Confederação Brasileira de Ginástica presta homenagem pelo Dia das Mães

São Paulo, SP

10-05-2020 17:16:00

A Confederação Brasileira de Ginástica prestou uma homenagem neste domingo pelo Dia das Mães. A entidade contou a história das mães de três atletas do País para representar o dia especial.

Roseli Domingos, mãe de Bárbara, que faz parte da equipe brasileira de Ginástica Rítmica, teve que ter jogo de cintura para acompanhar três filhos no esporte. Além da ginasta, ela teve uma filha, Graciele, que praticava atletismo, e um filho, Vinícius, que até ano passado tentou uma carreira no futebol. E para todos mostrou seu mais absoluto apoio. “Aos sábados era uma loucura. Tinha que levar a Bárbara ao treino, dava um pulo na pista para acompanhar a Graciele e à tarde ia ao estádio para torcer pelo Vinícius”, conta Roseli.

Roseli e Barbara Domingos (Foto: Arquivo pessoal)

Bárbara foi a única que continuou no esporte e a presença da mãe foi fundamental na trajetória, que culminou na conquista da medalha de prata na fita nos jogos Pan-Americanos do ano passado.

Outra mãe que vibra as conquistas de seu filho é a Dona Rosilene. Genitora de Caio Souza, titular da Seleção Brasileira de ginástica artística, em tempos de pandemia e isolamento social, ela volta aos momentos em que vivia com o filho na mesma casa. Atualmente, Caio ajuda com tudo em casa, mas Rosilene lembra como teve que pensar em um modo de transformar toda aquela energia que ele tinha quando criança em algo produtivo.

Caio Souza e Rosilene (Arquivo pessoal)

“Passando pela rua, vi uma cama elástica e fui ver o que era. Nem sabia direito o que era a ginástica, tinha apenas algumas lembranças da Nadia Comaneci. Sei que eu pagava para ele ir apenas duas vezes por semana, mas a própria Claudia (dona da academia de ginástica) me pediu para que eu o levasse todos os dias. Aí ela o deixava em casa pra mim”, conta a mãe do medalhista de ouro dos Jogos Pan-Americanos de Lima e atleta olímpico.

Mas e quando não é possível acompanhar todas as competições no local? Simone Pircio conhece muito bem o sentimento. Professora em uma auto-escola em Londrina, ela nunca deixa de mandar seu apoio para Nicole. Nem mesmo as aulas a impedem de acompanhar sua filha. Segundo a mãe, no Pan do ano passado, aproveitava cada brecha da aula para ver a filha nas competições, conseguindo presenciar o ouro e os dois bronzes que Nicole conseguiu obter nas finais de conjuntos.

Conjunto do Brasil ficou com a medalha de bronze na ginástica rítmica. Nicole é a segunda da direita para a esquerda. (Foto: Ernesto Benavides/AFP)

Foi por conta do sonho da filha em ser atleta profissional que a família se mudou de Piracicaba, no interior de São Paulo, para Londrina, no Paraná. Uma mudança de 470 quilômetros. Tudo porque Nicole foi selecionada para treinar na cidade.  “Eu me sinto muito honrada por ter uma filha tão batalhadora, dedicada e persistente”, diz Simone. Atualmente, a família Pircio já tem planos de se mudar para Aracaju. A capital sergipana é a cidade em que fica o Centro de Treinamento utilizado pela Seleção Brasileira de conjunto de Ginástica Rítmica.

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