COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Paulo Bento teve uma breve passagem pela Raposa em 2016 (Foto: Washington Alves/LightPress)

Na tarde desta sexta-feira, o presidente da Associação Coreana de Futebol (KFA), Kim Pang-gon anunciou a contratação de Paulo Bento para o comando técnico da Coreia do Sul. O português irá assinar um vínculo com a seleção até a Copa do Mundo de 2022, no Catar. Seu último clube foi o Chongqing Lifan, da China, onde foi demitido após um campeonato nacional irregular.

“Acreditamos que Bento é o técnico que pode desenvolver o futebol sul-coreano se nós pudermos apoiá-lo nestes próximos quatro anos”, afirmou Kim Pang-on.

Esta será a segunda experiência do treinador lusitano em uma seleção. Entre 2010 e 2014, dirigiu a seleção portuguesa e, inclusive, comandou Portugal na Copa disputada no Brasil, quando foi eliminado ainda na fase de grupos.

Paulo Bento teve uma passagem rápida pelo Brasil quando dirigiu o Cruzeiro, em 2016, no total foram 17 partidas à frente da Raposa, com seis vitórias, três empates e oito derrotas. Além da equipe brasileira, passou pelo Olympiacos, da Grécia, e Sporting, de Portugal.

A seleção sul-coreana surpreendeu no Mundial da Rússia, quando derrotou a Alemanha por 2 a 0, na última partida da fase de grupos, e terminou na terceira colocação do Grupo F. Shin Tae-yong era o comandante da equipe e não teve o contrato renovado.



Di María pediu afastamento da seleção Argentina (Foto: Luis Acosta/AFP)

A fraca campanha da Argentina na Copa do Mundo segue resultando em profundas transformações no elenco. Depois de Lionel Messi, principal jogador da equipe pedir um afastamento pelo menos até o final do ano, o meia Di María e o zagueiro Otamendi pediram para não serem mais convocados pela albiceleste.

Ambos os atletas alegaram problemas pessoais. Entretanto, não descartaram a possibilidade de serem chamados no futuro. A priori estão de fora dos compromissos diante da Colômbia e Guatemala, os primeiros amistosos da seleção depois do Mundial. A informação é da imprensa argentina.

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Lionel Scaloni, que comanda a Argentina, e seu auxiliar, Pablo Aimar queriam contar com a dupla. Por contrato, sete atletas devem aparecer na próxima convocação. São eles: Dybala, Armani, Pavón, Tagliafico, Lo Celso, Meza e Mercado. As novidades em relação a Copa devem ser Busto e Alan Franco, do Indpendiente, Gonzalo Martinez, que defende o River Plate e Matias Vargas, atualmente no Velez Sarsfield.

Um novo treinador só deve ser anunciado no ano que vem, onde o foco será na Copa América, disputada no Brasil. A ideia é de que Scaloni e Aimar deixem algum legado e chamem jogadores de até 25 anos que se destacam no futebol europeu. A promessa Lautaro Martínez deve estar na lista.

Comandada por Jorge Sampaoli no Mundial, a Argentina caiu nas oitavas de final para a França, mas fez uma fase de grupos sofrível ao se classificar em segundo lugar, atrás da finalista Croácia.

Otamendi pediu afastamento da Argentina (Foto: Ernesto Benavides/AFP)


Um dos melhores jogadores da última Copa do Mundo, Romelu Lukaku pode se despedir da Bélgica. O jogador tem a intenção de se aposentar da seleção logo depois da Eurocopa de 2020.

Em entrevista ao site Business Insider, o atacante do Manchester United deixou a possibilidade de se retirar da Bélgica após a competição. “Depois da Euro, penso que irei parar”, afirmou o jogador, de apenas 25 anos e duas participações em Copas do Mundo.

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Além disso, o centroavante fez questão de ressaltar a histórica campanha da seleção, que resultou no terceiro lugar, a melhor participação da equipe no Mundial. Por fim, projetou um novo patamar alcançado pelos Diabos Vermelhos, tendo a obrigação de alcançar voos maiores nas próximas competições que disputar.

“Para nós, enquanto país, temos de entrar em cada grande torneio para chegar às semifinais, e partir desse ponto. Chegar lá para ganhar tudo, mas não se contentar com menos do que as semifinais”, pontuou.

Pela Bélgica, foram 75 partidas e 40 gols. Na Copa, anotou quatro tentos, mas foi peça fundamental para a seleção chegar ao terceiro lugar, brilhando na partida diante do Brasil.

