Gravações colocam em xeque derrota do Santos na Libertadores de 64

Do correspondente Tiago Salazar - Santos,SP

22-06-2015 13:54:00

Neste domingo, a América, emissora argentina de televisão, publicou gravações telefônicas feitas com aval da Justiça que revelaram um provável esquema liderado por Julio Grondona, ex-presidente da Federação Argentina de Futebol. Grondona morreu ano passado, aos 82 anos. Na conversa com Abel Gnecco, diretor da Escola de Árbitros da AFA e representante da AFA no Comitê de Arbitragem da Conmebol, ambos falam sobre a atuação de Carlos Amarilla, árbitro paraguaio que apitou a partida decisiva das oitavas de final da Copa Libertadores de 2013 entre Corinthians e Boca Juniors, no Pacaembu.

Neste domingo, a América, emissora argentina de televisão, publicou gravações telefônicas feitas com aval da Justiça que revelaram um provável esquema liderado por Julio Grondona, ex-presidente da Federação Argentina de Futebol. Grondona morreu ano passado, aos 82 anos. Na conversa com Abel Gnecco, diretor da Escola de Árbitros da AFA e representante da AFA no Comitê de Arbitragem da Conmebol, ambos falam sobre a atuação de Carlos Amarilla, árbitro paraguaio que apitou a partida decisiva das oitavas de final da Copa Libertadores de 2013 entre Corinthians e Boca Juniors, no Pacaembu.

Entre risadas e chacotas, Grondona e Gnecco deixam evidências claras de que Amarilla agiu na intenção de beneficiar os argentinos e eliminar a equipe paulista do torneio continental. Em seguida, ao conversarem sobre as próximas escalas combinadas de árbitros para novos duelos, o ex-presidente da AFA pede para Gnecco “tomar cuidado com os bandeirinhas” e faz uma nova revelação que evolve outro grande time do estado de São Paulo: o Santos.

"Julio, isso eu aprendi com você há mais ou menos quarenta anos", comenta Gnecco, sobre ‘não esquecer de envolver os auxiliares no suposto esquema. Na resosta, Grondona é incisivo e irônico. "Em 1964, quando jogamos com o Santos, eu bati o (árbitro) Leo Horn, que era holandês, com os dois bandeirinhas". A conversa termina na sequência, com os dois cartolas gargalhando e evitando entrar em detalhes pelo telefone. Na Copa Libertadores de 1964, o Santos era mais uma vez o grande favorito ao título após levantar o caneco nos dois anos anteriores. Porém, acabou derrotado pelo Independiente, time argentino presidido justamente por Julio Grondona na época.

Em 1964, Santos tinha tudo para ser tricampeão da Libertadores da América, mas acabou derrotado pelo Independente
Em 1964, Santos tinha tudo para ser tricampeão da Libertadores da América, mas acabou derrotado pelo Independente - Credito: Acervo/Gazeta Press

Na primeira partida, válida pela semifinal da competição, o Peixe acabou derrotado no Maracanã por 3 a 2. No jogo de volta, no país vizinho, o Independiente voltou a vencer, desta vez por 2 a 1, e avançou à final, quando se sagrou campeão pela primeira vez ao despachar o Nacional, do Uruguai.

O alvinegro praiano entrou em campo nas duas partidas com: Gilmar, Ismael, Modesto, Dalmo, Zito, Haroldo, Peixinho, Lima, Toninho, Almir e Pepe.

Pelé, que já era o melhor jogador do mundo em 1964, não participou de nenhum dois duelos contra o Independiente, clube que atualmente conta com sete títulos, sendo assim, o maior campeão da Libertadores da América até hoje.

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