Saúde financeira e vida política do Cruzeiro mantêm Mano Menezes

Imagem ilustrativa para a matéria
Mano dará resposta ao Cruzeiro até a próxima quinta-feira (Foto: Marcello Zambrana/Light Press/Cruzeiro)

Com futebol questionável, com muitos gols sofridos nas últimas partidas e pouca evolução da equipe de um modo geral, o técnico Mano Menezes balança no cargo. Após a derrota para o Atlético-MG, nesse domingo, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro, essa situação voltou a ficar evidente, mas alguns detalhes ajudam o treinador na permanência.

A Gazeta Esportiva apurou que a questão financeira para mandar o técnico Mano Menezes embora atrapalha, já que o valor da multa contratual é alto. Ao fechar com a Raposa, em 2016, após um período curto na China, o contrato teve a rescisão com um valor considerado ruim para o time gastar agora, sobretudo, diante da folha de pagamento gorda celeste.

Cruzeiro sofreu três gols em cada um de seus últimos dois jogos (Foto: Marcello Zambrana/Light Press/Cruzeiro)

A opção pensada nos bastidores seria uma negociação amigável, tendo em vista que o trabalho não rende bons frutos depois de sete meses em 2017. O Cruzeiro atualmente está na 13ª colocação, com 14 pontos anotados. A cúpula celeste, porém, entende que o elenco tem condições de estar em um ponto maior.

Outro ponto que evita a troca de técnico é o momento político do Cruzeiro. A reportagem apurou que a Raposa procurou, há cerca de duas semanas, o técnico Dorival Júnior apenas para uma sondagem - saber condições, valores e aceitação do treinador. Porém, ouviu não. O motivo: Dorival não tem certeza do futuro azul estrelado e não tem garantias para poder fazer um contrato mais longo e o temor de sair em dezembro.

O Cruzeiro terá eleições no fim do ano. Em uma possível troca de gestão, o treinador não teria a garantia de permanência para uma sequência maior de trabalho. O clima político nos bastidores tem agitado a vida celeste.

Há pouco tempo o senador Zezé Perrella se colocou como candidato, mas desistiu após ter seu nome no noticiário da corrupção brasileira. Porém, ele colocou o ex-superintendente de futebol da Raposa, Sérgio Santos Rodrigues, para assumir a frente da chapa "Tríplice Coroa" e buscar o posto de mandatário. Além dele, outros nomes trabalham para candidaturas.

Conteúdo Patrocinado