Mentor de Tchê Tchê, Fernando Diniz se espanta com sensibilidade de Cuca

São Paulo, SP

23-12-2016 08:44:43

Responsável por resgatar o futebol do meio-campista Tchê Tchê, o técnico Fernando Diniz disse que ficou surpreso com a sensibilidade adotada por Cuca na relação com o jogador. O atleta de 24 anos foi titular do Palmeiras desde a primeira rodada do Brasileirão e só perdeu um dos 38 jogos que levaram à conquista do eneacampeonato.

Antes de se destacar no Verdão, Tchê Tchê acumulou passagens sem brilho pelo país e cogitou abandonar a carreira. Integrado ao Grêmio Osasco Audax por Diniz, o meia encontrou o bom futebol no Estadual deste ano e ajudou o time a alcançar o vice-campeonato. Ele foi contratado pelo Palmeiras após receber uma ligação telefônica do próprio Cuca.

"O Tchê Tchê amadureceu muito como pessoa. O Paulista serviu para ele pegar confiança e saber que podia jogar em um time grande. Sempre foi protagonista à medida que o time foi avançando no Estadual. E o Cuca foi muito sensível ao perceber como deveria utilizá-lo. Isso também foi surpreendente", afirmou Diniz.

"Foi um trabalho que teve uma continuidade muito boa no Palmeiras, porque é muito mais difícil jogar lá do que no Audax. Tem méritos de muita gente envolvida. Teve a nossa parte do Audax. Teve a parte do próprio Tchê Tchê. E teve o respaldo que ele recebeu do Cuca e dos jogadores do Palmeiras", acrescentou.

Tchê Tchê, jogador Palmeiras, recebe o Troféu Bola de Prata 2016, como um dos dois melhores volantes do Campeonato Brasileiro 2016, durante cerimônia de premiação organizado pela ESPN Brasil no Teatro Santander, na Zona Sul da capital paulista.
Tchê Tchê colecionou prêmios individuais por conta de sua atuação no Brasileiro (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Diniz também se permitiu analisar os motivos que levaram Tchê Tchê a adquirir um entrosamento tão rápido com o meia Moisés. O treinador disse que a forma como ele atuou no Palmeiras lembrava a parceria exercida no Audax com Camacho, hoje no Corinthians.

"O Tchê Tchê e o Moisés têm características parecidas em termos de mobilidade. São atletas que se apresentam muito para o jogo e são jovens. Isso é um fator de equilíbrio para o meio-campo do Palmeiras e de desequilíbrio tático para o adversário. Era algo semelhante ao que ocorria quando ele jogava com o Camacho. Ambos tinham uma dinâmica semelhante e uma precisão no passe que chamavam a atenção em momentos difíceis", recordou.

O desempenho no Palmeiras fez Tchê Tchê colecionar prêmios individuais neste mês, entre eles a Bola de Ouro, do canal ESPN, e uma vaga na seleção do Brasileirão. Para Diniz, a ascensão do meio-campista é uma prova de que o trabalho feito no Audax está no rumo certo.

"Minha linha de trabalho sempre foi essa. Pego jogadores que têm potencial e foram rotulados pelo mercado como nomes sem condições, ou que são jovens e ainda não despontaram. Sempre creio que eles podem virar a qualquer momento. Foram três anos de manutenção da base que surtiram efeitos muito positivos no Audax", concluiu.

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