COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Diego Costa atuou nos dois amistosos da Espanha durante a data Fifa (Foto: Odd Andersen/AFP)

A seleção da Espanha deixou uma boa impressão para os presentes no Estádio Wanda Metropolitano. Última partida antes do anúncio da lista de convocados para a disputa da Copa do Mundo, Julen Lopetegui viu seus comandados golearem a Argentina por 6 a 1 e os testes promovidos darem, quase em sua totalidade, um resultado positivo dentro de campo.

Um desses “testes” foi Diego Costa. Autor do primeiro gol no triunfo, o atacante não escondeu a empolgação e revelou que vê a Espanha com um elenco capaz de fazer um bom Mundial, sonhando “com coisas grandes”. “Com os jogadores que temos, nunca podemos dizer que não somos favoritos, temos sempre chances de vencer e vamos com a missão de fazer algo grande”, ressaltou em declarações ao jornal espanhol Sport.

Fora das últimas listas de Julen Lopetegui, o atacante do Atlético de Madrid voltou a ser convocado e marcou gols, cumprindo sua função primordial. Apesar do momento favorável, o hispano-brasileiro ainda não é uma certeza para o Mundial da Rússia, disputando com Rodrigo e Morata duas vagas no elenco, que voltou a atuar com um jogador de referência no comando de ataque.

“Durante os nove meses que não estava sendo convocado para a seleção estava confuso. Fiquei seis meses sem jogar por circunstâncias que todos sabem, mas eu sabia que assim que eu começasse jogar teria oportunidades novamente. Estou feliz por estar com eles”, disse o centroavante.

 



Pogba e Dembélé foram as principais vítimas do amistoso contra a Rússia (Foto: Olga Maltseva/AFP)

A vitória da França sobre a Rússia no amistoso realizado na última terça-feira em São Petersburgo acabou por ser mais uma partida marcada por casos de injúrias raciais a atletas no palco da Copa do Mundo de 2018. Desta vez, as vítimas foram dois dos principais jogadores da equipe visitante: Paul Pogba e Ousmane Dembélé, principalmente nos momentos em que se alinhavam para cobranças de escanteio.

Ainda no decorrer do confronto, testemunhas afirmaram que os insultos vindos das arquibancadas tratavam os dois atletas como “macacos”. Após a partida, o caso foi denunciado e a entidade do Futebol Contra o Racismo (FARE) acionou a Fifa, que abriu um inquérito nesta quarta-feira, menos de 24 horas depois do amistoso, com vitória do time francês por 3 a 1.

Por meio de sua conta no twitter, a ministra de esportes da França, Laura Flessel, se manifestou contra o ocorrido e lamentou que o palco da próxima Copa alimente esse discurso inadmissível. “Racismo não tem lugar no campo de futebol. Temos que agir em união a nível europeu e internacional para encerrar este comportamento inadmissível”, declarou.

Vale ressaltar que os insultos racistas não são uma novidade na Rússia. Há algumas semanas, durante a partida entre Zenit e RB Leipizig, também foram denunciados atos discriminatórios em partida válida pela Liga Europa. A preocupação com a repercussão na próxima sede do Mundial deve ser um tema discutido no Congresso Disciplinar da entidade, dia 31 de maio.




Seleção alemã levou a pior no amistoso desta terça (Foto: Patrik Stollarz/AFP)

O Brasil foi superior à Alemanha nesta terça-feira, no Estádio Olímpico de Berlim, e saiu com a vitória por 1 a 0, se redimindo, na medida do possível, do desastre ocorrido na Copa do Mundo de 2014: o fatídico 7 a 1. Alguns alemães, no entanto, voltaram a alfinetar os brasileiros mesmo após o revés em casa. O jornal Bild, que publicou uma manchete sugestiva nesta quarta-feira, serve de exemplo.

“Agora está 7 a 2”, escreveu o diário, em sua capa. Os jornalistas alemães agregaram o placar do amistoso desta terça à goleada sofrida pela Amarelinha no Estádio do Mineirão, pelas quartas de final do Mundial sediado pelo próprio Brasil, no dia oito de julho de 2014. “Brasil vence por 1 a 0, no entanto, os campeões do mundo somos nós! Os sul-americanos foram bem-sucedidos na mini revanche do desastre de 7 a 1”, completou.

