COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Félix conquistou a Copa da Ásia no início do ano (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)

Sede do próximo Mundial e prestes a disputar a Copa América no Brasil, o Catar, por meio de sua associação de futebol, anunciou, na tarde desta segunda-feira, a renovação de contrato com Félix Sánchez. O treinador assinou um vínculo até 2022, ano da próxima Copa.

No comando do Catar desde julho de 2017, quando substituiu o uruguaio Jorge Fossati, o espanhol venceu a Copa da Ásia deste ano, título inédito da seleção. Sem ter atuado como jogador profissional, Sánchez tem longa passagem como treinador nas categorias de base do Barcelona e comandou o sub-19, sub-20 e o sub-23 antes de assumir o profissional da seleção asiática.

O próximo torneio dos comandados de Félix é a Copa América, que será disputada em junho no Brasil. A equipe, convidada pela Conmebol, está no Grupo B ao lado de Argentina, Colômbia e Paraguai. Antes, porém, o Catar terá um amistoso contra o Brasil no dia 5 de junho, no Mané Garrincha, em Brasília.



Rogério Caboclo em seu discurso de posse (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O novo presidente da CBF, Rogério Caboclo, tomou posse nesta terça-feira diante dos presidentes da Fifa e da Conmebol. Em seu discurso, o dirigente demonstrou que a confederação tem a preocupação de recolocar o futebol brasileiro no topo do cenário mundial e afirmou que a nova gestão combaterá internamente os desvios de conduta. Além disso, uma novidade anunciada foi a criação de um conselho de craques para refletir sobre o desenvolvimento do futebol brasileiro.

Depois de ocupar uma série de cargos dentro da entidade, sendo diretor financeiro e diretor executivo de gestão, o dirigente ocupará o lugar de Coronel Nunes, que presidia a confederação desde o afastamento de Marco Polo Del Nero, em dezembro de 2017.

No discurso de posse, Caboclo enumerou algumas de suas qualidades e falou em “acelerar a nossa evolução”, com o intuito de recuperar a hegemonia do futebol brasileiro no cenário internacional.

“Vivemos um momento decisivo, se queremos ter o melhor futebol do mundo. Precisamos acelerar a nossa evolução, dentro e fora do campo. Meu orgulho é do tamanho da responsabilidade que assumo hoje”, afirmou o dirigente. “Quem me conhece, sabe que sou inconformado. Acredito que podemos fazer mais e melhor. Sou bom ouvinte, capaz de acolher críticas e de envolver mais gente no processo de decisão. Essa será duas marcas da minha gestão”.

O novo presidente fez questão de apontar a integridade como um dos principais pilares da nova gestão, já que a imagem da CBF ficou desgastada por conta dos uma série de polêmicas sobre corrupção na entidade nos últimos anos.

“Nossa gestão será construída sob dois pilares: o da integridade e da eficiência. Não posso esconder o grau de consciência do desgaste de imagem que a CBF teve nos últimos anos”, admitiu o presidente. “Vamos aumentar os controles de governança, risco e conformidade. Aplicaremos com toda energia o nosso código de ética. Não vou tolerar prática duvidosa ou desvio de conduta”.

Conselho de craques

Uma das novidades da gestão de Caboclo é a criação de um conselho de craques, composto de ex-jogadores , que terá como função refletir sobre questões pertinentes ao desenvolvimento do futebol brasileiro. A mesa não discutirá apenas aspectos ligados ao esporte masculino, como também tratará sobre o futebol feminino, as categorias de base, o futebol de salão e o Beach Soccer.

Para o conselho, foram escolhidos os seguintes ex-jogadores: Cafu, Ricardo Rocha, Jairzinho, Careca, Muricy Ramalho, Carlos Alberto Parrera, Zinho, Gilberto Silva e Juninho Paulista. Além destes dez nomes, a CBF ainda escolheu Pretinha e Michael Jackson para representarem o futebol feminino.

“O conselho de craques será órgão consultivo, técnico e independente. Vai analisar e repensar todas as áreas do futebol, com o objetivo de melhorar a prática e as normas”, explicou Caboclo. Dentre os temas sobre os quais o conselho discutirá, estão a melhoria na infraestrutura esportiva no país, o aperfeiçoamento do calendário e a criação de projetos sociais ligados ao futebol.



