Gastão ou bom negociante? Rui Costa divide opiniões por onde passou

São Paulo, SP

29-01-2021 06:00:34

Rui Costa foi confirmado na noite da última quarta-feira como novo diretor-executivo de futebol do São Paulo. O profissional assumirá o cargo ao fim do Campeonato Brasileiro, quando Raí, que é quem ocupa o posto atualmente, encerrará sua passagem como dirigente tricolor.

Há quase dez anos no mercado, Rui Costa já passou por quatro clubes do futebol brasileiro, uns com mais poderio financeiro, outros com menos, conhecendo diferentes realidades e necessidades de um projeto. No São Paulo, a demanda será pelo famoso “bom e barato”, já que o clube não dispõe de um bom fluxo de caixa.

O primeiro grande clube da carreira de Rui Costa foi o Grêmio. Ele exerceu o cargo de diretor-executivo de outubro de 2012 a maio de 2016, contratando jogadores que acabaram se tornando fundamentais na conquista da Libertadores de 2017, quando já não estava mais no clube.

Em sua gestão no Grêmio, nomes como Douglas, Fernandinho, Pedro Geromel, André Santos, Pará, Giuliano, Marcelo Oliveira e Barcos foram contratados para que o clube, que investiu pesado, pudesse vencer a Libertadores de 2013, mas acabou eliminado nas oitavas de final para o Santa Fé, da Colômbia.


Logo em seguida, Rui Costa assumiu a Chapecoense tendo a difícil missão de montar um elenco inteiro após o trágico acidente que dizimou a maioria da delegação do clube, que viajava à Colômbia para disputar a final da Copa Sul-Americana. O dirigente ficou em Chapecó de dezembro de 2016 a agosto de 2018, faturando o Campeonato Catarinense.

O trabalho seguinte de Rui Costa foi no Athletico-PR, entre agosto de 2018 e janeiro de 2019. Apesar do pouco tempo no Furacão, o diretor-executivo conseguiu trazer um bom dinheiro ao clube, vendendo o atacante Pablo, revelação do futebol brasileiro à época, ao São Paulo pela bagatela de R$ 25 milhões, contratação mais cara da história do Tricolor.

Depois de passagens por dois clubes com um poderio financeiro mais modesto, Rui Costa assumiu o Atlético-MG em abril de 2019 e ficou em Belo Horizonte até fevereiro de 2020. Este talvez seja o trabalho mais criticado do dirigente, muito por causa das contratações de atletas que acabaram não vingando, casos de Lucas Hernández, Ramón Martínez e Franco Di Santo.

O Galo também abriu os cofres para investimentos altos. Nomes como Guilherme Arana, Savarino, Allan e Diego Tardelli desembarcaram em Belo Horizonte por uma alta quantia de dinheiro, mas nem mesmo um elenco estrelado foi capaz de evitar as eliminações para o Unión de Santa Fé, logo na primeira fase da Sul-Americana, e para o Afogados, na Copa do Brasil, resultados que derrubaram também o técnico venezuelano Dudamel.

Agora no São Paulo, Rui Costa terá de se adequar à nova realidade financeira do clube. Afundado em dívidas e com receitas inferiores ao seu potencial, o Tricolor adotou uma política de austeridade financeira para os próximos três anos. Ou seja, as contratações serão limitadas, sem estrelas, salários altos, e com o uso considerável de jovens promessas reveladas em Cotia. Grande desafio para um time e um profissional que buscam um recomeço.

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