Gazeta Esportiva

Bueno releva cobrança da 'turma do amendoim' e vê clima bom no Santos

Do correspondente Vitor Anjos - Santos,SP

28/02/17 | 15:46 - 01/03/17 | 16:02

Vitor Bueno marcou o primeiro gol do Santos contra o Botafogo-SP, no último sábado, na Vila Belmiro (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)
Bueno marcou o primeiro gol do Santos contra o Botafogo-SP, no último sábado, na Vila (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Apesar da vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Botafogo-SP, no último sábado, pela sexta rodada do Campeonato Paulista, o clima entre jogadores e torcida segue estremecido. Durante toda a partida, os torcedores pressionaram os santistas e vaiaram algumas jogadas enquanto o placar estava zerado. Incomodados com os protestos, os atletas cobraram apoio nos 90 minutos e mostraram descontentamento após o apito final.

O lateral-esquerdo Zeca, por sua vez, chegou a chutar uma bola na arquibancada e reclamou em um áudio vazado no Whatsapp. De acordo com o meia Vitor Bueno, porém, a cobrança é normal, mas existem alguns exageros. E para exemplificar a situação, o jovem de 22 anos citou um termo criado pelo técnico Felipão nos anos 90, quando ele comandava o Palmeiras.

"Todo torcedor vai acabar cobrando. Cada um cobra de uma forma. Algumas críticas são construtivas, outras pesadas. Vai do jogador assimilar e levar numa boa. A torcida do Santos sempre ajudou. Um ou outro da turma do amendoim que enche o saco. Procuro não ligar muito para isso e prestar atenção no jogo. Zeca falou, mas já passou. É assunto encerrado. Grupo de 10 ou 20 que veio manifestar, tem direito, time não estava ganhando. Três jogos sem ganhar não é normal e cobrança é válida. Agora, nesse momento de crescente, pedimos apoio do torcedor. Sabemos que é difícil ver o time do coração não ganhar, mas tenho certeza que estão fechados com a gente e vão fazer diferença", explicou o camisa 7, em entrevista coletiva nesta terça-feira, no CT Rei Pelé.

Se o clima com os torcedores não é dos melhores, a situação é completamente diferente quando o papo é dentro dos vestiários. Após o gol de Rafael Longuine, aos 46 minutos do segundo tempo, chamou a atenção o fato de nenhum jogador comemorar o tento ao lado do reserva. Mesmo assim, Bueno vê o elenco 'fechado' para buscar a recuperação na temporada.

"Vou ser bem sincero: eu não fui porque estava sozinho na hora da comemoração. Mas comemoramos depois no vestiário, todos felizes, clima é bom. Vocês sabem", concluiu o meia.

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