Maradona dispara: “Futebol não é Super Bowl” (Foto: Michael Buhouzer/AFP)

Depois da Fifa sinalizar sobre a possibilidade de aumentar o número de seleções na Copa do Mundo de 32 para 48, Maradona não poupou críticas ao presidente da entidade, Gianni Infantino. O ídolo argentino não apenas mostrou desaprovação à possibilidade do novo formato da competição como também afirmou que o dirigente suíço passou a tratá-lo diferente depois de que foi reeleito.

“Se Infantino quer fazer disto um show de intervalo, é uma vergonha, tentar copiar os americanos. O futebol é outra coisa, não é o Super Bowl”, disparou o argentino.

“Infantino me ligava antes das eleições, depois, não. Quero deixar claro que não sou o seu operário, e sim técnico do Dorados, e defendo o futebol”, reclamou.

Maradona, que é treinador da equipe mexicana desde o ano passado, ainda disse que Infantino não cumpriu promessas feitas durante a sua campanha para a eleição.

“Se Infantino quiser falar comigo, tem o número do meu telefone. O que posso afirmar é que estou esquentado porque antes das eleições foram prometidas algumas coisas que não se cumpriram, isso se chama trair as pessoas”, finalizou.



Fifa anuncia novo Mundial de Clubes, com 24 times, no meio do ano e a cada quatro anos. (Foto: Rhona Wise/AFP)

A Fifa aprovou, nesta sexta-feira, em reunião de seu conselho, em Miami,  a criação de um novo Mundial de Clubes. O torneio passará a ser disputado por 24 equipes e a cada quatro anos. A primeira edição será em 2021, em junho e julho. O local de disputa ainda não foi definido.

Entre os 24 clubes que participarão do torneio, oito serão da Europa, seis da América do Sul, três da Concacaf (América do Norte, Central e Caribe), África e Ásia e uma para a Oceania. A Fifa deixou para cada federação continental definir como os clubes se classificarão. A competição deve ocorrer no meio do ano, para substituir a Copa das Confederações e o antigo Mundial de Clubes, disputado no meio do ano e com sete clubes, um representante de cada continente e o campeão do país sede.

Veja também: Grandes clubes europeus ameaçam boicotar novo Mundial de Clubes

Os clubes europeus já se mostraram completamente insatisfeitos. A Associação de Clubes Europeus (ECA, na sigla em inglês) emitiu uma carta, dizendo que os seus associados não participariam do torneio caso as novas regras fossem aprovadas. O presidente da Fifa, Gianni Infantino tratou de mostrar que houve muita discussão com representantes da Uefa.

“Houve muitas discussões construtivas, com o presidente da Uefa. Estamos avançando nesse assunto. Temos a responsabilidade de tomar decisões, e tomamos a decisão, e nas próximas semanas essas discussões vão dar frutos. Hoje há clubes que representam mais do que uma cidade, um país. Há clubes que são internacionais, têm fãs por todos os lados. Será importante para eles tentar ser campeões mundiais” destacou o presidente.

Ainda na reunião do conselho, desta sexta-feira, a Fifa foi autorizada a seguir com o plano de utilizar 48 seleções já na Copa do Mundo do Catar, em 2022. O aumento de seleções faria com que outros países da região sediassem algumas partidas. O problema é que o Catar não tem boa relação com os países vizinhos.

“Enviamos um relatório de viabilidade para o nosso Conselho e concluímos que é possível fazer com 48 seleções, desde que atendidas algumas condições. Se for possível, ótimo. Se não for, ótimo também”, falou Infantino sobre o projeto que será votado em definitivo em junho, no Congresso de Paris.

 



Copa do Mundo feminina terá uso do VAR (Foto: Rhona Wise/AFP)

Em reunião do Conselho da Fifa realizada nesta sexta-feira em Miami, nos Estados Unidos, foi decidido que a Copa do Mundo feminina deste ano contará com a utilização do VAR.

A decisão vai de encontro com a recomendação prévia dada pelo Comitê de Arbitragem da entidade, comandado pelo ex-juiz Pierluigi Collina. Recentemente, o grupo de arbitragem que está na França para o mundial da categoria esteve reunido em um seminário em Abu Dhabi e Doha, no qual participaram de um programa educacional sobre a forma de utilização da tecnologia.

A Copa do Mundo feminina acontece entre 7 de junho e 7 de julho e contará com 11 sedes espalhadas ao redor da França.

