assistentes: Tulefat Yaser (Bahrein) e Al Marri Taleb (Catar)

POLÔNIA: Wojciech Szczesny; Lukasz Piszczek, Jan Bednarek (Kamil Glik), Michal Pazdan e Maciej Rybus; Grzegorz Krychowiak, Karol Linetty, Piotr Zielinski, Kamil Grosicki e Jakub Blaszczykowski; Robert Lewandowski
Técnico: Adam Nawalka

SENEGAL: Khadim N’diaye; Moussa Wagué (Lamine Gassama), Kalidou Koulibaly, Lamine Sané (Saliou Ciss) e Youssouf Sabaly; Cheikhou Kouyaté (Salif Sane), Idrissa Gueye e Alfred N’diaye; Moussa Konaté (Keita Balde), Sadio Mane e Diafra Sakho (Mbaye Niang)
Técnico: Aliou Cissé



Neymar deverá usar um novo modelo de chuteiras a partir das oitavas de final da Copa do Mundo, caso a Seleção Brasileira avance da fase de grupos do torneio. Segundo o site especializado em chuteiras e camisas de futebol Footy Headlines, o camisa 10 contará com pares exclusivos, o que não vem acontecendo até então.

Nesta primeira fase da Copa do Mundo, nem mesmo Cristiano Ronaldo, principal nome da Nike, atua com chuteiras exclusivas. Ainda não se sabe se o craque português também terá pares personalizados no mata-mata do torneio, contudo, ao menos os de Neymar já vazaram.

Neymar jogou a Copa de 2014 com chuteiras exclusivas (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

A chuteira criada para Neymar é predominantemente amarela. Na língua, há o nome de Neymar bordado. No calcanhar, há listras pretas e brancas que vão até a sola, onde estão as travas.

Essa não é a primeira vez que o principal nome da Seleção Brasileira disputará uma Copa do Mundo com chuteiras exclusivas. Em 2014, Neymar atuou com pares dourados, enquanto o restante dos atletas que usavam o mesmo modelo da Nike contou com pares vermelhos.