Diretor aprova custo benefício de Guerrero e faz mistério sobre técnico

Theo Chacon* - Itu,SP

01-12-2015 10:00:24

Sem citar Muricy (E), diretor prevê anúncio de técnico após eleições (Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
Sem citar Muricy (E), diretor prevê anúncio de técnico após eleições (Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Garantindo que já começou a planejar as mudanças para o ano de 2016, Rodrigo Caetano, diretor de futebol do Flamengo, analisou com frieza a campanha regular do Rubro-Negro. Presente no encontro que aconteceu em Itu (SP), na última segunda-feira, o diretor comentou as falhas durante a temporada, mas fez questão de valorizar o alto investimento em Guerrero apesar do jejum de gols que vive o peruano.

Representando os dirigentes executivos na palestra que colocou em discussão as formas de disputa do futebol no Brasil, Rodrigo Caetano palpitou em diversos assuntos, como as questões de calendário de competições e do prazo de validade curto dos treinadores no futebol nacional, mas despistou sobre o futuro técnico do clube. Em relação às especulações que colocam Muricy Ramalho, companheiro no debate, como alvo, o diretor manteve o mistério.

"O Flamengo está bem próximo do novo técnico. Temos mais um jogo ainda, as conversas já existem com relação ao novo comandante, mas depois das eleições isso vai ser confirmado. Foram feitas algumas consultas, mas no que diz respeito à contratação, esse nome se reduziu a um. Precisamos de continuidade. O Flamengo tratou a escolha com muito mais critério para chegar em um consenso", admitiu.

Depois de despontar como melhor time no returno, ao emendar uma sequência de seis jogos sem derrota logo na chegada de Oswaldo de Oliveira, o Rubro-Negro viu a instabilidade tomar conta do rendimento, o que fez o clube despencar até estacionar na segunda metade da tabela. Maior investimento do Flamengo no ano, o peruano Paolo Guerrero acompanhou a queda da equipe e não conseguiu fazer jus à expectativa criada por sua chegada.

Contratado por três anos pelos cariocas, que devem gastar pouco mais de R$ 41 milhões com o atacante ao fim do vínculo, Guerrero chegou valendo R$ 16 milhões em luvas depois de rescindir contrato com o Corinthians, e logo nas primeiras horas já mostrou sua marca: a entrega.Caetano vê investimento acertado em Guerrero e prevê anúncio de técnico após eleições (Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press)Caetano aprova investimento em Guerrero apesar de jejum de gols (Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Apresentado em uma terça-feira, Guerrero treinou e viajou a Porto Alegre (RS) no mesmo dia para enfrentar o Internacional, sendo fundamental na vitória ao abrir o placar e dar o passe para o segundo gol. Os três gols nos primeiros cinco jogos deram esperanças à torcida, que atualmente sofre com o jejum do peruano, sem balançar as redes pelo Flamengo desde 23 de agosto.

A seca de gols, no entanto, não abala a confiança do diretor de futebol. "Não há dúvida em relação à contratação do Guerrero, talvez uma expectativa exagerada em razão do pouco tempo que ele tem de clube. A mudança faz com que demore um pouco mais para se adaptar, mas não existe dúvida em relação aos investimentos. Sabemos que quanto mais tempo estivermos com o Paolo, menos preocupação teremos no comando de ataque", disse.

Campeão nos outros dois cariocas em que passou - Copa do Brasil em 2011, com o vasco, e Brasileiro em 2010, com o Fluminense -, Caetano não escondeu a frustração por não ter alcançado os objetivos planejados em seu primeiro ano no Flamengo. "A nível de resultado de campo ainda estamos longe do ideal. Não conquistamos nenhum título e esperávamos que com as mudanças do meio do ano nos aproximássemos de objetivos como, no mínimo, a Libertadores", lamentou.

Apesar de ter fracassado em certos termos, o Flamengo já pensa em 2016 mesmo com a eleição presidencial no próximo dia 7, e buscará corrigir tudo aquilo que fugiu dos planos. "Queremos que o clube siga a reestruturação financeira, mas também já se aproximando de um projeto de futebol ideal para competir na parte de cima. Quando se fala em 2016, não estamos falando só em atletas ou em um treinador. Estamos pensando em uma estrutura física e tecnológica. Não adianta contar com um grande atleta se não estiver no ápice da performance", planejou.

*especial para Gazeta Esportiva

Deixe seu comentário