Jô pede auxílio da tecnologia após gol mal anulado em Curitiba

Tomás Rosolino - São Paulo, SP
19/06/2017 18:10:43

Em: Brasileiro Série A, Corinthians, Futebol
Atacante completou 150 jogos pelo Corinthians no último domingo (Foto: Tomás Rosolino/Gazeta Press)

O centroavante Jô poderia ter dado continuidade ao ótimo momento que vive no Corinthians no último final de semana, mas um erro do assistente Michael Correia na partida contra o Coritiba, no Couto Pereira, impediu que sua jogada com o volante Maycon, aos 42 minutos do segundo tempo, se transformasse no gol da vitória alvinegra. Buscando problematizar a dificuldade do lance, o camisa 7 só mostrou firmeza ao questionar a demora na implantação da tecnologia para auxiliar os juízes no futebol brasileiro.

“Muito difícil ficar culpando, são seres humanos também. Erram como a gente. Mas, se hoje em dia pode ser usado o vídeo, por que não usar? Fica escolhendo alguns jogos, alguns usam e outros não usam?”, disse o jogador, fazendo referência à disputa da Copa das Confederações, que está sendo realizada na Rússia, na qual os árbitros podem pedir auxílio do árbitro de vídeo em lances como impedimentos, gols e pênaltis.

“Da minha parte foram dois lances que prejudicaram, contra o Cruzeiro e esse”, afirmou, lembrando uma oportunidade em que recebeu passe por elevação de Jadson, no triunfo por 1 a 0 sobre a Raposa, no meio da semana passada. “Eu não chutei porque já tinha ouvido o apito, mas tinha plena condição de fazer o gol ali”, ressaltou o camisa 7.

“Todo time podia ter o direito de pelo menos um tempo usar um lance duvidoso, não sei, cabe ao pessoal analisar o que seria melhor. Se é para melhorar, por que não usar? Muitos podem achar que vai ficar mecânico o futebol, mas acho que vem para ajudar”, continuou o artilheiro corintiano da temporada, com 11 gols marcados.

Jô ainda foi sincero ao reconhecer que o desempenho apresentado pela equipe ficou muito abaixo do esperado, principalmente pela forte marcação do Coritiba. Sorridente, porém, ele fez questão de lembrar, de forma bem-humorada, que o horário das 11h não é o ideal para as partidas.

“Não achei bom o horário do jogo, acordei muito cedo, não me alimentei do jeito que eu me alimento. Você fica mais cansado, a concentração cai, a qualidade não aparece. Foi também o jogo que eu mais apanhei ali. Eles neutralizaram pontos fortes, não tivemos alternativa, foi um jogo bem abaixo do que aquilo que a gente vinha apresentando”, relembrou, explicando ainda a diferença entre treinar e jogar nesse horário.

“Treinamento tem pausas, tem treino que é mais leve, outro mais pesado, mas os dois têm pausas. Você pode errar, é um treino. Agora jogo é 90 minutos, valendo três pontos, é no campo dos caras, então é muito diferente. Não consegui dormir direito, acordei 7h30 da manhã. Quando você vem treinar você come um pão na chapa, bolinho, tranquilo. Lá eu tive que comer macarrão 8h da manhã (risos). Prejudica o espetáculo, fica um jogo morno”, concluiu.