Lukaku deverá sair da seleção belga logo depois da Eurocopa (Foto: AFP)


O caminho do Brasil para a Copa do Mundo do Catar, em 2022, começa nesta sexta-feira. Tite será o responsável de dar início à escrita da trajetória da Seleção em seu novo ciclo ao selecionar, pela primeira vez após a eliminação no Mundial da Rússia, os jogadores que irão compor a delegação dos amistosos contra os Estados Unidos e El Salvador, em setembro.

A hora da renovação chegou. Não só pela necessidade de se preparar o esquadrão que disputará o ciclo para a próxima Copa, já que 17 dos 23 nomes chamados pelo treinador da Seleção terão mais do que 30 anos no Mundial seguinte, mas também pelas boas atuações, tanto em solo nacional quanto estrangeiro, de jovens jogadores que podem agregar ao time de Tite.

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Os casos mais emblemáticos são os de Arthur, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior. Os dois primeiros chegaram a figurar na lista de suplentes para a disputa na Rússia e, pelo bom momento atravessado, dificilmente não farão parte do começo do processo de renovação do Brasil. Paquetá permaneceu em alta atuando pelo Flamengo e Arthur, inclusive, teve sua contratação sacramentada ao Barcelona e já chamou atenção da mídia europeia em sua estreia em partidas oficiais pelo clube catalão.

Vinícius Júnior também mudou de ares. Oficializado como jogador do Real Madrid ao completar 18 anos, a jovem promessa “sofreu” com a ameaça de ser emprestado para ganhar experiência, mas o rendimento nos amistosos de pré-temporada e os elogios do treinador Julen Lopetegui o credenciaram a permanecer no clube e conquistar, pouco a pouco, seu espaço no elenco merengue.

Do outro extremo do campo está Malcom. Depois de chamar a atenção no Bordeaux, o ex-corintiano teve a Roma como destino provável, mas o Barcelona atravessou a negociação e confirmou a contratação do atleta. Não por acaso. Logo em sua estreia oficial como jogador do clube catalão, o camisa 14 anotou seu gol e ajudou o Barça a vencer o Boca Juniors. Por já ter trabalhado com Tite no Corinthians, Malcom está em pauta para aparecer entre os 23 selecionados.

Em solo brasileiro, outros destaques também podem ser observados. Um dos principais artilheiros da temporada nacional, Pedro, atacante do Fluminense, tem somente 21 anos e já soma 10 gols anotados na Série A do Campeonato. Everton também entra na lista: o atacante, principal nome do Grêmio na temporada, é observado de perto pela comissão técnica da Seleção e pode ser uma alternativa para o comandante da equipe verde e amarela.

Entretanto, o maior destaque é Rodrygo, do Santos. Já negociado com o Real Madrid, pelo valor de 54 milhões de euros, o atacante assumiu o status de sensação do futebol brasileiro. Estrela e revelação do Peixe até aqui, Rodrygo foi procurado por Barcelona, Bayern de Munique, Borussia Dortmund e Paris Saint-Germain, mas acabou por acertar com os merengues e se juntará à equipe em junho de 2019.

Para a zaga, o nome que surge como possível selecionado de Tite é o de Éder Militão. Preocupado com a falta de promessas para o setor defensivo e a idade avançada dos titulares habituais, o comandante vê em Militão, cria da base do São Paulo e agora jogador do Porto, um potencial para ocupar a lacuna deixada por Daniel Alves, que terá 39 anos na Copa do Catar.

Tite dá início ao ciclo para Catar nesta sexta-feira (Foto: Pedro Martins/Mowa Press)

Outros jogadores correm por fora para estarem na lista dos 23 desta sexta-feira, mas não são descartados para, em algum ponto do ciclo para o próximo Mundial, atuarem com a camisa verde e amarela. Este é o caso de David Neres (Ajax), Richarlison (Everton), Bruno Henrique (Palmeiras) e Pedrinho (Corinthians).

Quaisquer sejam os nomes a serem escolhidos por Tite, o Brasil precisa, com seu novo elenco, lapidar e construir sua própria ótima geração. O processo de renovação começa nesta sexta-feira, às 11h00 (horário de Brasília), na sede da Confederação Brasileira de Futebol – a mesma entidade que bancou o treinador e depositou confiança em seu trabalho para 2022.







O Barcelona jogou a International Champions Cup nos Estados Unidos, na pré-temporada (Foto: Lachlan Cunningham/Getty Images/AFP)

Um acordo fechado entre a liga que controla o futebol espanhol e uma multinacional em Miami, a Relevant, resultou na realização de partidas fora de território europeu pela primeira vez na história. A parceria será válida, inicialmente, por 15 anos e já neste ano poderão haver alguns duelos, talvez de Real Madrid ou Barcelona, em solo americano, conforme informou o jornal El Pais.

