Futebol

Corinthians fez seu melhor jogo na temporada, crava Carille

Tiago Salazar - São Paulo , SP
10/03/2019 18:51:33 — 10/03/2019 18:52:14

Em: Campeonato Paulista, Corinthians, Escolha do editor, Futebol, Notícias

O Corinthians não venceu, mas o desempenho mostrado no clássico contra o Santos acabou não só elogiado pelos jogadores como também pelo técnico Fábio Carille, que não viu nenhum jogo melhor de sua própria equipe em 2019.

“Sem dúvida foi o melhor jogo do Corinthians na temporada. As chances que o Santos teve, na maioria foi em erros nossos de saída. Eles jogaram no contra-ataque. Saio muito satisfeito”, analisou, ciente de que ter uma semana livre para recuperação dos atletas e treinos ajudou muito.

“Tenho escutado que o nível do futebol brasileiro não está legal, e não está mesmo, mas passa muito pelo calendário. No jogo contra o Racing busquei muitas coisas, eles não têm Estadual, fazem praticamente cinco ou seis jogos por mês. Aqui fazemos oito ou nove. Até o jogo contra o São Bento eu não fiz um treino decente para cobrar dos meus jogadores, foi tudo na base da conversa e recuperação”, disse.

“A qualidade dos jogos, para a televisão vender um produto melhor, para o torcedor ver um jogo melhor, passa pelo calendário. É muito ruim você ver o jogador ‘pô, tenho que jogar outra vez’. Porque cansa, não prepara direito, não treina. Tivemos uma semana boa para trabalhar, e acho que estamos no caminho certo”, concluiu.

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Carille.

Estratégia contra o Santos
“Acompanhamos alguns jogos que eles fizeram, e todos os times que marcaram em cima eles tiveram dificuldade. E foi isso que trabalhamos de diferente. Depois, com a bola, procurar trocar bastante passes e envolver. É perigoso, porque podem roubar a bola no seu campo”.

Futebol mais vistoso
“A tendência é ser melhor, com melhor preparo físico. O campeonato não está legal. Se os times tivessem mais tempo, estariam melhor. Não é só o Corinthians. Acho que o ideal são seis jogos por mês. Uma quarta com jogo e outra não. Acredito que se tiver isso, o torcedor e vocês vão acompanhar jogos melhores”.

Volta por cima de Danilo Avelar
“Não falamos sobre isso ainda, mas nas nossas reuniões ele (Avelar) é o mais regular. Marca bem, chega bem, é claro. Mostra que tem personalidade pela pressão que sofreu. Tive uma conversa só com ele em janeiro, quando cheguei. Para um cara ficar dez anos na Europa tem que ter qualidade. Ano passado, muitas coisas aconteceram, mudança de elenco, e torcida e imprensa pegaram no pé. Hoje não vejo mais ninguém reclamar, fico feliz pela recuperação dele”.

Retorno de Jadson
“Eu estou com dois meias em campo, não considero o Pedrinho um atacante. Estamos tentando melhorar a questão de o Pedrinho entrar na área. É característica dele, estamos tentando melhorar. No banco, conversando com o Leandro, pensei em usar o Jadson na do Pedrinho. Mas ficou um jogo de muita transição e achei perigoso usar o Jadson”.

Clayson bem
“O Clayson é outro jogador que se falou muito sobre troca (por Luan, do Galo) quando ainda não tinha assumido. Quando acertei, falei para a diretoria que tinha que ser uma coisa muito vantajosa para o Clayson sair. Em 2017 eu briguei por dois jogadores para o Corinthians contratar: o Clayson e o Jadson. Acho que o futebol está faltando esse jogador de quebrar a marcação, do um contra um. Passou um momento ruim ano passado, vem trabalhando forte e conquistando seu espaço”.

Desempenho
“O que mais agradou que estávamos com dificuldade é a questão de agredir o adversário com questão de tabelas, triangulações. Estamos com três volantes, mas um volante mesmo que é só o Ralf, o Júnior Urso chega, o Sornoza é um meia”.

Melhora coletiva
“Eu percebo que falta tempo de trabalho. Falei no início que não tinha feito um trabalho decente para depois cobrar dos jogadores. Muitos jogadores chegando, outros machucados no início. São vários fatores. Se tivesse mais tempo de trabalho, o rendimento poderia ser melhor”

Boa partida de Fagner
“O Fagner conheço bem o potencial, trabalhamos com ele desde 2014, considero o Fagner um armador pelo lado, tem drible e cruzamento. Ele vem crescendo. Ele precisa de jogo, desde 2014 o começo dele não é legal. Tive que acelerar, porque o Michel sofreu uma lesão. É um jogador muito qualificado”




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