Comitê da Copa no Catar contesta relatório da Anistia Internacional

São Paulo, SP

01-04-2016 11:32:23

O Mundial do Catar de 2022, o primeiro que deverá acontecer no final do ano por conta de questões climáticas, segue gerando discussões na comunidade internacional. A divulgação de um relatório produzido pela Anistia Internacional, em janeiro, gerou o descontentamento das autoridades cataris, que rebateram as críticas.

De acordo com as observações, as condições de trabalho nas obras dos estádios da Copa violam por completo os direitos humanos. O relatório afirmou que os trabalhadores não têm seus direitos respeitados, sofrem abuso e ainda são sujeitos a trabalho forçado.

Um dos exemplos usados foi o Khalifa Stadium, que está sendo remodelado para ser um dos palcos principais do torneio. “As condições de segurança não são satisfatórias. Eles têm que trabalhar 16 horas por dia, seis dias por semana. Depois, são levados para alojamentos, alguns dos quais são degradantes”, disse Regina Spottl, da Anistia Internacional.

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O secretário-geral do Comitê Organizador do torneio, Hassan al-Thawadi, alega que o relatório não tem base correta já que, entre a colheita das amostras e a divulgação dos resultados, muita coisa mudou. “A investigação aconteceu entre fevereiro e maio de 2015, com resultados entregues em janeiro de 2016. Durante esse período, condições foram corrigidas”, disse.

Em tempo, o dirigente garantiu que as melhorias com relação às condições de vida e trabalho dos operários estão sendo propostas de forma gradativa.

“O trabalho tem sido feito. Leis estão sendo alteradas e há mais fiscalização do governo. Progressos têm sido feitos com relação às acomodações, o resultado vem sendo entregue. Sempre defendemos que a Copa é um catalisador para uma mudança positiva”, reforçou.

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