A iniciativa, que chamará La Liga North America e terá os direitos divididos entre a federação e a multinacional, objetiva expandir o futebol para aumentar a popularidade desse esporte, assim como já funciona com as ligas da NFL, NBA, MBL e NHL. Ainda segundo o jornal espanhol, esse tipo de ação ajudará durante a realização da Copa do Mundo de 2026, que terá como sede Estados Unidos, Canadá e México.

“Estamos voltados a fomentar a paixão do futebol por todo o mundo. Esse revolucionário acordo, sem dúvidas, dará um impulso fundamental para a popularidade deste lindo esporte nos Estados Unidos e Canadá”, afirmou o presidente da La Liga, Javier Tebas.

A Relevant, multinacional localizada em Miami, foi a mesma empresa que comandou a International Champions Cup, torneio pré-temporada que contou com grandes equipes europeias, como Real Madrid e Barcelona.



A atual campeã da Copa do Mundo assumiu a liderança do ranking da Fifa, divulgado pela entidade nesta quinta-feira de manhã. Ganhando seis posições a partir de um novo método de cálculo, agora a França está à frente de Bélgica (2º), Brasil (3º), Croácia (4º) e Uruguai (5º). Esta é a primeira vez desde 2002 que os Bleus chegaram ao topo, a apenas três pontos do segundo colocado.

Um dos fatos que chama atenção é a posição da campeã de 2014, Alemanha: eliminada ainda na fase de grupos em 2018, perdeu 14 pontos e agora ocupa a 15ª colocação. A Itália, que não se qualificou para a competição da Rússia, figura na 21ª posição, atrás de Peru, País de Gales, Polônia e Holanda.

Croácia, Uruguai, Inglaterra e Dinamarca integram agora o top 10, enquanto Argentina, Chile, a própria Alemanha e Polônia saíram da primeira parte da lista. O Brasil caiu uma posição, enquanto a seleção egípcia foi a que mais perdeu pontos (77), perdendo 20 posições. Dessa forma, os dez primeiros colocados são: França, Bélgica, Brasil, Croácia, Uruguai, Inglaterra, Portugal, Suíça, Espanha e Dinamarca (empatadas na pontuação). Para conferir a lista completa, clique aqui.

O novo cálculo da Fifa, aprovado pelo conselho em junho, dá maior peso às partidas oficiais, objetivando evitar manipulações do ranking, além de oferecer as mesmas oportunidades para todas as seleções melhorarem sua classificação. Um novo ranking será divulgado em 20 de setembro.

 





Moses anunciou aposentadoria da seleção nigeriana (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)

Nesta quarta-feira, o meio-campista Victor Moses anunciou a aposentadoria da seleção nigeriana. Por meio de suas redes sociais, o jogador do Chelsea revelou que pensou muito para tomar a decisão, mas citou o peso da família e o foco no futebol de clubes como fatores importantes para a escolha.

“Quero anunciar que, depois de pensar muito, tomei a decisão de me aposentar da seleção. Passei por alguns dos melhores momentos da minha vida vestindo a camisa das ‘Super Águias’ e tenho lembranças que guardarei para sempre. Nada poderá competir com o que senti ao representar a Nigéria em nome do nosso país”, disse o jogador de 27 anos em texto divulgado em sua conta no Twitter.

“No entanto, acredito que é o momento de me afastar para me focar unicamente no meu clube e na minha família e para dar lugar às futuras gerações de estrelas das ‘Super Águias’. Somos um país abençoado com muitos jovens talentosos e agora chegou a vez deles”, completou.

Por fim, Moses elegeu os momentos mais marcantes de sua trajetória na seleção e revelou uma conversa com o alemão Gernot Rohr, treinador da Nigéria. “Há muitos momentos que se destacam para mim ao longo dos anos, desde o dia em que estreei até jogar duas Copas do Mundo e ser parte do time que ganhou a Copa Africana de Nações pela primeira vez desde 1994”, escreveu o jogador em referência ao título da Nigéria na edição de 2013 da competição africana.

“Já falei por telefone com o treinador e gostaria agradecer a ele e à comissão técnica, à NFF (Federação Nigeriana de Futebol) e a todos os meus companheiros por todo o apoio ao longo dos anos. Mais importante, gostaria de agradecer ao povo nigeriano por acreditar em mim e por me apoiar durante esse tempo. Serei sempre um nigeriano orgulhoso”, finalizou.