COI proíbe atletas de protestaram nos Jogos Olímpicos

São Paulo, SP

10-06-2020 11:59:17

Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, o COI confirmou que atletas estão proibidos de se manifestarem nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. A entidade entendeu a necessidade de ratificar a regra após diversos manifestos recentes de esportistas, em especial antirracistas, devido ao assassinato brutal de George Floyd.

O Comitê Olímpico Internacional vai seguir a regra 50 da Carta Olímpica. Esta diz que "não será permitida nenhuma demonstração ou propaganda política, religiosa ou racional nas venues olímpicas, instalações e outras áreas", mediante a punições não especificadas.

O gesto de se ajoelhar, protesto que ficou conhecido após a morte de Floyd, está proibido. Levantar aos braços com o punho cerrado, também está descartado pela entidade.

Segundo a publicação, o COI não iria repensar algo definido em função de "casos hipotéticos 13 meses antes das Olimpíadas".

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Alguns protestos nos Jogos Olímpicos estão marcados na história do esporte. Em 1968, na Cidade do México, os velocistas Tommie Smith e John Carlos abaixaram suas cabeças e levantaram os braços com punhos cerrados, se mostrando contra a desigualdade racial no pódio. Na edição dos Jogos, em 2016 no Rio de Janeiro, o maratonista etíope Feyisas Lilesa levantou os braços e cruzou os pulsos na linha de chegada. Sua manifestação era à favor de sua tribo Oromo, que sofre repressão do governo local.

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