O Brasil está no Grupo C e a estreia da equipe está marcada para o dia 9 de julho contra a Jamaica, em Grenoble. Na segunda rodada, o adversário será a Austrália, no dia 13, em Montpellier e cinco dias depois, a Seleção encerra a participação na fase de grupos diante da Itália, em Valenciennes.




A indefinição da Fifa quanto a ampliação de 32 para 48 seleções já para a Copa do Mundo do Catar de 2022 segue dando o que falar. E a novidade é quanto ao lucro que o acréscimo pode render a entidade máxima do futebol. De acordo com a agência AFP, que consultou uma fonte que teve acesso a um estudo de viabilidade do negócio, mais equipes podem render uma receita adicional “entre 300 e 400 milhões de dólares” (R$ 1,1 bi e 1,5 bi).

De acordo com o estudo, a Fifa receberia 120 milhões de dólares (cerca de R$457,9 milhões) a mais em direitos televisivos, 150 milhões (aproximadamente R$ 572,4) em direitos de comercialização e 90 milhões (cerca de R$ 343,4 milhões) em emissão de ingressos.

Infantino é o atual presidente da Fifa (Foto: AFP)

A Copa do Mundo é a principal fonte de receita da Fifa. O Mundial da Rússia, por exemplo, permitiu à entidade máxima do futebol registrar no período de 2015-2018 um volume de negócios de 6.4 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 24,4 bilhões), números superiores às previsões antecipadas pelos diretores.

A indefinição, porém, fica pela estrutura presente no Catar para sediar uma Copa do Mundo com 48 seleções. Isso porque, de 64 jogos em um formato com 32 seleções, a competição passaria a ter 80 jogos com o acréscimo. Dessa forma, existe a possibilidade de que alguns jogos sejam disputados fora do país sede. “Nenhum país é favorito”, declarou a fonte da agência.

“Cinco países podem se apresentar: Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita, Omã e Emirados Árabes Unidos”, acrescentou. “Mas qualquer decisão de incluir possíveis países-sede requer o aval do Catar. O bloqueio atual imposto por Bahrein, Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos ao Catar, a participação destes países implica a retirada deste bloqueio, em particular a retirada das restrições ao movimento de pessoas mercadorias”, concluiu o estudo.

Para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México, a Fifa já oficializou a ampliação de 32 a 48 seleções. Mas o presidente Gianni Infantino tenta articular para que a modificação entre em vigor já na próxima edição, apesar dos problemas geopolíticos derivados da ruptura das relações diplomáticas deste Emirado com vários de seus países vizinhos.



Joseph Blatter volta a dizer que Platini e Sarkozy receberam vantagem para votar no Catar. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

Joseph Blatter, ex-presidente da FIFA, voltou a dizer, nesta segunda-feira, que Michael Platini, ex-presidente da UEFA, e Nicolas Sarkozy, ex-presidente francês, interviram para que o Catar fosse eleito o país-sede da Copa do Mundo de 2022.

A votação para a escolha do país-sede da Copa de 2022 foi realizada junto com a escolha da sede de 2018. A Rússia acabou ganhando a concorrência contra a Inglaterra e foi eleita para o torneio de 2018. Para a eleição da Copa seguinte, o Catar levou a melhor e, de forma surpreendente, superou os Estados Unidos.

“Não entendo porque foi reaberto um dossiê de suposta corrupção que já havia sido encerrado com a publicação do relatório Garcia. De qualquer maneira, a escolha do Catar para a Copa do Mundo de 2022 se deu após a intervenção política do presidente da República (da França), Nicolas Sarkozy, solicitando a Michel Platini que votasse junto a pessoas próximas pelo Catar. Estes quatro votos fizeram a balança pesar a favor do Catar e contra os Estados Unidos. E esta situação provocou os ataques dos perdedores contra a FIFA e minha pessoa” confessou Blatter.

No último domingo, o Sunday Times divulgou que o Catar teria pago 880 milhões de euros (cerca de R$ 3,8 bilhões) à FIFA para ser escolhido. A rede de televisão Al Jazeera, financiada pelo governo do Catar, pagou o valor em duas parcelas, uma de 400 milhões de euros (R$ 1,7 bilhões), em 2010, antes da votação e outra em 2013, no valor de 480 milhões (R$ 2,07 bilhões). Ainda segundo o jornal inglês, a Al Jazeera deveria pagar mais 100 milhões de euros (R$ 433 milhões) caso o país fosse eleito.

