Corinthians dá sinais de que não precisa de um centroavante para ser protagonista

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Foto: Rodrigo Coca

Por Tiago Salazar

Não há nenhuma dúvida de que um grande centroavante pode potencializar ainda mais o time do Corinthians, que já ostenta tanta qualidade técnica.

Mas, há condição, esperança e alternativa para essa mesma equipe não apenas sobreviver, mas, sim, ser protagonista e competitiva sem o tal homem de referência.

A partida dessa quarta-feira foi uma pequena demonstração de que é possível ser envolvente, incisivo e seguro quando se tem Giuliano, Renato Augusto, Paulinho, Willian e Róger Guedes, juntos, em campo.

Jô pode ser um pivô útil, para momentos peculiares. Como Liédson chegou a ser em 2012, quando o esquadrão de Tite brilhava com Jorge Henrique e Emerson Sheik formando dupla de ataque.

Tite queria um camisa 9. Por isso, chegou Guerrero. Mas, o atual técnico da Seleção Brasileira se virou muito bem enquanto não teve o peruano. Mais que isso, ergueu a América.

Que o Corinthians entenda a lição.

Os jogadores ainda não estão no auge físico, ainda não estão se entendendo tão rapidamente, até por isso tivemos algumas movimentações erradas no primeiro tempo, contra o São Bernardo, o que culminou em poucas chances claras de gol.

Mas, é questão de tempo até que tudo se encaixe, e para isso serve o Paulistão, convenhamos.

Na etapa final do duelo em Itaquera, por exemplo, a qualidade falou mais alto e os passes, principalmente, saíram mais caprichados.

Assim, Paulinho finalizou, Róger Guedes marcou dois, Willian desencantou e até passe de cavada de Du Queiroz o time proporcionou.

Um Corinthians maduro, mas leve. Organizado, mas articulado e com incessantes trocas de posição entre os atletas. Atrás, nenhum sofrimento.

O São Bernardo começou o embate como terceiro na classificação geral, vinha de empates com Palmeiras e Santos. Não era nenhum bobo do futebol, se é que ainda existe algum. O Corinthians, no entanto, tornou o jogo mais fácil do que se imaginava.

É cedo, mas é promissor. Com confiança e muito treino, a perspectiva pode subir. E está claro: mais do que um centroavante, o Corinthians precisa mesmo é de um grande comandante.

Essa, sim, é a peça que falta. É o setor crucial dessa montagem.

Um europeu se avista, dizem que para essa semana ainda. Bom, a Libertadores começa em abril, tempo suficiente.

Com um técnico inteligente, com ou sem centroavante, o Corinthians tem condição de almejar o que quiser nesta temporada.

 

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