WTorre revela outros pedidos, mas prefere parceria com Verdão

São Paulo, SP

10-11-2015 17:11:54

Prestes a completar um ano da inauguração, estádio alviverde é modelo 'único' de negócio (Foto:Fernando Dantas/Gazeta Press)
Prestes a completar um ano da inauguração, estádio alviverde é modelo 'único' de negócio (Foto:Fernando Dantas/Gazeta Press)

Defendendo que "empreender é surpreender", a WTorre, que atua nas áreas de construção e desenvolvimento em infraestrutura, abraçou o Palmeiras e bancou o projeto de reconstrução de seu estádio. Planejando reaver a verba que foi investida num período entre 15 e 20 anos, Rogério Dezembro, CEO da área de entretenimento da empresa, admitiu que grandes clubes brasileiros entraram em contato na tentativa de fazer o mesmo modelo de negócio, mas que nenhuma dessas outras propostas era tão vantajosa e segura quanto à desenvolvida com o Verdão.

Em participação na ESPN Brasil nesta terça-feira, o diretor da empresa preferiu não revelar os clubes em questão e detalhou os motivos que fazem do Allianz Parque um negócio rentável. "A gente não gostaria de expor os clubes. Foram clubes de grande torcida de São Paulo, do Rio e de cidades do Nordeste que queriam ter um modelo idêntico ao do Palmeiras", disse. "Tem um tripé no Allianz Parque torna o tipo de negócio sustentável: uma grande torcida, o fato de estar em São Paulo, mercado de grandes eventos, e naquela localização", prosseguiu.

Admitindo que "talvez seja possível fazer outros modelos de negócios, mas iguais a esse (do Allianz Parque) não", o diretor relatou o cuidado que tem para aliar as estratégias de ganho da empresa - a quem compete 100% dos lucros obtidos com shows de música, por exemplo - às do clube, que tem direito a totalidade do ganho sobre as bilheterias em dias de jogos. Após apresentações dos cantores Katy Perry, Rod Stewart e da banda Muse, o estádio tem uma agenda de shows garantida até março, quando se apresentará o grupo de rock Iron Maiden.

"É uma briga diária para afinar esse modelo de negócios", disse, de forma descontraída. "É um modelo novo, não temos outros exemplos. A gente tem que atrair outros eventos, como shows, mas sem prejudicar o clube, porque o torcedor do Palmeiras é o público mais importante do Allianz Parque. Temos que fazer uma orquestração com todo o cuidado", acrescentou, atribuindo a mesma parcimônia aos acordos entre diretoria e empresa para a compensação dos gastos.

"A gente não sabe, mas temos uma estimativa de que entre 15 e 20 anos teremos recuperado o investimento. É importante que os resultados aconteçam rápido porque a cada ano que passa o percentual do Palmeiras (sobre os ganhos com o estádio) aumenta, então a WTorre tem que entregar uma parte maior da receita para o clube, e isso vai tornando mais difícil a missão de recuperar o investimento", alertou Rogério Dezembro, por fim.

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