Brasil e Alemanha poderão se reencontrar apenas na Copa do Mundo deste ano, na Rússia, quem sabe para uma revanche oficial. Enquanto a seleção verde e amarela se encontra no Grupo E, junto a Costa Rica, Suíça e Sérvia, a Mannschaft compõe o Grupo F, medindo forças com Coreia do Sul, México e Suécia. Embora ambas as equipes sejam favoritas para terminarem a primeira fase na liderança de suas respectivas chaves, caso uma se classifique em segundo e outra em primeiro lugar, o confronto poderá ocorrer logo nas oitavas de final.



A 1057 km de Moscou, Samara figura como um dos lugares mais pitorescos da Rússia. O local, que respira história, é conhecido por ser o centro da engenharia espacial do País e por lá milhares de pessoas aparecem para visitar o Museu de História Espacial, onde se encontram réplicas de naves, motores, uniformes de astronautas, entre outros artigos.

Em 1935, a cidade foi renomeada de Kuybyshev em homenagem a Valerian Kuybyshev, revolucionário russo e comandante do Exército Vermelho. Durante a Segunda Guerra Mundial, o município foi escolhido para ser a capital da Rússia caso os alemães tomassem o domínio de Moscou.

Somente após a guerra Kuybyshev se tornou um centro de tecnologia russo. Por conta do polo industrial que não só envolvia aviação e engenharia aeroespacial, mas também indústrias metalúrgicas, elétricas e refinarias, o local foi fechado para forasteiros. Yuri Gargarin, primeiro homem a ir ao espaço, inclusive, foi lançado ao espaço na famosa nave Vostok, construída na cidade.

Na Copa do Mundo o local irá receber seis jogos: quatro da fase de grupos, um das oitavas de final e outro das quartas. Croácia x Sérvia, Dinamarca x Austrália, Uruguai x Rússia e Senegal x Colômbia serão as partidas do estágio inicial do torneio que acontecerão por lá.

O estádio de Samara, com capacidade para 45 mil pessoas e com arquitetura inspirada no tema espacial, vem gerando preocupação ao Comitê Organizador e à Fifa por conta de suas obras atrasadas. A estrutura foi erguida exclusivamente para a Copa, e o FC Krylya Sovetov herdará a Arena após o fim do torneio. Basta saber se até o primeiro jogo previsto para acontecer na cidade, no dia 17 de junho, tudo estará nos trinques para receber as seleções.



Tite não aproveitou os jogos com Rússia e Alemanha para observar algumas surpresas da convocação (foto: Patrik Stollarz/AFP)

Os dois últimos amistosos da Seleção Brasileira, as vitórias por 3 a 0 sobre a Rússia e por 1 a 0 diante da Alemanha, não foram suficientes para acabar com as dúvidas de Tite. O técnico ainda não definiu com qual escalação pretende iniciar a Copa do Mundo da Rússia nem os 23 jogadores com que contará no torneio.

“Isso vai me deixar com ainda mais cabelos brancos. Não, ainda não. A gente vai monitorar. Tenho dúvidas”, disse Tite, que divulgará a sua relação de convocados em meados de maio. Em junho, já com lista definida, haverá amistosos contra Croácia e Áustria, na Europa.

O técnico diz não saber, por exemplo, se terá uma formação titular fixa durante a Copa ou se modificará a sua equipe de acordo com cada adversário. Contra a Rússia, ele apostou em um time ofensivo, com Douglas Costa na função que será do contundido Neymar. Diante da Alemanha, foi cauteloso e optou por três volantes, com a entrada de Fernandinho ao lado de Casemiro e Paulinho. O meia Renato Augusto perdeu espaço nas duas situações.

“Não tenho definição. São 14 ou 15 atletas brigando pela titularidade. Não adianta ficar com meias palavras. Fernandinho, Willian, Thiago Silva, Marquinhos, Miranda e outros estão jogando muito nos seus clubes e na Seleção, com uma minutagem parecida. É difícil para mim. Outros também estão buscando espaço para colocar pressão”, comentou Tite, dando a entender que ainda não escolheu entre Thiago Silva (titular contra Rússia e Alemanha) e Marquinhos (o escolhido na maioria das vezes) como parceiro de zaga de Miranda.

