Gazeta Esportiva

Nobre evita polêmica e diz não ter como vetar jogo do Santos no Palestra

São Paulo, SP

25/08/16 | 22:06 - 26/08/16 | 02:02

Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, durante a festa de lançamento do Campeonato Brasileiro 2016, organizada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Teatro WCT, em São Paulo.
Paulo Nobre não quis entrar em polêmicas com o presidente do Santos, Modesto Roma Jr (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

O presidente palmeirense Paulo Nobre procurou não polemizar a declaração do mandatário do Santos, Modesto Roma Jr, sobre a possibilidade de o clube alvinegro mandar um jogo do Campeonato Brasileiro no Palestra Itália. Ao abordar o caso, o dirigente do Peixe afirmou que gostaria de atuar no "estádio da WTorre", em alusão ao contrato que cede à empreiteira a administração da arena até 2044.

"O Allianz Parque é do torcedor palmeirense, mas hoje é administrado pelo parceiro. Quando não são dias de jogos oficiais do Palmeiras, eles têm o direito de fazer o que quiserem no estádio. Podem fazer o aniversário do filho de um dos donos, podem fazer uma sessão de cinema, um evento religioso ou um mega show. Não cabe ao Palmeiras decidir o que acontecerá quando não é dia de jogo oficial do clube", afirmou Nobre.

A ideia de Modesto é transferir a partida que o Santos disputará pela 26ª rodada do Brasileirão, contra o Santa Cruz, para o Palestra Itália. O mando de campo está marcado para a Vila Belmiro, mas a diretoria do Peixe quer ampliar a receita com a venda de ingressos. À Gazeta Esportiva, o presidente alvinegro disse que Nobre se mostrou favorável à ideia.

As declarações de Nobre foram dadas nesta quinta-feira na festa de aniversário de 102 anos da fundação do Palmeiras. A despeito da parceria com 30 anos de duração, Palmeiras e WTorre têm uma relação cada vez mais deteriorada e discutem as questões relativas aos direitos de exploração da arena em arbitragem.

A disputa começou em torno da quantidade de assentos do estádio que cada parte tem direito a comercializar e inclui até os moldes do Avanti. Insatisfeita com o programa de sócio-torcedores do clube, menina dos olhos do presidente do Paulo Nobre, a WTorre chegou a lançar um projeto semelhante por conta própria.

Para recuperar o investimento feito na construção da arena, a WTorre aposta na promoção de shows e eventos de diferentes naturezas. Por contrato, quando o Palmeiras é desalojado, a WTorre é obrigada a pagar uma multa de 50% da renda bruta da partida e ainda deve repassar 20% do valor do aluguel da arena.

Já o clube tem o compromisso de reembolsar a parceira pelas despesas de manutenção em dias de jogos. Durante a disputa arbitral, no entanto, as duas partes não vêm cumprindo os repasses previstos em contrato.

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