Presidente do Atlético Nacional diz que "falta tudo" para acordo com o Santos

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Felipe Aguilar O presidente do Atlético Nacional (COL), Juan David Pérez, ainda está cauteloso sobre um acordo com o Santos pela dívida na contratação de Felipe Aguilar, zagueiro atualmente no Athletico-PR.  O débito é de cerca de R$ 4 milhões por parcelas atrasadas na negociação de janeiro de 2019. Esse calote gerou punição na Fifa e impede o Peixe de registrar novos jogadores.  "Nada formal. Até não assinarmos, não existe nada. Só vou acreditar quando assinarmos. Passo a passo", disse Pérez, em contato com a Gazeta Esportiva.  Em entrevista no último sábado, Orlando Rollo foi mais otimista.  "A maior parte (do pagamento) é referente à venda antecipada dos mecanismos de solidariedade. Estão sendo usados na nossa negociação com o Atlético Nacional. Aceitaram receber esses valores. Outra parte vem da Virada Santista, nossa vaquinha. Alinhamos acordo com o Atlético Nacional", falou o presidente até 31 de dezembro.  O Peixe tinha 844 mil euros (R$ 5,2 mi) a receber a curto prazo por mecanismos de solidariedade - valores pagos a clubes formadores por venda de atletas. Com problemas financeiros, o Alvinegro negociou a venda desses créditos no mercado financeiro. Com juros e comissão, a antecipação será de 718 mil euros (R$ 4,5 mi). As parcelas dos mecanismos se referem a negociações com Robson Bambu (Nice), Danilo (Juventus), Caio Henrique (Monaco), Carlos Vinicius (Benfica) e Felipe Anderson (West Ham). E na vaquinha virtual, o Santos arrecadou cerca de R$ 1,1 milhão. Essa quantia, mais a antecipação, serão transferidas ao Atlético Nacional se o clube da Colômbia aceitar o acordo. 

Há 10 dias, o presidente interino Orlando Rollo anunciou "acordo alinhado" com o Atlético Nacional pela dívida do Santos com Felipe Aguilar, ex-Atlético Nacional (COL) e atualmente no Athletico-PR.

E a história não é bem assim. Em entrevista à Gazeta Esportiva, Juan David Pérez, presidente do clube colombiano, adotou discurso bem diferente, apesar de elogiar Rollo.

"Falta tudo: vontade, acordo, pagamento. Atlético Nacional não assinou acordo e nem recebeu qualquer pagamento. Orlando Rollo conversou comigo, diferentemente do anterior (José Carlos Peres). É um grande senhor, deu a cara, mas até agora não há avanços reais", explicou Pérez.

O imbróglio deve ficar para o novo presidente, Andrés Rueda, resolver a partir de janeiro de 2021. A dívida é de cerca de R$ 4 milhões por parcelas atrasadas na negociação de janeiro de 2019. Esse calote gerou punição na Fifa e impede o Peixe de registrar novos jogadores.

Vale lembrar que Rollo também anunciou acordo com o Huachipato, do Chile, por Yeferson Soteldo. Após a aprovação do Conselho Deliberativo, a negociação não foi concluída. Os débitos com Atlético Nacional e Huachipato mantém o Santos sob bloqueio na Fifa.

No início do mês, Orlando Rollo afirmou que o Santos concluiria o acordo com o Huachipato nos "próximos dias". A transação foi aprovada no Conselho há dois meses.

O Peixe "devolveria" 50% dos direitos econômicos ao Huachipato. O Alvinegro do ex-presidente José Carlos Peres combinou de pagar 3,55 milhões de dólares (R$ 20 milhões) em 2019 e não transferiu um real sequer. Soteldo ficaria na Vila Belmiro até os chilenos negociarem o meia-atacante.

Com o "sim" santista, o Huachipato retiraria da Fifa uma cobrança de 7,2 milhões de dólares (R$ 40 mi) diante do calote do clube brasileiro. A equipe ainda pagaria 200 mil dólares (R$ 1,1 milhão) diretamente ao camisa 10 para quitar dívidas em luvas, premiação e direitos de imagem.

Por fim, o Santos ficaria com 10% do valor que exceder uma venda de Soteldo pelo Huachipato por no mínimo 8 milhões de dólares (R$ 45 mi). Essas condições foram aprovadas pelos conselheiros são base do acerto atual com os chilenos.

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