Respondendo ao jornal inglês, a FIFA declarou que “as acusações relacionadas à atribuição da Copa do Mundo da FIFA de 2022 já foram comentadas amplamente pela FIFA, que em junho de 2017 publicou integralmente o relatório Garcia. Por outro lado, a FIFA apresentou uma denuncia na Procuradoria Geral da Suíça e o processo segue em andamento. A FIFA coopera e continuará cooperando com as autoridades.”



Thomas Müller acredita que ainda podia jogar em alto nível na seleção alemã (Foto: Odd Andersen/AFP)

Na última terça-feira, o treinador da Seleção da Alemanha, Joachim Löw, afirmou por meio de um comunicado oficial no site da Federação Alemã de Futebol que Thomas Müller, Mats Hummels e Jerome Boateng não estão mais nos planos para as próximas convocações. Chateado com a situação, Thomas Müller publicou um vídeo em seu Twitter nesta quinta-feira questionando a maneira pela qual Löw manifestou a intenção de renovar o grupo dos selecionáveis.

“É claro que fiquei surpreso com a decisão do técnico. O técnico da seleção precisa tomar decisões esportivas, não questiono isso. Mas, quanto mais penso nisso, mais fico irritado pelo modo como isso aconteceu. Não entendo a razão de ser uma decisão definitiva. Mats, Jerome e eu ainda somos capazes de jogar futebol no mais alto nível pela seleção”, lamentou o meia-atacante.

Müller tem ao todo 100 partidas pela seleção alemã, tendo marcado 38 gols desde que foi convocado pela primeira vez, em 2010. Naquele ano, inclusive, foi artilheiro da Copa do Mundo da África do Sul e na edição seguinte, no Brasil, foi o vice da estatística. Mesmo incomodado com o comunicado do treinador da seleção, o meia-atacante fez questão de relembrar e exaltar sua passagem pela Alemanha.

“Tivemos uma longa e, na maior parte do tempo, carreira de sucesso com a seleção e acho que não foi uma maneira elegante publicar o comunicado pré-fabricado da DFB pouco depois de sabermos sobre a decisão do treinador. Acho que isso não tem nada a ver com valorização. Eu sempre tive orgulho de vestir essa camisa, dei tudo de mim e quero agradecer pelo seu apoio. Foi uma jornada incrível.”, celebrou Müller.



Autoridades do governo e dirigentes esportivos de Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai receberão nesta quarta-feira em Punta del Este representantes da Bolívia para avaliar o pedido do país andino de fazer parte da candidatura à Copa do Mundo de 2030.

A Comissão de Postulação para a Copa do Mundo de Futebol de 2030, integrada pelos quatro países sul-americanos, se reunirão no balneário uruguaio e aproveitarão a ocasião para avaliar o pedido boliviano, confirmou o secretário de Esporte do Uruguai, Fernando Cáceres.

Cáceres disse que a delegação boliviana que entregará o pedido será recebida e ouvida, destacando que esta será a primeira reunião da qual o Chile participará ao lado dos três outros integrantes do comitê de candidatura 2030.

O ministro de Esportes da Bolívia, Tito Montaño, está no Uruguai encabeçando a delegação com a missão de apresentar a proposta ao comitê a pedido do governo boliviano.

Bolívia, do atacante Marcelo Moreno, não disputa uma Copa do Mundo desde 1994 (Foto: Aizar Raldes/AFP)

A iniciativa já havia sido anunciada pelo presidente Evo Morales há poucos dias. O mandatário crê que a proposta da Fifa de aumentar de 32 para 48 o número de seleções na Copa do Mundo a partir de 2022 poderia facilitar a inclusão de outro país-sede.

No fim do ano passado, porém, Cáceres afirmou que um eventual pedido da Bolívia para se juntar à organização da Copa do Mundo dificilmente seria aceito.

Os governos de Argentina, Uruguai e Paraguai haviam oficializado em outubro de 2017 uma candidatura conjunta para tentar organizar a Copa do Mundo em 2030, ano do centenário do primeiro Mundial, sediado e vencido pelos uruguaios.

Na semana passada, o Chile foi oficialmente aceito por Argentina, Uruguai e Paraguai e se uniu aos três vizinhos sul-americanos na tentativa de conseguir sediar a Copa de 2030.

Cáceres também informou nesta quarta-feira que o comitê trabalhará com uma consultoria internacional na área dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na elaboração da candidatura conjunta a apresentar à Fifa.