Para os jogadores que lutam por um lugar ao menos entre os convocados, e ainda não na equipe titular, há mais suspense. Tite não utilizou as surpresas que convocou nos amistosos derradeiros, como o meia Anderson Talisca e o centroavante Willian José, e terá que se contentar com as observações feitas nos treinamentos. Contra a Alemanha, por exemplo, estava mais preocupado em ganhar o jogo e realizou somente uma substituição.

“Mas o jogo permite, sim, algumas observações. Podemos tirar para análise os momentos em que pensamos e estabelecemos duas estratégias”, defendeu Tite, que só trocou o meia Philippe Coutinho, cansado, por Douglas Costa no segundo tempo do duelo em Berlim.

Douglas Costa foi um dos que conseguiram cativar Tite. Bastante elogiado, o atacante da Juventus passou nos testes e tem a “tendência”, nas palavras da comissão técnica, de ser convocado para a Copa.

“Agora, vamos continuar com o acompanhamento de todos os jogadores possíveis. É desafiador. Todo o mundo tem o sonho de disputar uma Copa do Mundo”, afirmou Tite, misterioso. “É uma coisa que nos absorve muito, sendo que também existe o critério de análise para situações específicas, se é melhor ter um pivô, um articulador, enfim… Vamos acelerar todos esses processos para decidir”, concluiu.



O México estava sete jogos sem perder até enfrentar a Croácia nessa terça (Foto: Richard Rodriguez/AFP)

A seleção de Juan Carlos Osorio, ex-técnico do São Paulo, foi surpreendida diante de seu torcedor na noite dessa terça-feira, no último teste antes da convocação para a Copa do Mundo da Rússia. Frente a Croácia, que também tem vaga garantida no mundial, o México perdeu por 1 a 0 no estádio AT&T, em Arlington, nos Estados Unidos.

O único gol do jogo foi marcado por Rakitic, meio-campista do Barcelona, ao converter penalidade máxima. Cada seleção ainda fez seis substituições, claramente afim de realizar os últimos testes às vésperas das definições das listas de jogadores que vão à Rússia.

Se a Croácia teve como herói seu principal jogador, os mexicanos puderam contar com suas estrelas nessa terça. Chicharito, Guardado, Moreno, Pizarro, Vela e Ochoa estiveram em campo, mas não conseguiram evitar a derrota e a má impressão diante de seus apaixonados torcedores.

A derrota freia uma empolgação que já se criava no México sobre a seleção. O time de Osório vinha de três vitórias seguidas e sustentavam uma invencibilidade de sete jogos. Nas Eliminatórias da Concacaf, a classificação veio com antecedência, na liderança e de forma invicta. Agora, no entanto, o sinal de alerta foi ligado



Classificada à Copa do Mundo da Rússia depois de passar pela repescagem, a seleção do Peru conseguiu uma imponente vitória por 3 a 1 na noite dessa terça-feira em cima da Islândia, que fará sua estreia em mundiais esse ano.

Na Arena Red Bull, em Harrison, nos Estados Unidos, os peruanos abriram o placar logo aos três minutos, com Tapia, e sofreram o empate ainda no primeiro tempo, aos 22, com Fjoluson.

Na etapa final, Ruidiaz, aos 13, e Farfan, aos 30 minutos, garantiram o triunfo dos sul-americanos em um jogo que também serviu para os dois técnicos fazerem muitos testes. Os europeus usaram cinco substituições, uma a mais que os rivais dessa segunda.

O meia Christian Cueva, já descartado pelo São Paulo para jogar a semifinal dessa quarta, contra o Corinthians, foi titular e atuou até os 36 minutos do segundo tempo, quando foi substituído por Hurtado.

Renato Tapia comemora seu gol pelo Peru no amistoso realizado nos Estados Unidos (Foto: Eduardo Muñoz/AFP)

Já no confronto entre duas seleções que viram frustrados os objetivos de disputarem a Copa da Rússia, os Estados Unidos venceram o Paraguai por 1 a 0 no estádio WakeMed Soccer Park, em Cary, diante de 9.895 torcedores.

