Tite impõe objetivos: final da Copa do Brasil e vaga na Libertadores de 2017

Tomás Rosolino - São Paulo,SP

06/05/16 | 18:15 - 06/05/16 | 18:26

Treinador reclamou da arbitragem e disse que confia na recuperação da equipe (Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press)
Treinador reclamou da arbitragem e disse que confia na recuperação da equipe (Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press)

O técnico Tite pediu para os seus jogadores não esmorecerem após a eliminação do Corinthians na Copa Libertadores da América deste ano. Alegando estar agora falando com a razão e não mais com a emoção, como no pós-jogo do empate por 2 a 2 com o Nacional-URU, o treinador apontou a decisão da Copa do Brasil e uma vaga na própria Libertadores do ano que vem como objetivos do segundo semestre.

"Nosso objetivo agora é chegar na final da Copa do Brasil e na Libertadores do ano que vem. Esses são objetivos reais. Ser campeão, é outra coisa. Um sonho. Mas o objetivo real é esse", comentou o treinador na tarde desta sexta-feira, em entrevista concedida no CT Joaquim Grava, situado no Parque Ecológico, na Zona Leste de São Paulo, pouco depois da reapresentação do elenco Alvinegro.

De acordo com o comandante, que foi responder às perguntas da imprensa ao lado do preparador físico Fábio Mahseredjian, o clube acabou eliminado tendo uma melhor campanha tanto do que Nacional quanto do Audax. "Os dois fizeram menos pontos que a gente e, sem conseguir ganhar do nosso time, nos eliminaram. É difícil, né? Mas passou. Vamos tentar reconstruir", observou o gaúcho.

Ainda incomodado com a queda, Tite demorou um pouco, mas apontou intervenção direta da arbitragem de Néstor Pitana na eliminação corintiana. Para ele, o Nacional tem tradição e camisa na Libertadores, mas isso conta muito mais por "intimidar" os juízes.

"Não queria falar, mas... Enfim, vou falar. Isso conta quando o juiz percebe quem é (risos). Sem tirar o mérito do Nacional, mas quando o juiz percebe isso é que a camisa mais conta", disse o técnico. "No intervalo, após o lance do fair play do Giovanni, que segurou, olhou para o jogador, segurou de novo, aí o jogador caiu e eles vieram para cima, eu fui comentar com ele. Ele me disse: "Desculpa, não vi". Quem estava no estádio e não viu aquilo", bradou o treinador, que pede insistentemente para os jogadores não reclamarem do árbitro nos jogos.

"Coloca para jogar o Corinthians e o Nacional umas dez vezes, você vai ver que o mais provável é que a gente ganhe quase todos. Pega os números, oito finalizações, chances claras. Se a bola aos 49 minutos e meio entra, todo mundo ia exaltar a alma corintiana", concluiu.

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