O único gol do jogo foi marcado por Wood, em cobrança de pênalti cometido por Fernández, aos 45 minutos do primeiro tempo.

O zagueiro corintiano Balbuena foi titular pelo Paraguaio e atuou os 90 minutos, enquanto Ángel Romero ficou no banco de reservas e não foi utilizado pelo técnico Morinigo.

O Timão tentará levar a dupla para Itaquera a tempo de Carille e sua comissão técnica avaliarem a condição dos jogadores para o duelo com o São Paulo, marcado para às 21h45 dessa quarta, mas Balbuena já é praticamente carta fora do baralho. Em relação a Romero, há uma esperança maior.



O técnico Tite teve um motivo a mais para comemorar as duas vitórias mais recentes da Seleção Brasileira, por 3 a 0 sobre a Rússia e por 1 a 0 sobre a Alemanha, as últimas antes do anúncio dos convocados para a Copa do Mundo. Ambas foram conquistadas sem o principal jogador da equipe, o atacante Neymar, em recuperação de uma cirurgia para correção de fratura no quinto metatarso do pé direito.

“A nossa fera, um top 3, estava fora. A equipe sente falta do Neymar, mas está aprendendo a jogar e a ser forte sem ele. Isso tudo gera força de equipe”, celebrou o treinador, nesta terça-feira, em Berlim, logo após recuperar a autoestima de quem ainda sofria com a histórica goleada por 7 a 1 para a Alemanha.

Contra a Rússia, Tite escolheu Douglas Costa como substituto de Neymar. O jogador da Juventus teve uma atuação convincente e ficou próximo de assegurar uma vaga no Mundial. Depois, diante da Alemanha, preferiu ser mais cauteloso e adotou um esquema tático com três volantes, Casemiro, Paulinho e Fernandinho.

Ainda sobre Neymar, Tite discordou de quem viu o meia Philippe Coutinho se destacar mais sem o amigo ao lado. “Não. O Neymar faz a função de atacante, sendo vertical, buscando o gol. O Coutinho é flutuador, de composição de meio-campo, atuando centralizado ou de fora para dentro, como um articulador. Um potencializa o outro, e não prejudica”, argumentou.

O centroavante Gabriel Jesus, autor do gol da vitória sobre a Alemanha, foi mais um a falar sobre Neymar. “Todos vão comentar sobre ele, jogando ou não. Os brasileiros têm que ver que o Neymar é importante não só para a gente, mas para o futebol, com a alegria que carrega no rosto e nas pernas”, elogiou.



Tite não encarou a partida contra a Alemanha, nesta terça-feira, em Berlim, como um amistoso. Enquanto ao colega Joachim Low poupou titulares e rodou a equipe no segundo tempo, o técnico do Brasil realizou apenas uma substituição, abrindo mão de testar jogadores, escalou três volantes para proteger a sua defesa e ficou frenético à beira do campo. Ao final, comemorou bastante uma vitória por 1 a 0.

A postura de Tite não era sem motivo. “Existia um fantasminha, é verdade”, disse o treinador, referindo-se à humilhante goleada por 7 a 1 que o Brasil sofreu na Copa do Mundo de 2014, no Mineirão. “Sentia até uma inibição das pessoas em falarem do resultado, do que tinha acontecido. É da vida, passou, uma realidade, ficou marcado e não vai deixar de ser falado porque vencemos. Eles tiveram méritos, assim como nós tivemos méritos pela vitória de hoje, em um amistoso”, comentou.

Evidentemente, não se tratou de uma revanche, em função da grande diferença de importância entre as partidas, mas o reencontro desta terça-feira serviu para o Brasil adquirir confiança às vésperas da Copa do Mundo da Rússia. “Temos o sentimento de resgate de autoestima. Existe esse componente”, admitiu Tite.

O técnico só evitou alimentar polêmica em relação à postura da Alemanha. Ao escutar que os tetracampeões mundiais estavam menosprezando o amistoso, Tite se esquivou. “Vou deixar essa análise para vocês. Dentro de campo, prevaleceu o respeito entre atletas e técnicos. Se houve outra coisa, não percebi”, disse.